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Caminhões-pipa fornecidos pelo Estado ajudam a combater incêndio florestal em Cianorte

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Treze caminhões-pipa disponibilizados aos municípios paranaenses por meio do projeto Patrulha Ambiental, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável (Sedest), foram fundamentais na contenção de um incêndio florestal na terça-feira (20) em Cianorte, no Noroeste do Estado. O fogo foi registrado em uma área de mata próxima ao Parque Municipal Cinturão Verde, que circunda o município, constituindo em quatro focos de incêndio em uma área de aproximadamente 450 mil metros quadrados.

Os veículos foram utilizados após o Corpo de Bombeiros acionar o escritório regional de Cianorte do Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Sedest, para ajudar no combate ao incêndio. “Nós só pudemos atuar com efetividade nessa ação por causa da parceria com os municípios da região, que forneceram 13 caminhões-pipa para ajudar a controlar as chamas. Além disso, tivemos o apoio de 12 caminhões fornecidos por quatro empresas parceiras do IAT”, explicou o chefe do IAT em Cianorte, Marcelo Aparecido Marques.

Os dez municípios que colaboraram com a ação foram Japurá, Tapejara, São Tomé, Terra Boa, Indianópolis, Tuneiras do Oeste, Jussara, São Manoel do Paraná, Guaporema e Rondon.

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A ação também contou também com o suporte da clínica veterinária da Universidade Paranaense (Unipar), em Umuarama, que ajudou no tratamento de animais silvestres vítimas do fogo. Até o momento, um gambá e um quati foram tratados pela equipe.

O fogo já foi controlado, mas Marques ressalta que, em razão das condições climáticas na região, o risco de novos incidentes ainda persiste, inclusive em áreas mais próximas do município. “É muito importante que a população fique ciente dessa situação e também participe do processo de fiscalização, entrando em contato com o Corpo de Bombeiros ou o IAT caso aviste algum foco de incêndio”, destaca Marques.

PATRULHA AMBIENTAL – A proposta do projeto Patrulha Ambiental, executado pela Sedest por meio do IAT, é fornecer veículos aos municípios para ajudar no abastecimento de água, combate a incêndios, limpeza de calçadas e gestão de resíduos sólidos. Desde 2019, foram entregues 733 veículos, entre caminhões-baú, compactadores, modelos limpa-fossas, caminhões-pipa e poliguindastes, totalizando um investimento de R$ 206,8 milhões.

Os caminhões-pipa também fizeram parte das ações de apoio do Governo do Estado às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, em maio deste ano (https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Com-apoio-de-11-caminhoes-pipa-tecnicos-do-IAT-vao-atuar-por-10-dias-no-Rio-Grande-do-Sul).

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INCÊNDIOS – Nos últimos dias, o IAT ajudou a combater três outros incêndios florestais no Estado. As situações foram registradas no Parque Estadual Vila Velha, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais; na Floresta Estadual Metropolitana, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba; e em um conjunto de fazendas que constitui uma Área de Preservação Permanente Ecológica (APP) em Maria Helena, no Noroeste.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Paraná, foram registradas 702 ocorrências de incêndio em vegetação em 125 municípios do Estado desde a última sexta-feira (16). Por isso, o IAT reforça o aviso de risco elevado de incêndios florestais em razão das questões climáticas. A orientação para quem avistar um foco de incêndio é acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193, também se afastando da área para evitar acidentes. Durante a ligação, forneça o máximo de detalhes possível sobre o local e as condições do incêndio, para facilitar a atuação dos profissionais.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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