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Paraná assina adesão ao ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade na COP28

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O Paraná se tornou membro nesta quarta-feira (06) do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, uma organização não governamental internacional que promove o desenvolvimento sustentável em cidades e estados. O termo de filiação foi assinado na COP28, nos Emirados Árabes Unidos, pelo secretário do Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Valdemar Bernardo Jorge, e pelo secretário executivo do ICLEI para a América do Sul, Rodrigo Perpétuo.

A filiação ao ICLEI significa que o Paraná passa a integrar uma rede global de mais de 2.500 governos locais e regionais comprometidos com o desenvolvimento urbano sustentável. Ativos em mais de 125 países, os membros do ICLEI impulsionam ações locais para um desenvolvimento de baixas emissões, baseado na natureza, equitativo, resiliente e circular.

O secretário do Desenvolvimento Sustentável destacou que a filiação é mais um passo do Paraná para se manter no topo do ranking de sustentabilidade nacional. “O Paraná é um estado que tem uma vocação natural para a sustentabilidade, com uma rica biodiversidade, uma matriz energética limpa e destaque em produção agrícola de baixo carbono. Podemos agora também aproveitar a experiência e o conhecimento técnico acumulado pelo ICLEI ao longo dos anos. Essas parcerias nos ajudam a tornar o Estado cada vez mais sustentável”, afirmou.

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A filiação ao ICLEI permitirá que o Paraná tenha acesso a consultoria técnica, capacitação, intercâmbio de experiências, participação em projetos e eventos, entre outros benefícios. O ICLEI também apoiará o Paraná na elaboração e implementação de políticas, planos e programas voltados para a sustentabilidade, como o Pagamento por Serviços Ambientas, o Plano de Ação Climática e a Agricultura de Baixo Carbono.

O secretário executivo do ICLEI, Rodrigo Perpétuo, destacou as oportunidades e os desafios da filiação do Paraná à organização. “O ICLEI é a maior rede global de governos locais pela sustentabilidade, esperamos contribuir para a estruturação da economia climática do Paraná nas mais diversas dimensões”, disse.

No Brasil, além do Paraná, já são 87 governos locais filiados entre estados e municípios. No âmbito regional o estado agora se junta a Santa Catarina e Rio Grande do Sul como membro do ICLEI. A lista completa pode ser acessada no site da instituição. O ICLEI tem sede em Bonn, na Alemanha, e conta com escritórios regionais em diversos continentes. O escritório para a América do Sul fica em São Paulo.

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Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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