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Governo divulga inscrições homologadas para 37º Prêmio de Ciência e Tecnologia

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O Governo do Estado publicou nesta segunda-feira (26) a lista com as inscrições homologadas para o 37º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, principal honraria concedida pelo Estado para valorizar o trabalho desenvolvido por profissionais e estudantes que contribuem com a ciência.

Dos 90 inscritos, 62 atendem os critérios definidos em edital e estão aptos para concorrer a uma das 10 premiações, com valores de até R$ 36,4 mil, já deduzidos os impostos. Os recursos são do Fundo Paraná de fomento científico, operacionalizado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

O evento de anúncio dos vencedores e entrega dos prêmios será realizado até novembro. Nesta edição, a iniciativa contempla as áreas das Ciências Biológicas e das Engenharias. Para cada campo do conhecimento são cinco categorias: pesquisador; pesquisador-extensionista; estudante de graduação; inventor independente; e jornalismo científico. Do total de candidatos aptos, 79% estão inscritos nas modalidades acadêmicas, somando 49 concorrentes vinculados a instituições de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica, a maioria públicas.

O diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, destaca a importância dessa premiação para estimular as pessoas que produzem e valorizam a ciência no Paraná. Segundo ele, é uma forma de reconhecer o trabalho dos cientistas e pesquisadores que contribuem para o avanço da ciência e da tecnologia no Estado. “Ao destacar essas conquistas, incentivamos a inovação e o desenvolvimento científico e reforçamos o compromisso do governo com a excelência acadêmica e a pesquisa de qualidade, além de estimular novos talentos para a pesquisa”, afirmou.

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CLASSIFICAÇÃO – Os 28 trabalhos considerados aptos na categoria pesquisador seguem agora para a etapa de classificação das obras científicas, conforme estabelecido no edital da premiação. Essa análise envolve, entre outros aspectos, critérios como o impacto e a relevância do periódico em que os artigos foram publicados e a produção técnico-científica dos autores, referente ao período de 1º de janeiro de 2022 a 8 de agosto de 2024.

Os cinco pesquisadores mais bem classificados em cada área do conhecimento prevista nesta edição seguirão para a avaliação da comissão julgadora. A classificação das obras científicas também será aplicada entre os 18 candidatos habilitados na modalidade extensionista. Nessas duas categorias, os quatro prêmios individuais são de R$ 36,4 mil. Ainda na área acadêmica, três estudantes de graduação estão aptos para concorrer aos dois prêmios, no valor de R$ 12,1 mil, cada um.

Neste ano, a categoria inventor independente conta com cinco concorrentes, todos da área das engenharias. Entre os trabalhos inscritos na modalidade Jornalismo Científico, oito reportagens estão aptas para avaliação, sendo quatro em cada área do conhecimento. Nessas duas categorias, as premiações individuais são de R$ 14,5 mil.

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ESPECIALISTAS – As comissões julgadoras do prêmio são compostas por profissionais que atuam na área da pesquisa científica em outros estados do Brasil, conforme previsto no edital. Especificamente na categoria de Jornalismo Científico, as reportagens inscritas são avaliadas por profissionais da imprensa e da área da comunicação pública da ciência de outras localidades do país. Os candidatos concorrem com trabalhos de telejornalismo e mídia impressa que destacam ações de ciência, tecnologia e inovação.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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