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Analistas fazem previsões otimistas para o mercado do boi

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O mercado físico do boi gordo apresentou novas negociações acima da referência média nesta quarta-feira (29.11), com as cotações da arroba registrando um aumento de 1,02% na média Brasil, ao encerrar a semana anterior em terreno positivo. Guilherme Jank, analista de mercado da Datagro, indicou uma tendência de elevação nos próximos meses.

Entre os fatores impulsionadores, Jank destaca um cenário doméstico favorável, com melhorias na renda, redução do desemprego e a proximidade das festas de fim de ano. A previsão também aponta para recordes nas exportações de carne bovina em novembro.

Nesse contexto, Jank recomenda aos produtores aproveitarem o momento para aquisição de gado, enfatizando a importância de estratégias como a garantia de preços mínimos de venda ou máximos de compra de insumos essenciais. Para os que não adotam essas estratégias, sugere uma postura contrária às tendências predominantes do mercado, visando um posicionamento anticíclico.

A escassez na oferta de animais terminados no mercado aperta as escalas de abate, exigindo uma atuação mais decisiva da indústria na aquisição de gado para manter uma programação confortável e atender à demanda do fim de ano.

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Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, ressalta a relevância da demanda de carne bovina no período, fornecendo sustentação aos preços da arroba do boi gordo no mercado doméstico.

Destaca-se também a escassez na oferta de animais terminados, resultado da seca no Centro-Oeste e no Norte.

Os preços da arroba do boi gordo subiram em todas as praças pesquisadas pela SAFRAS & Mercado. Em São Paulo, a referência média atingiu R$ 241, enquanto em Goiânia e no interior de Minas Gerais ficaram em R$ 237, e em Dourados (MS) e Cuiabá, registraram valores de R$ 231 e R$ 208, respectivamente.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina permanecem firmes, sinalizando uma possível alta no curto prazo, considerando o auge do consumo doméstico. O décimo terceiro salário, bonificações habituais do período e a criação de empregos temporários impulsionam essa tendência de alta, com o quarto traseiro cotado a R$ 19,10 por quilo, o quarto dianteiro a R$ 12,90 por quilo e a ponta de agulha a R$ 13 por quilo.

Com informações do Canal Rural

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor

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Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

Imagem: assessoria

Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.

O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.

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Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o  governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.

O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.

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Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.

Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.

Fonte: Pensar Agro

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