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Referência nacional, Lacen-PR promove oficina para aprimoramento da vigilância

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Divisão de Atenção e Vigilância e do Laboratório Central do Paraná (Lacen-PR), recebeu nesta quinta e sexta-feira (3 e 4) representantes do Laboratório Central do Estado de Minas Gerais (Lacen-MG), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Instituto Todos pela Saúde (ITpS), entidade sem fins lucrativos. O objetivo foi compartilhar experiências e promover o aprimoramento da vigilância laboratorial no Estado.

O foco principal da visita foi conhecer como funciona a descentralização da rede de laboratórios públicos, as parcerias que o Lacen-PR mantém com as Vigilâncias Sanitária, Epidemiológica e Ambiental, nos âmbitos estadual e municipal, e com laboratórios privados, além das experiências exitosas que o Laboratório desenvolveu ao longo dos anos.

Houve, ainda, apresentação da organização da Rede de Laboratórios de Minas Gerais e visita técnica às instalações do Lacen-PR, localizado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Para Alexsander Rosewell, coordenador de Emergências, Evidências e Inteligência em Saúde da Opas, o Paraná é referência nacional na área. Por isso incentivou esse encontro. “Escolhemos o Paraná por ser destaque e referência em processos laboratoriais e testagens. Entender como são os processos do Lacen-PR possibilita que outros estados possam seguir o exemplo”, ressaltou.

“O Lacen-PR é robusto e há mais de um século presta serviço ao Estado. Nosso processo é de excelência. Mostrar todo esse trabalho e ainda saber do funcionamento de outros Lacens enriquece ainda mais a atuação da unidade”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

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EXPERIÊNCIAS EXITOSAS – Dentre as experiências exitosas desenvolvidas pelo Lacen-PR está a ampliação da tecnologia de sequenciamento genético de última geração (Next Generation Sequencing – NGS). Aplicado inicialmente apenas para o SARS-CoV-2 (Covid-19), a partir de 2023 foi expandido e também passou a ser realizado para arboviroses, vírus, bactérias multirresistentes, tuberculose multirresistente e estreptococos (bactérias da garganta e pele).

Outro trabalho de destaque é o Programa Sentinela. São 34 unidades sentinelas espalhadas pelo Estado que enviam semanalmente, cada uma, cinco amostras de pacientes ambulatoriais que tenham suspeita de dengue ou de pacientes graves e internados por Síndrome Respiratória Aguda Grave, óbitos e gestantes.

“No Paraná vimos que existe uma tradição grande na descentralização conseguindo encaminhar as demandas necessárias, com seu laboratório de fronteira, por exemplo, e a sua rede de credenciamento. Em Minas esse processo é mais recente e por isso a experiência pode nos trazer bons resultados”, ressaltou o subsecretário de Vigilância em Saúde de Minas Gerais, Eduardo Prosdocimi.

O Lacen-PR é uma unidade de referência atuante há 129 anos e atende os 399 municípios do Estado. Ele realiza procedimentos laboratoriais de maior complexidade para a complementação de diagnóstico, com exames voltados à vigilância epidemiológica e ao monitoramento de doenças infecciosas de notificação obrigatória.

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A unidade realiza testagem para os vírus respiratórios, de arbovírus, HIV/hepatites, coqueluche, doenças diarreicas, resistências bacterianas, meningites, tuberculose, doenças fúngicas, raiva, doenças zoonóticas, além do Controle de Qualidade de Baciloscopia.

De 2019 a 2024, a unidade teve um investimento de R$ 11,6 milhões em equipamentos e, em 2023, houve incremento no valor de R$ 922 mil para itens laboratoriais. Somente neste ano já foram investidos mais de R$ 2,8 milhões, sendo R$ 2,22 milhões em equipamentos de refrigeração para armazenar amostras e reagentes e mais de R$ 500 mil em equipamentos para as análises.

PRESENÇAS – Também participaram do encontro a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes; as consultoras Jaqueline Oliveira e Amanda Coutinho, representando a Opas; o cientista do ITpS Marcelo Bragatte; a diretora do Lacen-PR, Célia Fagundes da Cruz, e o coordenador de laboratórios da secretaria estadual de Minas Gerais, Renee Carvalho, além de servidores, técnicos e consultores.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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