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Tecpar lança edital de atração de empresas para seu programa de incubação tecnológica

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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) lançou, nesta terça-feira (7), o novo edital para atração de startups ou empresas com base no conhecimento para o ingresso à Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec). Serão duas modalidades de incubação: residente, no Campus CIC do instituto, e não residente – no total, são ofertadas 20 vagas.

O conceito de startups ou empresas com base no conhecimento está baseado na Lei da Inovação do Paraná (Lei Estadual 20.541/21), que enquadra nesta categoria empreendimentos cujos produtos, design, processos ou serviços sejam preponderantemente decorrentes dos resultados de suas atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e de inovação.

De acordo com o gerente do Setor de Parques e Incubadoras Tecnológicas, Rogério de Oliveira, o grande diferencial deste edital em relação aos anteriores diz respeito ao valor pago pelos empreendedores, que será bem reduzido durante o programa de incubação.

“Como uma incubadora do Governo do Estado, o papel do Tecpar está direcionado na promoção do empreendedorismo tecnológico inovador com foco na geração de mais empregos, melhoria de renda e aumento na arrecadação do próprio Estado por meio da atividade econômica. Desta forma, os interessados terão esse incentivo para iniciar suas empresas com o apoio do Tecpar”, pontua.

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ABRANGÊNCIA – O edital prevê que o processo de incubação está voltado a empresas que atuem nas seguintes áreas temáticas: saúde, saúde pública e atenção à saúde; bioprodutos; tecnologias para turismo; cidades inteligentes; e sustentabilidade ambiental e energias renováveis.

Ao se candidatar ao processo de incubação, a empresa precisa demonstrar a inovação em seu produto. Ao ingressar na Intec, vai percorrer duas trilhas previstas no edital, de negócio e de tecnologia, que têm como fases, respectivamente, a implantação da empresa, seu crescimento, a consolidação comercial e sua graduação e, ainda, o desenvolvimento e aprimoramento da tecnologia que será alvo da incubação.

Do total de vagas, até duas são para a modalidade residente.

INFRAESTRUTURA – Tanto a empresa que ingressar na modalidade residente quanto na não residente terá à disposição valores especiais para ter acesso à infraestrutura do Tecpar para apoio tecnológico, como serviços de calibração, de ensaios laboratoriais físico-químicos e microbiológicos, de certificação da conformidade e de informação e extensão tecnológica.

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Na incubadora, o empreendedor contará com serviços de assessoria e consultoria especializados, bem como acesso a um laboratório com serviços de impressão 3D e de prototipagem de placas de circuito impresso.

EDITAL – As propostas para ingresso ao programa da Incubadora Tecnológica do Tecpar podem ser enviadas até fevereiro de 2024 e o edital está disponível no site do Tecpar.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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