NOVA AURORA

POLÍTICA PR

Projeto de lei leva aos salões de beleza conscientização sobre DST e da importância de denunciar a violência doméstica

Publicado em

Levar aos salões de beleza a conscientização de mulheres sobre a importância da identificação precoce de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e de denunciar os casos de violência doméstica. Este é o ambiente propício para reforçar temas como saúde e segurança da mulher segundo o projeto que cria a Campanha Depiladora Amiga. A iniciativa foi aprovada na sessão plenária desta quarta-feira (16), na Assembleia Legislativa do Paraná.

A campanha é destinada à expansão do conhecimento e à capacitação das depiladoras atuantes no Paraná para identificação de indícios de doenças sexualmente transmissíveis (DST) ou de violência doméstica. O objetivo é incentivar as mulheres a buscar auxílio.

A proposição 853/2023 é do deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) e cita os salões de beleza como locais de troca de experiências e informações, inclusive sobre saúde. “O projeto de lei é direcionado à categoria de profissionais que trabalham na depilação íntima. O objetivo é conscientizar essas profissionais sobre a importância em alertar suas clientes mulheres a fazerem exames ginecológicos preventivos e periodicamente ou em caso de qualquer sintoma de anormalidade na região íntima”, explicou.

O texto ressalta que a intenção não é de que a depiladora faça um diagnóstico, mas sim oriente outras mulheres a procurarem a unidade básica de saúde mais próxima, especialmente em caso de qualquer suspeita. “Embora o assunto seja reiteradamente tratado pelos órgãos oficiais de saúde, algumas mulheres ainda não tomaram a consciência da importância de se consultar com um ginecologista periodicamente e sobre a gravidade do câncer do colo do útero, que muitas vezes está relacionado ao HPV, infecção sexualmente transmissível mais comum”, diz a justificativa.

Entre os propósitos da campanha estão facilitar informações sobre DST; reforçar a importância do uso da camisinha (masculina ou feminina) e incentivar as mulheres a procurarem uma autoridade policial e a denunciarem casos de violência doméstica.

O projeto prevê que o Poder Executivo poderá firmar acordos, parcerias e convênios entre as secretarias municipais e Estadual de Saúde, bem como com entidades sem fins lucrativos, a fim de promover ações e políticas públicas voltadas à capacitação de depiladoras atuantes no Estado, aproximando a categoria de depiladoras(es) da rede de saúde pública.

Leia Também:  Dia Estadual de Combate a Crueldade contra Animais foi tema de debate na Assembleia Legislativa

Fibromialgia

Os deputados estaduais aprovaram outra iniciava voltada à saúde da mulher. O projeto 546/2021, institui Diretrizes para implantação de Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia. A medida visa a atender a demanda de parte da população que é acometida por esta doença crônica multifatorial, de causa ainda desconhecida que provoca dores e transtornos aos seus pacientes.

“É definida pelo renomado profissional Dr. Dráuzio Varela como sendo uma dor crônica que migra por vários pontos do corpo e se manifesta especialmente nos tendões e nas articulações. Trata-se de uma patologia relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central e o mecanismo de supressão da dor”, explica o texto assinado pelas deputadas Cristina Silvestri (PP) e Márcia Huçulak (PSD) e pelos deputados Bazana (PSD) e Luiz Claudio Romanelli.

A justificativa cita que, por se tratar de uma doença relativamente nova, a comunidade médica ainda não conseguiu entrar em consenso sobre quais são as suas causas. “Entretanto, já está pacificado que os portadores da citada enfermidade, em sua maioria mulheres na faixa etária de 30 a 55 anos, possuem maior sensibilidade à dor do que as pessoas que não são acometidos por ela”, acrescenta.

Entre as diretrizes, o projeto indica o atendimento multidisciplinar; a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com fibromialgia; a disseminação de informações relativa à doença e suas implicações; o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados; estímulo à inserção da pessoa com fibromialgia no mercado de trabalho; e o estímulo à pesquisa científica sobre o tema.

Mais projetos

Avançou também em primeira votação o projeto 54/2024, que institui a ‘’Semana Estadual da Economia Criativa’’, a ser realizada anualmente na semana que integra o dia 21 de abril, definido pela Organização das Nações Unidas (ONU), como o Dia Mundial da Criatividade e Inovação.

Leia Também:  Na Assembleia, médico defende zerar recusas para doação de órgãos

A intenção é criar um período especial para a conscientização e fortalecimento de programas que se utilizem da Economia Criativa, que é, segundo o texto, uma matéria essencial e inovadora para o avanço das mais diversas áreas do conhecimento. O projeto de lei 54/2024, do deputado Cobra Repórter (PSD), anexa o 264/2024, dos deputados Batatinha (MDB), Denian Couto (PODE), Douglas Fabrício (CID) e Samuel Dantas (SD).

O texto cita a Economia Criativa como o processo que utiliza da criação e inovação para que pessoas possam explorar determinado valor econômico, aperfeiçoando modelos de negócio ou gestão que se originam em atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, inovação, criatividade ou capital intelectual de indivíduos com vistas à geração de trabalho e renda, fortalecendo o desenvolvimento socioeconômico.

