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Consulta pública: Unicentro elege representantes para os próximos quatro anos

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A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) elegeu o reitor, vice-reitor, diretores e vice-diretores da universidade para os próximos quatro anos (2024-2028). O atual reitor Fábio Hernandes e o vice-reitor Ademir Fanfa Ribas foram reeleitos com 2.539 votos. A consulta pública aconteceu nesta quinta-feira (14) em Guarapuava, Irati, Chopinzinho, Pitanga, Prudentópolis, Coronel Vivida e Nova Laranjeiras.

Os professores foram escolhidos com 87% dos votos. Brancos e nulos somaram 12,91%. Na eleição anterior, em 2019, os candidatos venceram com 63% dos votos. O novo mandato inicia em fevereiro de 2024. Os candidatos à reitoria e à direção dos câmpus receberam 4.648 votos no pleito.

A consulta segue o sistema de paridade em que cada categoria (estudante, agente universitário e professor) representa 33,3% da votação total. Todos têm o mesmo peso e poder de escolha na votação. A instituição tem 855 professores, 209 agentes e 6.852 estudantes.

Fabio Hernandes é doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), bacharel em Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e professor do Departamento de Ciência da Computação da universidade. Já o vice-reitor, Ademir Fanfa Ribas, possui Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Graduação em Administração pela (Unicentro), o mesmo curso no qual atua como professor.

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UNIDADES – A disputa para direção e vice-direção dos câmpus Cedeteg (Guarapuava) ocorreu com chapa única, “Unicentro em Movimento”. Ricardo Yoshimitsu Miyahara e Aline Marques Genú, foram reeleitos, respectivamente, como diretor e vice, com 94% dos votos. Já no Câmpus de Irati, com 91% dos votos, Ronaldo Ferreira Maganhotto e Juliana De Conto, foram eleitos, respectivamente, como diretor e vice.

No Câmpus Santa Cruz, em Guarapuava, a chapa “Unicentro em Movimento”, venceu com 53,60% dos votos. Roseli de Oliveira Machado foi eleita como diretora e Gilmar Evandro Szczepanik foi eleito como vice-diretor. A chapa “Unir e Construir”, dos candidatos Léo Raifur e Cláudia Maris Tullio, obteve 41,61% do total de votos; e brancos e nulos totalizaram 4,79%.

Nos câmpus Santa Cruz e Cedeteg, em Guarapuava; no Câmpus de Irati; e na votação online, destinada aos estudantes dos cursos na modalidade Educação a Distância (EaD), a votação ocorreu das 9h às 22h. Nos câmpus universitários avançados, o horário de votação foi das 18h às 22h. Por volta das 23 horas foi divulgado o resultado da consulta pública.

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UNIVERSIDADE – A Unicentro foi criada em 1990 a partir da fusão de duas Faculdades: a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Guarapuava (Fafig) e a Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Irati (Fecli). Atualmente, a instituição oferta 40 cursos de graduação, 17 cursos de mestrado e 8 cursos de doutorado.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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