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Deputados ampliam benefício da meia-entrada a doadores de órgãos

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Os deputados estaduais aprovaram mais um incentivo à doação de órgãos no estado. Avançou na Assembleia legislativa do Paraná, um projeto de lei que beneficia com direito à meia-entrada em eventos culturais artísticos os doadores de um dos rins e doadores de parte do pulmão, do fígado ou da medula óssea – órgãos que podem ser doados em vida. A iniciativa passou em primeiro turno na sessão plenária desta segunda-feira (14).

O projeto 204/2023 altera a Lei Estadual nº 13.964/2002, que concede desconto de 50% em para doadores de sangue, ampliando o benefício. O autor, deputado Marcel Micheletto (PL), lembra que dia 27 de setembro é comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgãos e que a conscientização da população quanto à doação de órgãos é muito importante, por ser um ato capaz de salvar vidas.

O projeto votado em plenário incrementa as iniciativas da Assembleia sobre o tema. Desde 2016, o estado conta com o Setembro Vermelho dedicado a ações de esclarecimento e incentivo à doação de órgãos e tecidos (Lei nº 18.803/2016). Já a Lei nº 18.583/2015 estabeleceu a Semana de Conscientização da Doação de Órgãos e Tecidos, a ser realizada anualmente na semana do dia 27 de setembro.

O Paraná é o Estado com maior número de doações de órgãos por milhão de população (pmp) no País, de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), com 41,6 doações pmp, seguido por Rondônia (40,5 pmp), Santa Catarina (39,4 pmp) e Rio de Janeiro com (26,9 pmp). A média nacional ficou em 19,1 pmp.

Ainda de acordo com a ABTO, o Paraná foi o Estado que mais realizou transplantes de rim de janeiro a junho deste ano, com 50,2 pmp, enquanto a média no País é de 29,9 pmp. O Estado também atingiu o terceiro lugar em transplantes de fígado, com 27,6 pmp – a média nacional ficou em 11,7 pmp.

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Segundo o Sistema Estadual de Transplantes do Paraná (SET/PR), em números absolutos, o Estado registrou 242 doadores de órgãos, que possibilitaram 431 transplantes de órgãos no primeiro semestre deste ano, além de 644 de córneas – o maior dado já registrado pelo SET/PR. Os dados de janeiro a agosto são ainda maiores, com 332 doadores, 601 transplantes de órgãos e 889 de córneas. Atualmente, 3,9 mil paranaenses aguardam na fila por um transplante.

Além desses números, também nesta segunda-feira, médico Juliano Gasparetto destacou na Assembleia que o Paraná conta com uma taxa de sobrevida de 95% em transplante renal. Ele tratou sobre a doação de órgãos durante o grande expediente, a convite da deputada Márcia Húçulak (PSD).

Mais projetos

Durante a sessão plenária, os deputados também aprovaram projetos de lei que concedem o título de utilidade pública a entidades e associações que atuam nos mais diversos setores.

Em primeira discussão avançaram iniciativas do deputado Samuel Dantas (Solidariedade), que concede o título à Associação Terapêutica e Paradesportiva Equocavalaria, de Curitiba (PL 227/2024); do Gugu Bueno (PSD), à LHPR/Paraná Handebol, de Toledo (PL 384/2024) e ao Instituto SPES, de Almirante Tamandaré (526/2024); do deputado Luiz Fernando Guerra (União), à Casa Padre Eduardo, obra unida à Sociedade São Vicente de Paulo de Terra Rica (PL 413/2024) e ao Instituto Azuris, de Pato Branco (513/2024); da deputada Cristina Silvestri (PP), ao Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Filhos da Capela, de Antonina (PL 447/2024); do deputado Tiago Amaral (PSD), à Associação dos Amigos e Moradores do Centro Histórico (CONCHA), de Londrina (PL 502/2024); e do deputado Gilson de Souza (PL), à Ação Social Irmandade Sem Fronteiras, de Curitiba (PL 518/2024).

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Aprovados em segundo turno e com dispensa de redação final, seguem para sanção os projetos do deputado Goura (PDT), que concede o título de utilidade pública ao Observatório Criativo, de Curitiba (PL 919/2024); do deputado Evandro Araújo (PSD), à Associação Projeto Estrela Mãe, de Paiçandu (PL 500/2024); e da deputada Luciana Rafagnin (PT), à Associação Tropeiros Raízes do Sul, de Itapejara D’Oeste (517/2024).

Para completar, foram aprovados dois projetos de decreto legislativo. O 8/2024 homologa os decretos do Poder Executivo nº 7.073 e nº 7.074, que alteram o Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação.

E o 9/2024, que homologa os decretos do Poder Executivo nº 7.138 e nº 7.139, que alteram o Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação

Transmissão

Os deputados voltam a se reunir nesta terça-feira (15), a partir das 14h30, e a sessão plenária terá transmissão ao vivo pela TV Assembleia, a partir das 14h30, por meio do canal 10.2, em TV aberta, e no canal 16, da Claro/NET. O conteúdo também pode ser acessado pelo canal do Youtube do Legislativo.

Fonte: ALPR PR

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Propostas em tramitação na Assembleia visam melhorar o ambiente escolar para estudantes com autismo

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Duas propostas que tramitam na Assembleia Legislativa do Paraná buscam visa promover um ambiente acolhedor e inclusivo para alunos com autismo. As proposições apresentadas na Casa pela deputada Flávia Francischini (União) e pelo deputado Jairo Tamura (PL) têm como objetivo substituir sinais sonoros por sinais musicais e disponibilizar tampões auriculares para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas paranaenses.

Apresentado pela deputada Flávia, o projeto de lei 87/2023 prevê que as medidas atinjam, além das escolas públicas, também os estabelecimentos particulares. “É uma medida que visa resguardar o bem-estar de crianças com autismo no ambiente escolar evitando incômodos sensoriais e reduzindo o risco de pânico. O sinal sonoro produz um alto ruído, muito similar ao som de uma sirene, o que pode gerar grande perturbação aos alunos que possuem hipersensibilidade auditiva. Essa condição é comum nos portadores de autismo, motivo pelo qual não é raro vermos crianças tapando os ouvidos quando expostas a barulhos intensos”, comentou a deputada.

Ela explica que o sinal musical também cumpre a função de alarme para indicar as horas de entrada, saída e os intervalos das aulas, mas, que em vez de usarem a sirene, eles podem usar músicas instrumentais, canções infantis e demais ritmos, a depender da escolha das equipes gestoras e da comunidade escolar. O texto também estipula multa no valor de 200 (duzentas) a 500 (quinhentas) Unidades Padrão Fiscal do Estado de Paraná – UPF/PR, a ser graduada de acordo com a gravidade da infração, o porte econômico do infrator, a conduta e o resultado produzido.

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Já o projeto de lei 176/2025, apresentado pelo deputado Jairo Tamura, prevê substituir sinais sonoros por sinais musicais e disponibilizar tampões auriculares para as escolas da rede pública estadual. “A medida pode melhorar o desempenho escolar e o bem-estar dos alunos, permitindo que se concentrem nas atividades pedagógicas e interajam socialmente de forma mais eficaz”, afirmou o deputado.

Números

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, indica que cerca de 1 em cada 44 crianças com até 8 anos é diagnosticada com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Abrangendo cerca de 1% a 2% da população mundial. No Brasil, há aproximadamente dois milhões de pessoas com autismo.

Dados do Censo da Educação Básica indicam que houve um crescimento no número de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) matriculados em salas de aula regulares no Brasil. No Paraná, segundo estes dados, esse aumento foi de 53,3% nas matrículas, o que elevou o total de alunos com autismo de 18.895 para 28.927. Além disso, alunos com autismo frequentemente apresentam hipersensibilidade sensorial, o que significa que são mais sensíveis a estímulos como sons, luzes e texturas. “Sons altos e repentinos, como os sinais sonoros tradicionais, podem causar desconforto, estresse e ansiedade, prejudicando o desempenho escolar e bem-estar destes alunos”, comentou o deputado Tamura.

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De acordo com a justificativa da proposta, a maioria das pessoas é capaz de suportar barulhos de até 120 decibéis. Já o limite de quem é hipersensível aos ruídos é de 90 decibéis. Através do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-III), o percentual foi de 53% e de 90% com alteração de sensibilidade para a modalidade auditiva, utilizando o Structured Interview for Assessing Perceptual Anomalies – ChildVersion (SIAPA-CV).

Os sinais sonoros das instituições de ensino públicas e privadas, também conhecidos como sirene ou cigarra eletrônica, podem gerar incômodos sensoriais às pessoas com TEA, devido a sua alta potência e intensidade, que podem ultrapassar facilmente os 110 decibéis. “A substituição de sinais sonoros por sinais musicais adequados e a disponibilização de tampões auriculares podem reduzir o desconforto e o estresse de alunos com TEA, criando um ambiente escolar mais acolhedor e inclusivo”, explicou Tamura. De acordo com o projeto, os tampões deverão ser disponibilizados pela Secretária Estadual de Educação.

Fonte: ALPR PR

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