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Ratinho Junior defende modelo paranaense de desenvolvimento em encontro de lideranças

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior voltou a defender, nesta sexta-feira (6), as políticas públicas implementadas no Paraná desde 2019 para o desenvolvimento econômico de formal social e ambientalmente sustentável. A fala aconteceu durante a sua participação em um painel de debate do Encontro Anual de Líderes, promovido pelo Comunitas, e que reuniu diversos gestores públicos e empresários brasileiros na cidade de São Paulo.

O painel, chamado de “Diálogos para o Futuro: Desenvolvimento Econômico e Sustentável para transformação do país”, foi mediado pelo ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung. Ele também contou com a participação dos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; Minas Gerais, Romeu Zema; e Pernambuco, Raquel Lyra; além do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas.

Para o governador, eventos como o organizado pela Comunitas são importantes para promover um diálogo aberto e aproximar o poder público da iniciativa privada. “É uma oportunidade dos governadores e prefeitos, e também do setor empresarial, que gera empregos e ajuda a desenvolver o País, debaterem assuntos importantes, em especial a sustentabilidade, que é uma área que temos trabalhado muito. Foi uma chance para discutirmos grandes desafios nacionais, mas principalmente as soluções que existem na economia verde, que representa um grande potencial”, disse.

Ratinho Junior lembrou que o Paraná é atualmente uma referência nacional e internacional quando o assunto é desenvolvimento sustentável. “O Paraná é o estado que mais gera energia para o Brasil, o que é feito a partir de fontes limpas. Além disso, fomos reconhecidos por três anos consecutivos como Estado mais sustentável do País, enquanto a OCDE classificou o Paraná como uma das regiões de referência em sustentabilidade no planeta”, enfatizou.

Ao longo do painel de debates, o governador citou exemplos de iniciativas direcionadas ao setor que foram desenvolvidas nos últimos anos, dentro do ambiente de ESG e ODS. Entre elas, mencionou o programa RenovaPR, que incentiva a adoção de fontes de energia renováveis e de baixo impacto ambiental, com redução nas emissões de CO2.

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Em apenas dois anos, mais de 21 mil unidades de geração próprias foram instaladas em no Estado com a ajuda do poder executivo através do Banco do Agricultor Paranaense. Com isso, o Paraná se tornou o segundo estado com mais fontes de geração de energia elétrica distribuídas no meio rural, atrás apenas de Minas Gerais, que possui uma área 3,5 vezes mais extensa.

Outra medida focada na eficiência energética no meio rural, e que também contribui com a segurança alimentar, é o programa Paraná Trifásico. Coordenado pela Copel, ele tem a meta de construção de 25 mil quilômetros de redes trifásicas em todo o Estado, dos quais mais de 14 mil já foram instalados.

A estrutura substitui as antigas redes monofásicas, ampliando exponencialmente a capacidade de consumo e a produtividade, enquanto reduz os riscos de desligamento e permite maior automação no fornecimento de energia. “Com aumento da produtividade, os agricultores conseguem produzir mais e melhor no mesmo espaço, o que vai ao encontro da vocação do Paraná como um grande produtor de alimentos”, comentou Ratinho Junior.

“Mais do que isso, a oferta de energia ampla e com qualidade permite que os produtores reinvistam em suas propriedades e na industrialização dos produtos, agregando valor e gerando mais empregos na cadeia produtiva. Com isso, avançamos rumo a nossa meta de transformar o Estado no grande supermercado do planeta”, acrescentou o chefe do Executivo paranaense.

De acordo com a Associação Brasileira de PCHs e CGHs (Abrapch), o Paraná também foi, ao lado de Goiás, o estado que mais licenciou pequenas hidrelétricas nos últimos três anos.

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ENCONTRO – Em sua 16ª edição, o Encontro de Líderes Comunitas é realizado anualmente desde 2008 com o intuito de promover discussões entre as principais lideranças nacionais na busca por soluções para os principais problemas do Brasil.

Em 2023, mais de 140 representantes públicos e privados participam do evento, que tem como foco as oportunidades do País dentro do mercado global no âmbito do desenvolvimento sustentável e da economia verde. Entre os temas abordados, estão os desafios climáticos, insegurança alimentar, fontes de energia limpa, bioeconomia, cidades resilientes e o replanejamento urbano como solução para os desafios relacionados à pobreza.

