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Com novos leitos na região, Saúde intensifica ações para enfrentar a dengue em Cascavel

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A Secretaria de Estado da Saúde reforçou nesta semana as medidas para fazer frente ao aumento de pessoas com sintoma com dengue em Cascavel, município que já registra sobrecarga nos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Foram disponibilizados leitos de enfermaria no recém-inaugurado Hospital de Cafelândia, município da 10ª Regional de Saúde, para o auxílio às demandas e diminuição do tempo de resposta.

O Hospital da Retaguarda de Cascavel, que é gerido pelo Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná (Consamu), presta atendimento e apoio, assim como na época da pandemia da Covid-19, para os casos de dengue. A unidade reconfigurou o perfil assistencial com o ambulatório da dengue e salas de hidratação. Além disso, a Sesa estuda a ampliação de novos leitos em unidades hospitalares do Estado a fim de absorver algumas demandas de média complexidade, como ortopedia e urologia, por exemplo, no intuito de desafogar os serviços de Cascavel.

Outra medida já em andamento é a operação fumacê em Cascavel (Ultra Baixo Volume – UBV acoplado ao veículo). A iniciativa, promovida pela Sesa, tem como objetivo ajudar na eliminação do mosquito Aedes aegypti em sua forma adulta (alada), transmissor da doença, e diminuir a transmissão viral.

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A sobrecarga em hospitais e UPAs e as providências que estão sendo tomadas foram os principais assuntos de uma reunião entre a Secretaria estadual da Saúde e instituições e serviços de saúde, além de gestores locais desta área, nesta terça-feira (19). Os participantes do encontro fazem parte de um Grupo de Trabalho criado especialmente para o enfrentamento à dengue em Cascavel. 

Participaram do encontro representantes do Consamu, Central de Leitos e Complexo Regulador Macrorregional, Secretaria da Saúde de Cascavel, Conselho Regional das Secretarias Municipais de Saúde (Cresems), Fundação Hospitalar São Lucas, Hospital Universitário do Oeste do Paraná, Hospital de Retaguarda e Ministério Público.

Segundo a diretora de Contratualização e Regulação da Sesa, Lilimar Mori, todos os esforços estão sendo tratados para auxiliar a cidade. “O trabalho conjunto entre as entidades reforça esse enfrentamento. Estamos viabilizando algumas alternativas para dar agilidade às ações”, disse. Ela reforçou que o remanejamento de pacientes para outras localidades é uma prática comum que pode ocorrer dentro dos municípios que compõem as macrorregiões ou entre as quatro macrorregiões do Estado, de acordo com a disponibilidade do serviço.

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PARANÁ – O novo boletim divulgado pela Secretaria da Saúde nesta terça-feira (19) confirmou 22.222 casos de dengue, o maior número deste período epidemiológico, iniciado em 30 de julho de 2023, totalizando 113.194 casos. O informe semanal traz também 11 novos óbitos, ocorridos entre os dias 21 de dezembro e 06 de março, levando o número total a 60.

Fonte: Governo PR

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1 em cada 4 alimentos da agricultura familiar destinados às escolas do Paraná são orgânicos

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Pães caseiros, frutas, verduras e sucos naturais. Esses foram alguns dos alimentos orgânicos na alimentação escolar dos estudantes da rede estadual de ensino no último ano. A maior parte dos ingredientes é proveniente da agricultura familiar – 20 mil famílias paranaenses fornecem, para as escolas, mais de 10 mil toneladas de alimentos anualmente. Cerca de 1,4 mil dessas famílias atendem a demanda de orgânicos, que representa mais de 2,7 mil toneladas ou 25% de todos os produtos que vêm da agricultura familiar.

Em 2025, esse percentual tende a aumentar. O Governo do Paraná prevê incluir novos alimentos orgânicos ao cardápio. O processo de aquisição de leite e iogurte natural orgânicos já está em andamento.

Pela primeira vez, o Governo do Paraná participa com recursos próprios do montante utilizado para a contratação de produtos da agricultura familiar. A lei federal que esteve anteriormente em vigor limitava o valor para compras desse tipo a um teto de R$ 100 milhões. A partir da vigência da nova Lei de Licitações (nº 14133/2021), recursos estaduais também poderão ser aportados para esse fim, e o Governo do Paraná já destinou um adicional de R$ 175 milhões a essas contratações, chegando a R$ 275 milhões.

