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Ceasa-PR envia mais de 25 toneladas de alimentos para cidades afetadas pelas chuvas

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Cerca de 25 toneladas de alimentos foram enviadas nesta sexta-feira (20) para seis cidades afetadas pelas chuvas e alagamentos que atingem o Paraná. O envio integra uma ação coordenada pelo Governo do Estado, por meio da Ceasa-PR, e pelo Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado do Paraná (Sindaruc).

Foram carregados três caminhões da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil com frutas, verduras e legumes doados por produtores rurais e pelos permissionários da Ceasa-PR, com destino a União da Vitória, Rio Negro, São Mateus do Sul, Paulo Frontin, Paula Freitas e Porto Amazonas. Este volume se soma às doações de cerca de 50 toneladas que foram feitas anteriormente para estas e outras cidades afetadas, incluindo municípios de Santa Catarina, desde que as consequências das chuvas se agravaram pelo Estado.

“A gente já conseguiu assistir vários municípios com doações e hoje estamos mandando mais um carregamento. São doações de atacadistas, produtores e permissionários que estão sendo organizadas e transportadas pelo Governo do Estado para estas famílias que estão em dificuldade, precisando reconstruir suas vidas neste momento”, afirmou o diretor agrocomercial da Ceasa-PR, Paulo Roberto da Nova.

UNIÃO DA VITÓRIA – Nesta sexta-feira, um dos caminhões foi carregado com mais de 6 toneladas de alimentos com destino a União da Vitória, uma das cidades mais afetadas pela cheia do Rio Iguaçu. Também foram enviadas 850 cestas básicas pela Defesa Civil para a cidade.

Anteriormente, o município já tinha recebido cerca de 17 toneladas de alimentos doados pelos permissionários da Ceasa e outras 1.275 cestas básicas enviadas pela Defesa Civil às pessoas desabrigadas por causa dos alagamentos.

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“Nos mobilizamos a partir de um pedido feito pelo Governo do Estado para fazer estas doações. É um gesto fruto de uma união do governo estadual, da Defesa Civil e da Ceasa-PR para ajudar estas famílias que perderam muitas coisas nestas chuvas”, disse o presidente do Sindaruc, Paulo Selasbram.

DOAÇÕES – Outros dois caminhões com frutas, verduras e legumes partiram sexta-feira. Um deles, com destino a Rio Negro, foi abastecido com centenas de caixas de alimentos, somando cerca de 5 toneladas de produtos.

Outro caminhão deixou Curitiba carregado com cerca de 14 toneladas para outras cinco cidades. São 2,8 toneladas para Porto Amazonas, 3 toneladas para São Mateus do Sul, 4 toneladas para Paulo Frontin e mais de 4,1 toneladas para Paula Freitas.

MOBILIZAÇÃO – A Defesa Civil também enviou aos municípios 2.405 kits dormitório; 1.894 kits higiênico; 1.350 kits limpeza; 3.101 colchões de solteiro; e 76.700 telhas de fibrocimento.

Além das doações diretas do Governo do Estado, a Fundação de Ação Social (FAS) de Curitiba enviou 9 mil peças de roupas, 100 litros de água sanitária e 50 quilos de sabão em pó.

Em parceria com a iniciativa privada, também foram encaminhados 8 mil itens de higiene pelo Boticário e 8 toneladas de carne de frango serão disponibilizadas pelas cooperativas agrícolas Copacol, C.Vale, Copavel e Lar.

A Associação Paranaense de Supermercados (Apras) também mobilizou a doação de 12,96 mil litros de leite e 7.200 garrafas de 1,5 litro de água. Os donativos serão destinados aos municípios de União da Vitória, São Mateus do Sul e Rio Negro.

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ASSISTÊNCIA DO ESTADO – Somadas às doações, o Governo do Estado tem feito uma série de ações para socorrer as pessoas afetadas pelas chuvas e alagamentos. O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou na quinta-feira (19) o montante de R$ 1,6 milhão para reforçar o atendimento às vítimas.

O recurso será repassado a 13 municípios com decreto de situação de emergência homologado pelo Estado e que têm pessoas desabrigadas e desalojadas. Há outros 10 municípios em situação de emergência no Paraná, mas sem famílias nestas condições.

A medida amplia o suporte do Estado aos municípios que sofrem com mais intensidade os efeitos das chuvas, vendavais e alagamentos. O dinheiro deve ser aplicado pelos municípios em compra de cestas básicas, manutenção de abrigos provisórios nos municípios, contratação de rede hoteleira para acolher desabrigados em situação de vulnerabilidade, pagamento de horas extras para servidores que atuam no atendimento às famílias e auxílio-funeral (em caso de morte provocada pela chuva) ou natalidade.

Também nesta semana, para dar suporte aos municípios, o governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou R$ 30 milhões em créditos emergenciais para serem usados principalmente na recuperação de estradas rurais.

O Estado oferecerá, por meio do programa Paraná Recupera, empréstimos com taxa fixa abaixo das praticadas no mercado e subsidiada pelo Estado, com carência de dois a três anos para que empresas de micro, pequeno e médio porte que tenham suas atividades prejudicadas.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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