Fundada na cidade de São Paulo em 2000, a Comunitas é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo contribuir para o aprimoramento dos investimentos sociais corporativos e estimular a participação da iniciativa privada no desenvolvimento social e econômico do país.

PRESENÇAS – O evento também contou com a participação do secretário estadual de Planejamento, Guto Silva; da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas; Goiás, Ronaldo Caiado; e Pará, Helder Barbalho; os prefeitos de São Paulo, Ricardo Nunes; e do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; a secretária nacional de Planejamento, Leany Lemos; o presidente do Conselho de Administração do Grupo Cosan, Rubens Mello; o diretor-presidente da Ultrapar, Marcos Lutz; o vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, José Roberto Marinho; a vice-presidente da Neoenergia, Solange Ribeiro; a diretora-presidente da Comunitas, Regina Esteves; e o membro do Conselho de Administração do Grupo Iguatemi, Carlos Jereissati Filho.

Fonte: Governo PR

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Guerra tarifária global pode virar oportunidade para produtos do Paraná, afirma Ratinho Junior

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A recente escalada da guerra tarifária entre os Estados Unidos e China, com aumento recíproco das taxas de importação, representa uma janela de oportunidade para o Paraná, na avaliação do governador Carlos Massa Ratinho Junior. Nesta quarta-feira (9) houve troca de anúncios de novas altas pelos presidentes de ambos os países.

Ratinho Junior lembrou que o Paraná tem se destacado no mercado global, sobretudo na venda de produtos alimentícios. Em 2024, as exportações de alimentos e bebidas tiveram como destino 176 países diferentes, o que rendeu às empresas instaladas no Estado uma receita de US$ 14,2 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Segundo o governador, os produtores de soja podem ser os maiores beneficiados pelas mudanças a partir do aumento da demanda chinesa por mercados alternativos, tendo em vista que o país anunciou uma tarifa de importação de 84% sobre os produtos dos EUA.

“Estamos acompanhando a China taxar as commodities dos EUA, como é o caso do grão de soja, em que o Paraná é um grande produtor e tem capacidade para aumentar as suas exportações, atendendo as necessidades dos chineses por produtos com preços competitivos”, afirmou Ratinho Junior.

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Atualmente, a soja e os seus derivados já representam a maior fatia das exportações paranaenses, com US$ 5,3 bilhões em vendas do grão, US$ 1,4 bilhão em farelo e outros US$ 358 milhões no formato de óleo apenas no ano passado. Apenas os grãos de soja representaram 75,5% das exportações para a China em 2024, gerando uma receita de US$ 4,5 bilhões para o Paraná.

Outro produto que deve atrair mais a atenção dos compradores chineses é a carne de frango in natura do Paraná, que totalizou US$ 739 milhões em vendas, no ano passado, o equivalente a 12,4% das exportações para o país.

ESTADOS UNIDOS – A indústria de produção agroflorestal paranaense, que se destaca pala produção de madeira de reflorestamento, um insumo muito procurado pelos norte-americanos, também é um segmento que pode crescer a partir do novo cenário global, de acordo com Ratinho Junior.

“Os Estados Unidos são muito dependentes da importação de derivados de madeira para a construção civil, usadas principalmente nas residências, e o Paraná se destaca nesta produção, o que ajuda o Estado a ser reconhecido como o mais sustentável do Brasil”, pontuou o governador.

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A madeira em formato bruto, manufaturado ou em compensados representa atualmente 28% das exportações do Paraná para os Estados Unidos, o que gerou uma receita de aproximadamente US$ 446 milhões no ano passado. Mesmo antes da disputa comercial já houve um crescimento nas vendas, sobretudo nos compensados de madeira, que aumentaram 24,5% entre 2023 e 2024.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam o bom momento da indústria madeireira do Paraná, que registrou o maior crescimento do País em 2024, com uma alta de 12,4% em relação ao ano anterior.

“No Paraná encaramos essa ‘briga’ entre os dois gigantes globais como uma janela de oportunidade, na qual podemos aproveitar a grande vocação do Estado na produção de alimentos e outros produtos agrícolas para que a agroindústria cresça ainda mais, gerando mais empregos e renda à população”, concluiu Ratinho Junior.

Fonte: Governo PR

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