“No último ano, todas as escolas estaduais do Paraná receberam algum alimento orgânico, como frutas, arroz, legumes e tubérculos. Com a nova lei de licitação, pudemos estimular a participação de mais famílias de agricultores em nossa chamada pública. Ampliamos a oferta de alimentos oriundos da agricultura familiar aos nossos estudantes da rede pública do estado”, diz Eliane Teruel Carmona, diretora-presidente da Fundepar, responsável pela gestão estadual do programa voltado à alimentação escolar.

Os alimentos orgânicos são servidos pelo Governo do Paraná desde 2011, porém a quantidade e a variedade de opções vêm sendo ampliadas nos últimos anos, com a contribuição de iniciativas como o programa Paraná Mais Orgânico, que orienta os agricultores familiares com interesse em investir na produção orgânica.

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Mais de 195 mil estudantes da rede pública estadual de ensino têm frutas, hortaliças, legumes, temperos e tubérculos 100% orgânicos na alimentação escolar. Eles representam cerca de 20% dos estudantes da rede e estão distribuídos em 209 escolas de dez municípios do Paraná: Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campo Magro, Cerro Azul, Curitiba, Doutor Ulysses, Mandirituba, Pinhais, São Mateus do Sul e Tijucas do Sul.

Além dos orgânicos provenientes da agricultura familiar – em maioria frutas, legumes e tubérculos –, também fazem parte do cardápio da alimentação escolar o arroz e feijões orgânicos, adquiridos via licitação. Com mais de 700 toneladas consumidas no ano passado, o arroz orgânico está presente em escolas de todos os 399 municípios paranaenses.

CARDÁPIO – A equipe de nutricionistas da Fundepar reavalia as opções de cardápio da alimentação escolar a cada 2 meses, de modo a garantir sempre a segurança alimentar e nutricional dos estudantes.

Frutas, verduras e legumes são servidos todos os dias nas escolas da rede pública estadual, para cerca de 1 milhão de alunos. Uma média de 100 gramas por dia de proteína animal também é calculada para compor o cardápio do bimestre de cada aluno. A alimentação escolar é responsável pelo suprimento de pelo menos 30% das necessidades alimentares dos estudantes.

“Sabemos que o rendimento escolar dos estudantes está diretamente relacionado à segurança alimentar e à qualidade nutricional das refeições. Por isso, todo investimento que fazemos em alimentação escolar é também um investimento no aprendizado dos nossos alunos em sala de aula”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. 

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O acesso dos estudantes a uma alimentação mais saudável na escola, com alimentos de qualidade e distribuídos em refeições balanceadas, é prioridade para a equipe de nutricionistas da Fundepar e também funciona como uma medida educativa dentro do universo da comunidade escolar.

A Fundepar possui uma parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa-PR) no sentido de realizar a análise de resíduos de agrotóxicos nas amostras de alimentos a serem adquiridos e garantir que as exigências da legislação sejam cumpridas em todas as compras.

“Mais do que garantir a segurança alimentar e nutricional dos estudantes no período em que ficam na escola, estamos pensando no incentivo a hábitos que todos podem cultivar ao longo da vida: o de buscar alimentos mais saudáveis, para uma vida mais equilibrada e feliz”, diz a nutricionista Responsável Técnica do Programa Nacional de Alimentação Escolar da Fundepar, Andréa Bruginski.

CHAMADA PÚBLICA – A seleção dos produtos da agricultura familiar dispensa o procedimento licitatório, pois é feita por meio de chamadas públicas: os critérios são estabelecidos no edital de convocação exclusivo para agricultura familiar, publicado no site da Fundepar e aberto ao credenciamento das associações, cooperativas e dos produtores interessados.

As prioridades de seleção incluem fornecedores que mantenham proximidade a uma comunidade escolar, associações que possuam mais de 50% de agricultores assentados da reforma agrária, indígenas ou quilombolas e, por fim, se dentro dessas propostas há produção de alimento orgânico. Caso o fornecedor tenha interesse em ofertar um orgânico, ele manifesta esse diferencial no processo da chamada pública e envia a certificação que comprova a produção diferenciada.

Fonte: Governo PR

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