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Agência do Trabalhador da Cultura fecha 2023 com mais de 700 empresas cadastradas

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O Posto Avançado da Agência Central do Trabalhador – Agência do Trabalhador da Cultura (ATC) cresceu de maneira exponencial em 2023. Os dados são referentes ao número de novos trabalhadores, as vagas disponíveis, quantidade de empresas cadastradas, o número de atendimentos e as principais operações.

Um indicador da evolução foi o número de vagas abertas, que cresceu de 409 para 1.140 em 2023, representando um aumento de 173% em relação ao ano passado. Para explicar o aumento no número de vagas, é necessário observar o número de empresas cadastradas. Em 2021, primeiro ano de atividade da ATC eram 74 entidades comerciais, já em 2023 o número subiu para 741, uma evolução de 915%.

O número de novos candidatos que buscaram oportunidade por meio da ATC também subiu. No ano passado foram 1.269. Já neste ano foram 1.460, um aumento de 15%. O número de atendimentos ultrapassou 12 mil, o triplo em relação ao ano passado. A preferência do público é pelo WhatsApp, com 54% do total; depois o telefone, com 18%; e-mail, com 16%; e presencial, com 10%.

Inaugurada em novembro de 2021 pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (SEEC), em parceria com a Secretaria de Trabalho, Qualificação e Renda (SETR), a Agência do Trabalhador é um projeto pioneiro no Brasil voltado para pessoas da economia cultural e criativa.

O agente de crédito e gestor da ATC, Phablo Bozza, avaliou as atividades realizadas durante 2023. “Nesse segundo ano de atividades, aprendemos muito e conseguimos nos conectar ainda mais com o público cultural, tanto empresas como candidatos. Isso se deve a um trabalho conjunto ligado a outros departamentos da Secretaria de Cultura do Estado, que estão com o mesmo objetivo, potencializar o alcance das ações e oportunidades culturais do Paraná”, disse.

Uma das empresas cadastradas neste ano é de Sandro Tueros, proprietário de uma companhia teatral. Ele relatou que fez uma apresentação itinerante em 12 cidades no Estado do Paraná, com a exibição do espetáculo “Flamenco para Todos”. Em cada uma dessas apresentações, Sandro contou que precisou de produtor local, tradutor de Libras, secretário, montador e um contrarregra para auxiliar na produção. Ao todo, foram 60 profissionais contratados por meio da ATC.

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“Se não tivesse a Agência do Trabalhador da Cultura, provavelmente um diretor de cultura municipal iria indicar os seus conhecidos, no entanto, a Agência traz transparência e uma concorrência leal no processo de escolha de profissionais que são desconhecidos pelo mercado”, explicou.

NOVOS TRABALHADORES – As posições disponíveis para trabalhadores postulantes de vagas atendem diferentes setores da economia cultural e criativa. No mapeamento levantado, foram atendidas 20 áreas diferentes: publicidade, design, audiovisual, mercado editorial, moda, eventos, arquitetura, artes cênicas, artes visuais, gastronomia, rádio e TV, software, música, artesanato, turismo cultural, cultura popular, animação, entretenimento, literatura e games.

CULT MULT – Responsável pelo crescimento dos números de novos trabalhadores da cultura no Paraná, o Cult Mut – 1° Mutirão da Empregabilidade Cultural do Paraná ocorreu no dia 20 de julho e ofertou mais de 200 vagas para o total de 511 participantes.

Houve 13 empresas participantes no evento e 1.390 atendimentos presenciais. A arquiteta e figurinista Tarsila Schetini é uma das pessoas que conseguiram trabalho a partir do mutirão de empregabilidade. “Fui até a outras agências que também oferecem trabalhos e me indicaram ir diretamente nessa da Cultura, que é mais focada. E daí eu já fiquei de olho nas redes sociais deles e vi a postagem da feira. Um mês depois de eu conversar lá na feira, fiz um trabalho de figurino de Natal”, afirmou.

FOMENTO PARANÁ Neste ano, a ATC destinou mais de R$ 532 mil para empreendedores de 12 áreas culturais. O recurso é proveniente da linha de crédito Microcrédito Fácil, da Fomento Paraná, e atendeu microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas. O programa de crédito oferece prazos de carência e pagamentos que proporcionam parcelas compatíveis com a capacidade financeira do tomador de crédito. As áreas culturais alcançadas contempladas foram o artesanato, audiovisual, artes cênicas, artes visuais, design, eventos, gastronomia, literatura, mercado editorial, moda, música e publicidade.

Por meio de um modelo de crédito orientado, a Fomento Paraná oferece financiamento com taxas de juros e prazos diferenciados para apoiar a implantação, manutenção e modernização ou ampliação de pequenos negócios. Assim, a instituição busca ampliar a base produtiva e promover a geração de emprego e renda.

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Um exemplo de microempresa que recebeu crédito para aprimorar a estrutura de trabalho foi o ateliê de artes visuais de Paulo da Luz. O artista visual começou a trabalhar com artesanato em ferro em 2013. Em 2019, ele abriu o próprio negócio com artes e decoração em metal.

Tudo começou em 2018, quando Paulo começou a brincar e postar nas redes sociais esculturas em ferro de aranha, sapo e escorpião. O que era brincadeira, virou negócio sério. Logo ele foi aprovado em editais de arte e cultura, recebeu o certificado de agente cultural e já teve até um foguete feito em ferro apresentado no “Domingão com Hulk”, em 2022.

A fim de aprimorar o maquinário e investir em marketing, Paulo recorreu ao microcrédito fornecido pela Fomento Paraná. “Hoje em dia eu trabalho com aço, aço inox e aço carbono. Eu quero começar a investir em outros metais. São os metais de ligas de zinco, que são mais nobres, como cobre, bronze, alumínio e latão”, disse.

Durante entrega de prêmios no Encontro Estadual de Agentes de Crédito Fomento Paraná e Sebrae/PR, que aconteceu em Foz do Iguaçu, a Agência do Trabalhador da Cultura (ATC) recebeu um importante reconhecimento das atividades da agência de crédito da Fomento Paraná através do Prêmio Estadual de Microcrédito. 

Neste ano, a ATC ficou em 3º lugar no ranking geral da plataforma da Fomento em valores de crédito destinado para a população paranaense em municípios com mais de 200 mil habitantes. Além do trabalho de inserção e reinserção de trabalhadores do setor cultural no mercado de trabalho, a ATC tem forte atuação no oferecimento de créditos a micro empreendedores e pequenos empresários por meio da Fomento Paraná.

Serviço:

Agência do Trabalhador da Cultura

Rua Ébano Pereira n° 240 – Centro – Curitiba

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 9h às 17h

Telefone/WhatsApp: (41) 3321-4743

agenciacultura@secc.pr.gov.br

www.agenciadotrabalhadordacultura.pr.gov.br

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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