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Educação capacita novos profissionais para acolhimento socioemocional nas escolas

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A capacitação de novos profissionais para prestar suporte emocional à comunidade escolar tem sido prioridade na rede estadual de ensino do Paraná, especialmente neste mês, instituído como Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio. Desde o lançamento do programa Escola Escuta, em 2022, o Estado tem investido na formação de professores e pedagogos para oferecer apoio social e emocional aos estudantes, reforçando a importância do diálogo e da escuta.

Em 2024, o programa contará com a formação de mais 1.630 profissionais capacitados já atuantes nas escolas (professores ou funcionários estatutários da rede), que serão preparados para realizar novos acolhimentos a partir deste mês, por meio do curso “Escola Escuta: Primeiros Cuidados Socioemocionais”. Ele é oferecido pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), em parceria com especialistas conveniados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Atualmente, o programa atende todas as escolas da rede e conta com 3.831 educadores capacitados, que são profissionais de referência nas escolas, promovendo um ambiente mais seguro e emocionalmente acolhedor. A iniciativa se alinha ao Setembro Amarelo, buscando conscientizar e prevenir casos de sofrimento mental nas instituições.

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Os educadores que fazem parte do Escola Escuta são normalmente indicados pelos diretores das instituições nas quais atuam para realizar esse trabalho, tornando-se agentes ativos na promoção da saúde emocional e no apoio à comunidade escolar.

“Escolhemos profissionais já atuantes nas escolas porque eles já têm conhecimento prévio da realidade da instituição e convivência com os estudantes. Com isso, os alunos têm maior liberdade e conforto para dialogar”, explica o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

O curso que capacitará a próxima equipe a integrar o programa está na sua terceira edição e terá início no dia 16 de setembro abordando temas voltados à saúde mental e à prevenção de situações de vulnerabilidade emocional. Entre as temáticas abordadas estão autoconhecimento, autocuidado e prática da empatia, entre outros. A capacitação será ministrada on-line via canal do professor, no EaD Seed-PR.

“Apesar de não podermos divulgar o número de acolhimentos semanais, por questão de privacidade dos alunos, temos observado uma procura crescente pelo serviço. Por isso, esse esforço se faz cada vez mais necessário, já que os estudantes enfrentam desafios que vão além do desempenho acadêmico e demandam espaços de amparo para suas questões emocionais”, destaca o secretário.

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Nesse cenário, o Escola Escuta tem contribuído para a criação de um ambiente onde os jovens se sintam amparados, refletindo diretamente no ambiente escolar e no rendimento pedagógico. Com os novos cursistas, o programa visa garantir pelo menos um profissional em cada período em que a respectiva escola na qual trabalha esteja em funcionamento. A capacitação será concluída no mês de outubro.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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