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Audiência Pública vai debater classificação do tabaco no Paraná

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A Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira, 1º de abril, a realização de uma audiência pública que que vai debater a classificação do tabaco nas propriedades dos agricultores produtores no Paraná. O encontro foi proposto pelos deputados Luiz Claudio Romanelli (PSD), Maria Victoria (PP), Alexandre Curi (PSD), Anibelli Neto (MDB) e Hussein Bakri (PSD). A reunião será no próximo dia 15, a partir das 9h, no Plenarinho do legislativo estadual.

“É um tema de grande relevância para a agricultura paranaense”, disse Romanelli durante seu pronunciamento na sessão plenária desta terça-feira. “Vamos discutir o projeto de lei que determina que as empresas que comercializam e/ou industrializam tabaco no Paraná realizem a classificação da folha diretamente nas propriedades dos agricultores, no ato da aquisição”, explicou o parlamentar.

“Sabemos que os agricultores paranaenses enfrentam desafios relacionados à transparência no processo de classificação das folhas de tabaco. A descentralização dessa etapa diretamente na propriedade do produtor representa um avanço, trazendo mais equidade e atendendo a uma demanda histórica dos fumicultores”, apontou o deputado.

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Riscos na produção

Hoje o produtor de tabaco, segundo o deputado, investe e assume os riscos da atividade, encontra-se em desvantagem, subordinado às decisões das empresas compradoras. “Esse projeto busca corrigir essa distorção, garantindo que o agricultor possa acompanhar e contestar a classificação do seu produto, fortalecendo sua posição na cadeia produtiva”, explicou Romanelli.

O parlamentar considera que a produção de tabaco no Paraná tem um papel fundamental na economia agrícola, especialmente para a agricultura familiar. De acordo com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), cerca de 28 mil famílias se dedicaram ao cultivo do tabaco. No contexto regional, os três estados do sul são responsáveis por 97% da produção nacional, envolvendo aproximadamente 162 mil famílias e 320 mil hectares cultivados.

“Municípios como São João do Triunfo, Rio Azul e Ipiranga se destacam na fumicultura, sendo essenciais para a economia local”, acrescenta Romanelli.

Atualmente, a comercialização do tabaco segue um sistema de classificação estabelecido pelo Ministério da Agricultura, por meio de instrução normativa. No entanto, a centralização da classificação em poucas unidades favorece as empresas compradoras e prejudica os produtores, que ficam distantes do processo e enfrentam dificuldades para acompanhar a análise da sua produção.

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Convite

A obrigatoriedade de enviar a produção para classificação em locais distantes reduz a capacidade de contestação dos agricultores e impõe custos adicionais. Para as empresas integradoras, que já possuem equipes técnicas para assistência, é mais viável organizar a classificação diretamente nas propriedades.

“Diante desse cenário, precisamos garantir que os produtores tenham autonomia para decidir sobre a venda do seu tabaco, sem qualquer imposição. A descentralização da classificação assegura um processo mais justo, transparente e equitativo”, reiterou Romanelli.

“Reforço o convite para que todos participem desta audiência pública, um espaço essencial para ouvirmos os fumicultores e debatermos soluções que valorizem o trabalho dos nossos agricultores. A presença de cada um dos senhores e senhoras será fundamental para avançarmos nessa discussão e garantirmos maior justiça para os produtores de tabaco do Paraná”, completou o parlamentar.

Fonte: ALPR PR

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Projeto de lei que institui o mês “Abril Verde e Amarelo avança na CCJ

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Nesta quarta-feira (02/04), a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) aprovou o Projeto de Lei nº 66/2025, de autoria do deputado estadual Marcio Pacheco (PP). A proposta visa instituir o mês de abril como “Abril Verde e Amarelo” no estado, com o objetivo de promover ações de conscientização sobre a importância da defesa da propriedade privada e o enfrentamento das invasões de terras, além de incluir essa temática no Calendário Oficial de Eventos do Paraná.

O deputado Marcio Pacheco explica que o projeto tem como finalidade auxiliar os proprietários de terras a se organizarem e a estabelecerem uma comunicação mais eficaz com as forças de segurança pública. Isso, de acordo com o parlamentar, permitirá que, diante de qualquer suspeita de invasão — seja por parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ou de grupos indígenas, como tem sido observado em Terra Roxa, Guaíra e Palotina — as autoridades possam agir com maior rapidez. Pacheco enfatiza que o Poder Judiciário deve cumprir seu papel com a agilidade necessária para que as reintegrações de posse ocorram de forma célere.

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“Não se trata de espalhar medo, mas de afirmar que, no Paraná, não aceitamos isso. O legítimo dono da terra precisa ter voz. Discutir esse grave problema já é uma grande reação. Não podemos mais ser omissos ou coadjuvantes. Afinal, os proprietários têm total legitimidade para buscar a melhor maneira de se proteger. Isso é uma questão de gestão de crise”, destaca Pacheco.

Para o deputado, a proposta também serve como uma medida preventiva ao “Abril Vermelho”, período em que o MST realiza a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária. Em um único dia do “Abril Vermelho” de 2024, de acordo com o parlamentar, o MST registrou 24 invasões em 11 estados, incluindo o Paraná. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA- Congresso Nacional), alerta para a possibilidade de um número recorde de invasões ocorrerem neste ano.

Além das invasões promovidas pelo MST, os agricultores paranaenses também enfrentam a ocupação de terras por povos indígenas. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) informa que, desde o final de 2023, nove propriedades rurais na região Oeste foram invadidas por indígenas. A reintegração de posse dessas áreas é de competência federal, o que limita a capacidade de reação do governo local.

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“A invasão de terras é crime, é ilegal e não é um método legítimo de reivindicação de direitos, pois contraria a legislação agrária vigente, que prevê instrumentos legais para a reforma agrária”, ressalta Pacheco. O deputado também destaca que essas ações geram violência, insegurança jurídica, riscos sanitários e impactos negativos na economia do Paraná.

A proposta de Pacheco segue o exemplo de um projeto similar aprovado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, evidenciando a relevância da iniciativa em um contexto de crescente tensão fundiária.

Fonte: ALPR PR

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