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Brasil deve consolidar sua liderança no comércio internacional de açúcar

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O Brasil está em posição de consolidar sua liderança no comércio internacional de açúcar em 2025, com perspectivas positivas tanto para o mercado interno quanto externo. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços devem se manter elevados, garantindo um cenário favorável para os produtores, especialmente devido à interação entre o mercado doméstico e o mercado internacional.

No cenário interno, a expectativa é de que o Brasil continue absorvendo uma oferta considerável de açúcar, mesmo diante de uma economia que cresce de forma moderada devido à instabilidade macroeconômica. Isso se deve, em grande parte, à possível arbitragem entre os mercados interno e externo, o que pode manter os preços elevados. Além disso, uma parte significativa das exportações já foi fixada em patamares vantajosos, o que reforça a estabilidade no setor.

No mercado internacional, a demanda de países emergentes como Paquistão e Indonésia deve impulsionar o mercado de açúcar, principalmente por conta da reposição lenta dos estoques globais nos últimos dois anos. Os preços na Bolsa de Nova York (ICE Futures) podem se manter acima de 18 centavos de dólar por libra-peso, o que favorece as exportações brasileiras. A relação entre estoque e consumo, historicamente um fator importante para a elevação dos preços, deve seguir pressionada, o que beneficia o Brasil.

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Outro ponto que deve contribuir para a competitividade brasileira é o câmbio, que pode continuar em patamares elevados, favorecendo as exportações. Além disso, as tensões comerciais entre potências globais, como Estados Unidos e China, podem abrir novas oportunidades para o Brasil, não só para o açúcar, mas também para o etanol.

Embora o cenário para 2025 seja desafiador, com variáveis como o clima e a adaptação às novas demandas do mercado, o Brasil mantém-se firme como líder incontestável na produção e exportação de açúcar, com perspectivas promissoras para o futuro próximo.

Fonte: Pensar Agro

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MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor

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Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

Imagem: assessoria

Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.

O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.

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Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o  governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.

O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.

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Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.

Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.

Fonte: Pensar Agro

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