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Apoio logístico e resgate de animais: IAT ajuda vítimas da enchente em União da Vitória

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O escritório regional do Instituto Água e Terra (IAT) de União da Vitória, na região Sul, está completamente voltado para ajudar as vítimas das enchentes no município – 710 moradores estão desabrigados de acordo com o mais recente balanço da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil em razão da cheia do Rio Iguaçu. O órgão ambiental disponibilizou seis embarcações, três caminhonetes e um caminhão para ajudar na operação coordenada pelo Governo do Estado.

Em média, 15 servidores foram deslocados para atuar diariamente na linha de frente da força-tarefa, colaborando com o transporte de pessoas, alimentos, medicamentos e na fiscalização ambiental. Aproximadamente 200 animais, entre domésticos e silvestres, foram resgatados por técnicos do IAT nas últimas duas semanas.

“No começo estávamos ajudando em quase tudo, desde a retirada de pessoas até a entrega de mantimentos e cesta básica. Como o Exército entrou na mobilização, a Defesa Civil nos deixou responsável neste momento pela fiscalização ambiental e o resgate de animais domésticos e silvestres”, destaca o gerente do escritório regional do IAT de União da Vitória, Augusto Lindner.

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“Fora o apoio estrutural e com equipamentos. Duas embarcações do instituto, por exemplo, foram cedidas e estão sendo usadas pela Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros. E o caminhão e as caminhonetes estão ajudando no transporte dos pertences das pessoas que precisaram sair de casa por cauda da inundação”, acrescenta.

Neste momento, explica ele, o foco principal em relação à fiscalização ambiental está no combate à pesca predatória nas áreas alagadas. “Mesmo diante deste cenário tão difícil, o IAT segue atento e vigilante para impedir os crimes ambientais”, afirma o gerente.

APOIO – Para atendimento aos mais afetados, a Defesa Civil Estadual já coordenou a doação de 3.571 cestas básicas, 2.290 kits dormitórios, 2.789 colchões, 1.479 kits de higiene, 935 kits de limpeza e 58.140 telhas.

Nesta quarta-feira (18), outras 580 cestas básicas chegaram à cidade para atender as famílias que deixaram suas casas por conta dos alagamentos. O Estado anunciou, também nesta quarta, a doação de 8 toneladas de frango pelas cooperativas Copacol, Lar, C.Vale e Coopavel para as vítimas das enchentes.

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As equipes do Corpo de Bombeiros também têm trabalhado na remoção das pessoas das casas alagadas ou danificadas pelas tempestades e que precisam de abrigo. Em União da Vitória, o efetivo foi dobrado, de 20 para 40 bombeiros que atuam com oito Estado auxilia nos atendimentos a famílias ilhadas em São Mateus do Sul

CHUVAS – União da Vitória sofre há mais de 15 dias com as fortes chuvas. São 9 mil pessoas afetadas pela cheia do Rio Iguaçu, sendo que 2.148 estão desalojadas e 710 desabrigadas. 800 casas foram danificadas. O município conta com 18 abrigos e o Governo do Estado já transferiu 27 pessoas em situação de maior vulnerabilidade para hotéis e pousadas. As aulas estão suspensas.

Neste momento, segundo a Defesa Civil, 20 cidades do Paraná em situação de emergência.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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