6 de Abril de 2025
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    Vida Nova: Alep autoriza Governo a pegar empréstimo para construir casas

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    Meta é construir moradias dignas, para que o Paraná não tenha mais favelas

    A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta quarta (30/8) o projeto de lei que autoriza o Governo do Estado a emprestar 150 milhões de dólares do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O dinheiro será utilizado no programa habitacional Vida Nova, na construção de casas para famílias inscritas na Cohapar que vivem em condição de vulnerabilidade. A meta é construir casas em número suficiente para que, num prazo de 15 anos, o Paraná não tenha mais favelas.

    “Esse programa do Governo do Estado nasceu para mudar a realidade das famílias mais pobres do Paraná”, define o deputado estadual Tiago Amaral (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça. A CCJ aprovou o projeto na reunião de terça (29/8) permitindo que o projeto fosse aprovado nesta quarta pela manhã  em plenário.

    Como funciona o programa habitacional Vida Nova

    Segundo a Cohapar, serão duas modalidades:

    ·         Demanda fechada: reassentamento completo de famílias residentes em situação de favela ou risco

    ·         Demanda aberta: seleção pulverizada de famílias socialmente vulneráveis, priorizando casos de risco.

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    Estão previstas obras de construção de novas moradias, equipamentos comunitários, infraestrutura urbana e recuperação ambiental de áreas degradadas.

    As famílias vão receber as moradias sem custo e com escritura. Elas terão ainda acompanhamento social, numa ação conjunta entre 18 secretarias estaduais, para sanar carências educacionais, de saúde, capacitação profissional e geração de renda, entre outras. O objetivo é que a família permaneça na casa e a moradia seja uma ferramenta para a transformação na qualidade de vida das pessoas.

    Vida Nova começa por cidades pequenas

    O programa Vida Nova tem um projeto-piloto, desenvolvido desde o ano passado, em Jandaia do Sul, Floraí e Rio Azul. Agora, com os recursos do BID, o programa poderá atender cerca de 6 mil famílias até 2028, em 140 cidades, começando pelas pequenas.

    Bela Vista do Paraíso é uma delas. Segundo o prefeito Fabrício Pastore, o Jacaré, o município foi o primeiro a entregar toda a documentação à Cohapar. “Quem nos levou lá foi o deputado Tiago Amaral, nosso representante. Sabemos o carinho especial que ele tem por Bela Vista do Paraíso”.

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    Jacaré explica que já faz quase 12 anos que não se constroem moradias populares em Bela Vista do Paraíso e há pessoas em situação de extrema pobreza. Para ele, o novo programa vai ser um grande avanço: “Estamos na expectativa. São pessoas vulneráveis, que vão ter um lar, com dignidade. Fico alegre em ajudar a população a ter mais qualidade de vida. A luta é grande, mas nós vamos vencer”.

    Segurança, estabilidade e dignidade

    Para o deputado Tiago Amaral, trata-se de construir esperança: “Uma casa representa segurança, estabilidade e dignidade. Estou ao lado do governador Ratinho Junior e dos nossos prefeitos, no trabalho para tornar esse sonho acessível a todos, especialmente às pessoas que mais precisam”.

    Próximos passos

    Depois de passar pela Assembleia, o pedido ainda depende de análise do BID e do Ministério da Fazenda e de aprovação pelo Senado, já que a União será a garantidora do empréstimo. A previsão é concluir todas as etapas ainda neste ano e iniciar o programa no primeiro semestre de 2024.

    crédito fotos Valdir Amaral/Alep

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    Propostas em tramitação na Assembleia visam melhorar o ambiente escolar para estudantes com autismo

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    Duas propostas que tramitam na Assembleia Legislativa do Paraná buscam visa promover um ambiente acolhedor e inclusivo para alunos com autismo. As proposições apresentadas na Casa pela deputada Flávia Francischini (União) e pelo deputado Jairo Tamura (PL) têm como objetivo substituir sinais sonoros por sinais musicais e disponibilizar tampões auriculares para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas paranaenses.

    Apresentado pela deputada Flávia, o projeto de lei 87/2023 prevê que as medidas atinjam, além das escolas públicas, também os estabelecimentos particulares. “É uma medida que visa resguardar o bem-estar de crianças com autismo no ambiente escolar evitando incômodos sensoriais e reduzindo o risco de pânico. O sinal sonoro produz um alto ruído, muito similar ao som de uma sirene, o que pode gerar grande perturbação aos alunos que possuem hipersensibilidade auditiva. Essa condição é comum nos portadores de autismo, motivo pelo qual não é raro vermos crianças tapando os ouvidos quando expostas a barulhos intensos”, comentou a deputada.

    Ela explica que o sinal musical também cumpre a função de alarme para indicar as horas de entrada, saída e os intervalos das aulas, mas, que em vez de usarem a sirene, eles podem usar músicas instrumentais, canções infantis e demais ritmos, a depender da escolha das equipes gestoras e da comunidade escolar. O texto também estipula multa no valor de 200 (duzentas) a 500 (quinhentas) Unidades Padrão Fiscal do Estado de Paraná – UPF/PR, a ser graduada de acordo com a gravidade da infração, o porte econômico do infrator, a conduta e o resultado produzido.

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    Já o projeto de lei 176/2025, apresentado pelo deputado Jairo Tamura, prevê substituir sinais sonoros por sinais musicais e disponibilizar tampões auriculares para as escolas da rede pública estadual. “A medida pode melhorar o desempenho escolar e o bem-estar dos alunos, permitindo que se concentrem nas atividades pedagógicas e interajam socialmente de forma mais eficaz”, afirmou o deputado.

    Números

    O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, indica que cerca de 1 em cada 44 crianças com até 8 anos é diagnosticada com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Abrangendo cerca de 1% a 2% da população mundial. No Brasil, há aproximadamente dois milhões de pessoas com autismo.

    Dados do Censo da Educação Básica indicam que houve um crescimento no número de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) matriculados em salas de aula regulares no Brasil. No Paraná, segundo estes dados, esse aumento foi de 53,3% nas matrículas, o que elevou o total de alunos com autismo de 18.895 para 28.927. Além disso, alunos com autismo frequentemente apresentam hipersensibilidade sensorial, o que significa que são mais sensíveis a estímulos como sons, luzes e texturas. “Sons altos e repentinos, como os sinais sonoros tradicionais, podem causar desconforto, estresse e ansiedade, prejudicando o desempenho escolar e bem-estar destes alunos”, comentou o deputado Tamura.

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    De acordo com a justificativa da proposta, a maioria das pessoas é capaz de suportar barulhos de até 120 decibéis. Já o limite de quem é hipersensível aos ruídos é de 90 decibéis. Através do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-III), o percentual foi de 53% e de 90% com alteração de sensibilidade para a modalidade auditiva, utilizando o Structured Interview for Assessing Perceptual Anomalies – ChildVersion (SIAPA-CV).

    Os sinais sonoros das instituições de ensino públicas e privadas, também conhecidos como sirene ou cigarra eletrônica, podem gerar incômodos sensoriais às pessoas com TEA, devido a sua alta potência e intensidade, que podem ultrapassar facilmente os 110 decibéis. “A substituição de sinais sonoros por sinais musicais adequados e a disponibilização de tampões auriculares podem reduzir o desconforto e o estresse de alunos com TEA, criando um ambiente escolar mais acolhedor e inclusivo”, explicou Tamura. De acordo com o projeto, os tampões deverão ser disponibilizados pela Secretária Estadual de Educação.

    Fonte: ALPR PR

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