NOVA AURORA

PARANÁ

Estado lança pacote bilionário de investimentos em rodovias para 2025

Publicado em

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), publicou nesta quinta-feira (19) seis editais para execução de obras, conservação do pavimento e serviços de operação de tráfego, chegando a quase R$ 6 bilhões em investimentos que deverão ser contratados em 2025.

Serão três novas obras rodoviárias, todas na região central do Paraná. A primeira é a pavimentação da PR-239, entre Mato Rico e Roncador, em uma extensão de 19,89 quilômetros, com investimento de R$ 119 milhões. A abertura das propostas está prevista para janeiro de 2025. “Nós já estamos finalizando o trecho que vai de Pitanga a Mato Rico e agora teremos a licitação para ligar Mato Rico a Roncador, um sonho de mais de 50 anos e que vai criar um corredor de desenvolvimento e geração de emprego para a região”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Será restaurada também em concreto, por meio da técnica de whitetopping, e ampliada a capacidade da PRC-466, entre Pitanga e o acesso à subestação de Furnas, no território de Manoel Ribas, com extensão de 43,05 quilômetros. A abertura dos envelopes será em fevereiro, no portal de compras do Governo Federal.

Também em concreto, será restaurada e ampliada a capacidade da PRC-487 e da PR-460, em uma extensão de 51,52 quilômetros, de Pitanga até a ponte sobre o Rio Muquilão, em Nova Tebas. A abertura das propostas será em fevereiro.

“Além de ser de concreto, também serão feitas terceiras faixas para aumentar a capacidade de carga dessas rodovias. Isso tudo faz parte de um projeto de reorganização da infraestrutura do Estado, fazendo com que possamos levar mais infraestrutura para acompanhar o forte crescimento registrado no Paraná nos últimos anos”, acrescentou o governador.

Leia Também:  Ciclistas e pedestres da XV de Novembro, em Curitiba, recebem materiais educativos do trânsito

Estas duas últimas serão licitadas na modalidade Contratação Semi-Integrada, que prevê a elaboração de projeto executivo de engenharia e execução da obra no mesmo contrato, e tem orçamento sigiloso. Como ambas foram objeto de audiência pública, reservada para obras de grande valor, cada uma conta com orçamento acima dos R$ 200 milhões.

INSPEÇÃO – Também foi lançado o edital do novo Programa de Operação de Tráfego Rodoviário, com investimento de R$ 397,8 milhões, que vai levar serviços de inspeção de tráfego, guincho leve, guincho pesado, apoio operacional, apreensão de animais, limpeza emergencial de pista e sinalização temporária luminosa para 11,5 mil quilômetros de rodovias estaduais.

O DER/PR conta atualmente com uma iniciativa de operação de tráfego somente nas rodovias do antigo Anel de Integração, com os serviços sendo encerrados conforme vão sendo realizados os leilões dos novos lotes de concessões rodoviárias pelo governo federal. Nesta quinta-feira foi leiloado o Lote 6, entre Guarapuava e Foz do Iguaçu e Cascavel a Pato Branco, enquanto que na semana passada foi a leilão o Lote 3, da Malha Norte do Estado, conectando Londrina a Curitiba e o Porto de Paranaguá.

PAVIMENTO – Completando o pacote estão os editais de dois programas de conservação. O ProIntegra, com orçamento de R$ 102,4 milhões, vai garantir a realização de serviços de conservação do pavimento e da faixa de domínio de rodovias estaduais que em breve serão concedidas nas novas concessões rodoviárias. Ele prevê o encerramento dos contratos conforme as concessionárias forem assumindo os trechos.

Leia Também:  Colheita da soja evolui de 17% para 30% na última semana no Paraná

Já o Programa de Manutenção e Conservação de Rodovias (ProMAC) vai atender cerca de 10 mil quilômetros de rodovias estaduais com serviços de reperfilagem, microrrevestimento, camada de reforço, remendos superficiais, remendos profundos e selagem de trinca, garantindo mais segurança, qualidade e conforto na malha estadual. Para esta iniciativa o investimento é de R$ 4,8 bilhões.

ANTEPROJETOS – Além dos editais publicados nesta quinta-feira, recentemente o DER/PR também lançou o edital do Programa de Contratação de Estudos de Nível de Serviço e Elaboração de Anteprojetos para Adequação de Capacidade e Segurança de Rodovias Estaduais, iniciativa de R$ 16,5 milhões.

Este programa vai estudar e elaborar projetos de terceiras faixas, correções de geometria e outras melhorias em cerca de 1,7 mil quilômetro de rodovias que registram redução de velocidade devido à quantidade de veículos pesados trafegando.

A autarquia estadual também lançou o edital do anteprojeto da restauração e ampliação da capacidade da PRC-158, em Vitorino, Região Sudoeste, até a divisa com Santa Catarina, com extensão de 13,13 quilômetros. O investimento é de R$ 688 mil.

No caso destas duas licitações de anteprojetos, não está prevista a realização das obras em si, mas são iniciativas que permitem futuras contratações integradas de obras, contemplando elaboração de projeto básico e projeto executivo de engenharia e a realização dos serviços da obra na mesma empreitada.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:

Advertisement

PARANÁ

Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

Published

on

By

Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

Leia Também:  Sanepar vai substituir redes de esgoto no centro de Toledo

Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

Leia Também:  Escola da Saúde promove curso de capacitação de cuidador de idosos; inscrições são gratuitas

LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA