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Casa Gomm abre mostra sobre canoa indígena encontrada em sítio arqueológico

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A Casa Gomm, sede da Coordenação do Patrimônio Cultural (CPC), da Secretaria estadual da Cultura, em Curitiba, abriu para visitação uma mostra sobre o registro do resgate da canoa Ygá-Mirî, patrimônio indígena recuperado em 2018 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) com a ajuda de povos Guarani, no sítio arqueológico da antiga Cidade Real do Guairá.

Na exposição, o visitante encontrará uma réplica 3D (Modelagem Tridimensional) da canoa; módulos explicativos com informações sobre a descoberta, o resgate e sua conservação; além de acervo histórico com vasos ancestrais encontrados também em sítios arqueológicos no Paraná. Atualmente, a canoa está em exposição no Museu Paranaense (MUPA).

Em 2013, os Avá-Guarani, da aldeia o Tekoha Nhemboetê, em Terra Roxa, no Oeste do Paraná, revelaram a existência de indícios arqueológicos de tempos imemoriais. Entre fragmentos cerâmicos e artefatos líticos – feitos de pedra lascada ou polida –, encontraram o remanescente de uma canoa indígena. O local foi monitorado por cinco anos.

Com sete metros de comprimento, a canoa foi encontrada com cerca de 70% do material enterrado em um barranco, e 30% exposto ao ar livre. O artefato estava 1,5 metro enterrado. “Achamos que o tamanho da canoa era ainda maior. Ela quebrou uma parte. Devia ter uns 10 a 12 metros. Era uma canoa para longas distâncias”, relata Almir Pontes, geógrafo da Coordenação do Patrimônio Cultural (CPC).

RESGATE – A partir da constatação do material histórico, foi feita uma operação de arqueologia para o resgate. Promovida pelo Iphan e com supervisão e apoio técnico-científico da CPC, a retirada do material arqueológico foi iniciada em 2018. O processo de resgate não foi fácil. O grande objeto de madeira úmida pesava bastante, e foram necessárias oito pessoas para carregar. “Foi uma operação bem delicada, e para levá-la até o caminhão tivemos que percorrer três quilômetros”, conta Almir.

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Além do trabalho institucional do Governo do Estado, os povos Guarani foram fundamentais para a preservação dos vestígios da canoa Ygá-Mirî. Eles acompanharam todo o processo e trabalharam com as equipes de campo na pesquisa. Além disso, realizaram rituais e rezas para a canoa.

O nome Ygá-Mirî, foi dado após um ritual de batismo. De acordo com os chamois (lideranças religiosas), a canoa revelou-se um elo material e espiritual com o dono anterior da embarcação. Os Avá-Guaranis acreditam que se o objeto encontrado não fosse devidamente tratado, poderiam acontecer alguns reveses com os envolvidos neste projeto.

Nesse contexto, o projeto Ygá-Mirî tem a abordagem da arqueologia colaborativa, isto é, a ideia que defende um compartilhamento equiparado do passado entre cientistas e membros das comunidades. “Isso é importante porque expressa uma relação de respeito com essas populações. Essa canoa envolve a possibilidade de eles poderem existir, cuidar dos filhos e manterem sua terra”, explica Vitor Hugo Silva, antropólogo consultor.

Essa relação dos órgãos institucionais do Governo do Estado com a comunidade Avá-Guarani foi registrada em documentário produzido pelo Iphan. Na produção, foram recolhidos depoimentos de todos os envolvidos no resgate da canoa.

HISTÓRIA – A época provável em que a canoa foi utilizada é entre 1557 e 1632. Nesse período, existiu a Cidade Real do Guairá. Ela foi fundada em território Guarani, na década de 1550, por militares espanhóis que procuravam expandir seu domínio colonial a partir do Paraguai. A história de cerca de 75 anos do avanço ibérico no Oeste paranaense se vincula ao mesmo território em que o povo Guarani viveu durante 2 mil anos.

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Os remanescentes arqueológicos localizados na margem esquerda do Rio Paraná e ao Sul da foz do seu afluente, Rio Piquiri, pertencem à Ciudad Real del Guayrá. A destruição da localidade, entre outros assentamentos de posse da coroa espanhola, culmina com as bandeiras paulistas durante os anos de 1631 e 1632.

Essa região voltou a ser explorada pelos portugueses em expedições de reconhecimento entre os anos de 1768 e 1774. Atualmente, os principais indícios de sítios arqueológicos são encontrados em fragmentos de paredes e muros. A maior parte deste material histórico permanece preservado abaixo da superfície do solo.

Agora, a área onde se encontram os vestígios dessa antiga cidade foi tombada como Patrimônio Cultural pelo Governo do Paraná. Dessa maneira, foram reconhecidos os valores históricos, arqueológicos, etnográficos e paisagísticos do local.

PRÓXIMOS PASSOS – A canoa que está no Museu Paranaense deve ser encaminhada para o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE-UFPR). Posteriormente, a canoa retornará para Tekoha Nhemboetê, localidade onde o patrimônio foi encontrado pelos povos Avá-Guaranis. Entretanto, para que o material histórico retorne para o seu local de origem, é necessário que exista um espaço museológico na região indígena.

Serviço:

Casa Gomm – Rua Bruno Filgueira, 850 – Batel

Visitação gratuita

Segunda a sexta-feira, das 10h às 17h

Informações: (41) 3312-0406 ou (41) 3312-0407

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Calendário turístico de abril tem eventos regionais de Páscoa, Festa do Pacu e ExpoLondrina

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As celebrações da Páscoa, exposições e festas típicas são destaques entre os eventos que atraem turistas e movimentam as diversas regiões do Paraná no mês de abril. Eles compõem a programação do calendário de eventos da Secretaria do Turismo (Setu-PR) e do Viaje Paraná – órgão de promoção comercial do setor. 

A gastronomia, como sempre, ajuda a enriquecer e dar sabor ao calendário. Um exemplo é o Circuito Gastronômico de Matinhos, no Litoral, que começou no dia 1º do mês e segue até junho. São ofertados pratos típicos, que valorizam a cultura caiçara, em 17 estabelecimentos do município, atraindo visitantes e consumidores para a cidade, em período fora da temporada.

Em Icaraíma, na região Noroeste, acontece a Festa do Pacu, nos dias 12 e 13. Rancho Alegre do Oeste (Oeste) realiza, também nos dias 12 e 13, a Festa da Tilápia no Tacho e Arraiá Municipal, enquanto em Rio Bom (Vale do Ivaí) tem a tradicional Festa do Espeto de Bambu (25 a 27).

Cascavel promove junto, com com a homenagem do Dia do Trabalhador, a 28ª Festa do Costelão, entre 26 de abril e 1º de maio.

TURISMO RELIGIOSO – Unindo atividades físicas com a religiosidade paranaense, acontece no dia 6 a segunda edição do Pedalando com Fé, no município de Cruzeiro do Oeste (Noroeste). 

Entre 8 e 10 deste mês, Foz do Iguaçu recebe o 7º Fórum Paranaense de Turismo Religioso, que vai reunir empresários e profissionais ligados ao segmento, em um momento capacitação e networking sobre o turismo ligado à fé, em suas mais variadas matrizes.

A Paixão de Cristo ganha apresentações e encenações ao redor do Paraná na semana de 13 a 20. Elas acontecem nos municípios de Arapongas, no dia 13; em Altônia e Itaipulândia, ambas no dia 18; e em Medianeira, no dia 20. Já Antonina, no Litoral, promove no dia 11 a sua Páscoa municipal.

FEIRAS E EXPOSIÇÕES – Começa no dia 4 e segue até 13 a ExpoLondrina, uma das maiores feiras do setor agro do Paraná, que reúne, além de eventos técnicos, shows de Ana Castela, Luan Santana, Matheus e Kauan, Simone Mendes, entre outros.

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Também acontecem a ExpoPalmeira (4 a 7), a ExpoRio, em Rio Bonito do Iguaçu (25 a 27) e a ExpoReal, em Realeza (30 a 4 de maio). Em Toledo, de 9 a 13, será realizada a segunda edição da Toledo Bulls, evento de grandes competições de montaria e shows de renomados artistas do cenário nacional.

Haverá festas de rodeios em Nova Esperança (10 a 12) e Manoel Ribas (25 a 27). Irati promove a sua Motofest, de 11 a 13. Na mesma data, São José das Palmeiras realiza sua festa municipal. Maripá conta com o Arrancadão de Tratores (de 25 a 27), enquanto Guaíra recebe a 46ª Festa das Nações, de 30 de abril a 4 de maio.

Por fim, Missal realiza a 22º Deu Tsches Fest, também de 25 a 27. O evento é um resgate e preservação das tradições germânicas na culinária, na religiosidade e na música e dança.

TRADE – O Viaje Paraná apresenta ao trade do turismo os potenciais do setor no Capacita CVC, em Foz do Iguaçu, de 2 a 6. Também na Terra das Cataratas, de 26 a 29, acontece a Convenção da operadora BWT, reunindo cerca de 300 agentes de viagens, que serão impactados com o turismo paranaense.

ANIVERSÁRIOS E EMANCIPAÇÕES – Abril é marcado também por comemorações que celebram o aniversário ou a emancipação política de municípios paranaenses. É o caso do 61º aniversário de Tapejara, nos dias 12 e 13, e dos 48 anos de emancipação de Francisco Alves, celebrado de 19 a 21.

Em comemoração ao Dia do Trabalhador, em 1º de maio, alguns municípios já antecipam festas alusivas à data. Em Jussara e Rondon, ambos no Noroeste, a comemoração inicia no dia 30.

FORA DO ESTADO – Neste mês, além dos encontros as confraternizações, convenções e festivais ao redor do Paraná, o Estado participa também de eventos ao redor do Brasil. Em São Paulo (SP), entre os dias 14 e 16, acontece a WTM Latin America, enquanto no Rio de Janeiro (RJ), o turismo paranaense estará presente mais uma vez na Boat Show, importante evento ligado ao segmento náutico, que segue até 4 de maio.

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Confira o calendário de eventos turísticos de abril:

1º de abril a 1º de junho – Circuito Gastronômico de Matinhos

02 a 06 – Capacita CVC Paraná – Foz do Iguaçu

04 a 13 – ExpoLondrina 2025 – Londrina

04 a 07 – ExpoPalmeira – Palmeira

06 – 2ª Edição do Pedalando com Fé – Cruzeiro do Oeste

08 a 10 – 7º Fórum Paranaense de Turismo Religioso – Foz do Iguaçu

09 a 13 – Toledo Bulls – 2ª Edição – Toledo

10 a 12 – Rodeio – Nova Esperança

11 – Páscoa Antonina 2025 – Antonina

11 a 13 – Festa do Município – São José das Palmeiras

11 a 13 – Irati Motofest – Iratí

12 a 13 – 61º Aniversário de Tapejara

12 a 13 – Festa do Pacu – Icaraíma

12 a 13 – Tilápia no Tacho e Arraia Municipal – Rancho Alegre do Oeste

13 – Cavalgada de Rio Bom – Rio Bom

13 – A Paixão de Cristo – Arapongas

14 a 16 – WTM Latin America – São Paulo

18 – Teatro da Paixão de Cristo – Altônia

18 – Encenação da Paixão de Cristo – Itaipulândia

19 a 21 – 48 Anos de Emancipação Política – Francisco Alves

20 – A Paixão de Cristo – Medianeira

25 a 27 – Festa Tradicional do Espeto no Bambu – Rio Bom

25 a 27 – 22º Deu Tsches Fest – Missal

25 a 27 – 30º Rodeio Crioulo – Manoel Ribas

25 a 27 – Exporio 2025 – Rio Bonito do Iguaçu

25 a 27 – Arrancadão de Tratores – Maripá

26 a 29 – Convenção BWT – Foz do Iguaçu

26 a 01 de maio – 57º Festa do Trabalhador e 28º Festa do Costelão – Cascavel

26 a 04 de maio – Boat Show – Rio de Janeiro

30 a 04 de maio – Expo Real – Realeza

30 a 01 de maio – Festa de Comemoração ao Dia do Trabalhador – Jussara

30 a 01 de maio – Festa do Trabalhador – Rondon

30 a 04 de maio – 46° Festa das Nações – Guaíra

Fonte: Governo PR

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