Ainda em primeiro turno foi aprovado o projeto de lei 771/2023, que institui o dia das Comunidades Terapêuticas, a ser comemorado anualmente em 18 de agosto. O objetivo é homenagear essas entidades constituídas no Paraná e que desenvolvem importante trabalho na recuperação e reinserção do dependente químico no meio social.

O reconhecimento é proposto pelos deputados Gilson de Souza (PL), Tercilio Turini (MDB), Gilberto Ribeiro (PL), Delegado Jacovós (PL), Cantora Mara Lima (REP), Evandro Araujo (PSD) e Soldado Adriano José (PP).

Segunda discussão

Duas proposições foram aprovadas em segunda discussão. O projeto de lei 866/2023, do deputado Fábio Oliveira (PODE), concede o Título de Capital dos Gaiteiros ao município de Pinhão.

E, por fim, o projeto de lei 70/2024, de autoria do deputado Alexandre Amaro (Republicanos), institui o Dia da Tradição Gaúcha no Estado do Paraná, a ser comemorado, anualmente, no dia 7 de março. Pela proposta, data passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Estado do Paraná.

Fonte: ALPR PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA PR

Propostas em tramitação na Assembleia visam melhorar o ambiente escolar para estudantes com autismo

Published

on

By

Duas propostas que tramitam na Assembleia Legislativa do Paraná buscam visa promover um ambiente acolhedor e inclusivo para alunos com autismo. As proposições apresentadas na Casa pela deputada Flávia Francischini (União) e pelo deputado Jairo Tamura (PL) têm como objetivo substituir sinais sonoros por sinais musicais e disponibilizar tampões auriculares para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas paranaenses.

Apresentado pela deputada Flávia, o projeto de lei 87/2023 prevê que as medidas atinjam, além das escolas públicas, também os estabelecimentos particulares. “É uma medida que visa resguardar o bem-estar de crianças com autismo no ambiente escolar evitando incômodos sensoriais e reduzindo o risco de pânico. O sinal sonoro produz um alto ruído, muito similar ao som de uma sirene, o que pode gerar grande perturbação aos alunos que possuem hipersensibilidade auditiva. Essa condição é comum nos portadores de autismo, motivo pelo qual não é raro vermos crianças tapando os ouvidos quando expostas a barulhos intensos”, comentou a deputada.

Ela explica que o sinal musical também cumpre a função de alarme para indicar as horas de entrada, saída e os intervalos das aulas, mas, que em vez de usarem a sirene, eles podem usar músicas instrumentais, canções infantis e demais ritmos, a depender da escolha das equipes gestoras e da comunidade escolar. O texto também estipula multa no valor de 200 (duzentas) a 500 (quinhentas) Unidades Padrão Fiscal do Estado de Paraná – UPF/PR, a ser graduada de acordo com a gravidade da infração, o porte econômico do infrator, a conduta e o resultado produzido.

Leia Também:  Deputada destaca estudo que revela a importância da agricultura familiar na melhora do desempenho escolar na rede pública

Já o projeto de lei 176/2025, apresentado pelo deputado Jairo Tamura, prevê substituir sinais sonoros por sinais musicais e disponibilizar tampões auriculares para as escolas da rede pública estadual. “A medida pode melhorar o desempenho escolar e o bem-estar dos alunos, permitindo que se concentrem nas atividades pedagógicas e interajam socialmente de forma mais eficaz”, afirmou o deputado.

Números

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, indica que cerca de 1 em cada 44 crianças com até 8 anos é diagnosticada com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Abrangendo cerca de 1% a 2% da população mundial. No Brasil, há aproximadamente dois milhões de pessoas com autismo.

Dados do Censo da Educação Básica indicam que houve um crescimento no número de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) matriculados em salas de aula regulares no Brasil. No Paraná, segundo estes dados, esse aumento foi de 53,3% nas matrículas, o que elevou o total de alunos com autismo de 18.895 para 28.927. Além disso, alunos com autismo frequentemente apresentam hipersensibilidade sensorial, o que significa que são mais sensíveis a estímulos como sons, luzes e texturas. “Sons altos e repentinos, como os sinais sonoros tradicionais, podem causar desconforto, estresse e ansiedade, prejudicando o desempenho escolar e bem-estar destes alunos”, comentou o deputado Tamura.

Leia Também:  Na Assembleia, médico defende zerar recusas para doação de órgãos

De acordo com a justificativa da proposta, a maioria das pessoas é capaz de suportar barulhos de até 120 decibéis. Já o limite de quem é hipersensível aos ruídos é de 90 decibéis. Através do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-III), o percentual foi de 53% e de 90% com alteração de sensibilidade para a modalidade auditiva, utilizando o Structured Interview for Assessing Perceptual Anomalies – ChildVersion (SIAPA-CV).

Os sinais sonoros das instituições de ensino públicas e privadas, também conhecidos como sirene ou cigarra eletrônica, podem gerar incômodos sensoriais às pessoas com TEA, devido a sua alta potência e intensidade, que podem ultrapassar facilmente os 110 decibéis. “A substituição de sinais sonoros por sinais musicais adequados e a disponibilização de tampões auriculares podem reduzir o desconforto e o estresse de alunos com TEA, criando um ambiente escolar mais acolhedor e inclusivo”, explicou Tamura. De acordo com o projeto, os tampões deverão ser disponibilizados pela Secretária Estadual de Educação.

Fonte: ALPR PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA