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Audiência pública debate, nesta terça (12), PL do governo que muda legislação sobre licenciamento ambiental no PR

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Os deputados estaduais Arilson Chiorato (PT), presidente da Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa e Goura (PDT), membro titular do Conselho Estadual do Meio Ambiente – (CEMA), promovem, nesta terça-feira (12), às 9 horas, a Audiência Pública “Análise do Projeto de Lei nº 662/2024, que dispõe sobre normas gerais para o licenciamento ambiental no Estado do Paraná”.

O evento, que vai reunir diversos representantes de órgão ambientais e de entidades ambientais, além de outras autoridades, acontece, nesta terça-feira (12), às 9 horas, no Auditório Multiuso do Prédio Histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade, com acesso lateral pela Rua XV de Novembro. A audiência tem o apoio da Faculdade de Direito da UFPR.

Contra a urgência do PL 662/2024

Os dois deputados são contundentes ao criticar a forma como o governador Ratinho Jr encaminhou o projeto de lei para a Assembleia Legislativa por se tratar de mudanças que fragilizam a legislação sobre licenciamento ambiental no Paraná e retira competências do Conselho Estadual do Meio Ambiente.

“Regime de urgência virou regra quando o governo quer aprovar algo sem discussão com a população. Eu gostaria de ter mais tempo para ler, pesquisar e ouvir quem realmente entende do assunto sobre os 50 artigos do projeto, que vão flexibilizar a legislação ambiental, mas não vou ter. O futuro do Paraná tem sido decidido às pressas, de maneira unilateral. Isso é proposital e desrespeitoso”, afirma Chiorato.

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Afronta

“Este projeto de lei em regime de urgência é uma afronta à sociedade e à Assembleia Legislativa”, protesta Goura. “O governo do Paraná está mais uma vez se pintando de verde e dizendo para o mundo inteiro que nós somos o estado mais sustentável do Brasil, quando na prática estamos simplificando os processos de licenciamento ambiental e agindo contra as emergências climáticas”, diz.

Audiência pública

O presidente da Comissão de Meio Ambiente ressalta que, mesmo o projeto PL 662/2024 tramitando em regime de urgência, será realizada uma audiência pública para tratar do tema. “Esse PL é uma agressão ao meio ambiente. Estão criando o alvará do Ratinho Jr. Um verdadeiro absurdo!”, avalia.

“Convidamos autoridades no assunto que, com certeza, vão provar as ilegalidades e os riscos que essas mudanças vão ocasionar para nós, digo nós, porque, sim, nós sofremos diretamente os impactos do clima. Não vivemos num ecossistema isolado”, informa.

Ilegal e inconstitucional

O deputado Goura diz que o PL 662/2024 é inconstitucional porque fere os princípios da administração pública da legalidade e da publicidade e porque fere diversas normas legais relacionadas à legislação de proteção ambiental e da competência dos órgãos ambientais.

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“O governador Ratinho Jr quer passar a boiada novamente e atropelar a legislação de proteção ambiental do Paraná. É muito grave e não podemos permitir”, afirma.

“O PL 662/2024 representa um desmonte das políticas ambientais em plena emergência climática, um retrocesso total inadmissível quando precisamos salvar o planeta protegendo cada vez mais a natureza”, declara Goura.

Serviço:

Audiência Pública: “Análise do Projeto de Lei nº 662/2024, que dispõe sobre normas gerais para o licenciamento ambiental no Estado do Paraná”

Dia: 12de novembro, terça-feira,

Hora: às 9 horas.

Local: Auditório Multiuso do Prédio Histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade, com acesso lateral pela Rua XV de Novembro, Centro, Curitiba.

Fonte: ALPR PR

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Deputados propõem uso da IA para enfrentar emergências climáticas no Paraná

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Com chuvas cada vez mais intensas e longos períodos de seca, a emergência climática é uma realidade cada vez mais presente nas vidas dos moradores do Paraná. Para lidar com este cenário, os deputados estaduais Maria Victoria (PP) e Requião Filho (PT) conceberam um projeto para aliar o uso da Inteligência Artificial (IA) ao enfrentamento dos eventos climáticos extremos.

O PL 175/2025, apresentado nesta segunda-feira (31), permite que o Governo do Paraná firme parcerias com entidades públicas e privadas para operar a Inteligência Artificial. Junto a órgãos científicos, o Executivo deverá alimentar a ferramenta com informações atualizadas. “As medidas vão desde a comunicação imediata com demais entes federativos até a elaboração de planos de prevenção, mitigação e, quando necessário, evacuação da população”, exemplifica a deputada Maria Victoria, na justificativa do texto.

“A IA permitirá a análise contínua e em tempo real de grandes volumes de dados climáticos, identificando padrões. Isso deve auxiliar a Defesa Civil na resposta rápida e coordenada a desastres climáticos, permitindo medidas preventivas, principalmente”, ilustra Requião.

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O apoio da IA deve auxiliar ainda no aprimoramento de sistemas de controle das emissões de gases do efeito estufa das cadeias produtivas, na criação de sistemas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas e o aprimoramento das estações climáticas e hidrológicas, tal como a instituição de um sistema de vigilância em saúde associado às doenças climáticas e à poluição atmosférica, detalha o texto.

O projeto cita ainda benefícios como o cumprimento de acordos internacionais e fortalecimento da imagem do país no cenário internacional, otimização da eficiência energética, elevação da produção agrícola e auxílio na elaboração de políticas de sustentabilidade.

A proposta ainda deve tramitar pelas comissões da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Legislação e debate

O projeto chega na Alep em um momento no qual a IA é amplamente discutida pelo Poder Público. No último mês, duas propostas que definem os usos da IA na Administração Pública foram aprovadas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa. Em outubro, o Executivo realizou o evento “Potencial da Inteligência Artificial no Serviço Público” para incentivar soluções com IA. “Inteligência Artificial e Mudança do Clima”, organizado pelo governo federal em janeiro, discutiu como a IA pode acelerar as ações climáticas.

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“O Paraná precisa ser um Estado atento, que integra conhecimento científico e políticas públicas. Entendo que a IA deve ser utilizada como uma ferramenta para a tomada de decisões rápidas, técnicas e baseada em dados”, concluiu Requião.

Fonte: ALPR PR

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