PARANÁ
Operação do IAT contra o desmatamento no Sudoeste gera mais de R$ 2,7 milhões em multas
Publicado em
29 de junho de 2023por
Itajuba TadeuO Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável, confirmou nesta quinta-feira (29) o resultado da segunda força-tarefa contra o desmatamento ilegal na Região Sudoeste do Paraná. Foram emitidos 167 Autos de Infração Ambiental (AIA), 34% a mais em relação à primeira operação, em maio. Os fiscais aplicaram multas no valor de R$ 2.731.800,00.
A área embargada totalizou 245,42 hectares, o equivalente à área urbana de Califórnia, no Vale do Ivaí, com interdição completa das propriedades para qualquer atividade econômica, além de o responsável ficar obrigado a regenerar com vegetação nativa o que foi desmatado.
A ação de combate ao desmatamento ocorreu entre os dias 18 e 25 de junho em 21 municípios da região e contou com agentes fiscais, profissionais do Núcleo de Inteligência Geográfica e da Informação (NGI) do IAT e dos escritórios regionais do órgão ambiental. Salto do Lontra, com 29 registros, foi a cidade com maior número de ocorrências. Na sequência aparecem Nova Esperança do Sudoeste e Planalto, ambas com 27 focos de crimes contra o meio ambiente.
De acordo com o chefe do escritório regional do IAT em Francisco Beltrão, Zellio Casa, o Sudoeste do Paraná é uma das regiões que mais apresenta alertas de desmatamento monitorados pelo NGI. “Essas operações são importantes para inibir o desmatamento ilegal, já que a informação das autuações e da própria fiscalização está circulando na região”, afirmou.
Ele lembrou que os proprietários que cometem esse tipo de crime acabam por sofrer também penalidades paralelas àquelas emitidas pelo IAT. “Proprietários rurais procuraram o Instituto Água e Terra com os alertas impressos pelo próprio banco para que tomem as providências necessárias para liberar o financiamento bancário. Quem prejudica o meio ambiente não tem crédito”, disse o chefe regional.
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FISCALIZAÇÃO – Essa é a segunda grande ação de fiscalização contra o desmatamento liderada pelo IAT apenas nesta semana. Na segunda-feira (26), fiscais do escritório regional de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, localizaram 31,1 hectares desmatados em Piraí do Sul. Neste caso, além do embargo das propriedades, o volume total de multas pode chegar a mais de R$ 320 mil.
O combate intenso aos crimes ambientais pelo Governo do Estado começou a apresentar resultados positivos. Segundo o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil divulgado neste mês pela plataforma colaborativa MapBiomas, o Paraná reduziu em 42% o desmatamento entre 2021 e 2022, o segundo melhor índice do País.
“É uma ótima notícia para o Paraná porque reflete um trabalho bem sério que estamos desenvolvendo. Reforça que nossas ações de monitoramento, fiscalização, repressão e educação ambiental, implementadas desde 2019 pelo governo de Ratinho Junior, estão surtindo os efeitos desejados”, destacou Everton Souza, diretor-presidente do Instituto Água e Terra.
Essas operações contam com a parceria do Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) e do Batalhão da Polícia Ambiental Força-Verde (BPAmb-FV) para a vistoria in loco via terrestre ou com o apoio de aeronaves do Governo do Estado.
Atualmente, o núcleo de inteligência do IAT monitora alertas das plataformas Mapbiomas e Global Forest Watch. As imagens de satélite utilizadas, além das disponíveis no Google Earth, são as PlanetScope, com resolução espacial de 3 metros e que são capturadas diariamente. O Núcleo de Inteligência Geográfica e da Informação do IAT recebeu 4.688 alertas de desmatamento entre 2019 e 2023, que correspondem a 20.081 hectares paranaenses desmatados – aproximadamente 20 mil campos de futebol. O IAT já autuou mais de 50% das áreas desmatadas, ou seja, 10.573 hectares foram embargados.
DENÚNCIAS – Em caso de denúncias de crime ambiental, é necessário acionar a Ouvidoria do IAT ou os escritórios regionais mais próximos do município. Estão disponíveis ao público os telefones (41) 3213-3466 e (41) 3213-3873 ou 0800-643-0304 e, ainda, o contato da Polícia Ambiental (41) 3299-1350.
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CRIME – Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.
Fonte: Governo PR
PARANÁ
Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava
Published
11 horas agoon
3 de abril de 2025By

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.
Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora.
Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.
PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas.
Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.
O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.
Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”
CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES – Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.
A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.”
Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.
Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.
“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.
Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.
Fonte: Governo PR

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