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Tecpar é contemplado com recursos federais para modernização de laboratórios

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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está entre 19 instituições contempladas com uma suplementação de recursos não reembolsáveis de chamada pública lançada em 2021 pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O edital do governo federal selecionou propostas para a concessão de apoio financeiro para parques tecnológicos em operação e em implantação em diferentes regiões do Brasil.

Com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), o resultado da chamada pública, divulgado em 2022, sinalizou concessão de R$ 316 milhões para 29 projetos. Agora, a suplementação destina mais R$ 240 milhões para o financiamento das propostas não contempladas no ano passado, incluindo os projetos do Tecpar e de outras duas instituições paranaenses. O Paraná receberá o montante de R$ 43,1 milhões, valor que equivale a aproximadamente 18% do total suplementado.

O projeto do Tecpar prevê R$ 14 milhões para a modernização da estrutura de laboratórios multiusuários de saúde e meio ambiente do Parque Tecnológico da Saúde. A partir desse investimento, a instituição pretende agilizar diagnósticos e a proposição de soluções para empresas instaladas no próprio parque e também demandas externas. O aporte financeiro será aplicado na aquisição de equipamentos e em obras de adequação física da estrutura laboratorial, a fim de dinamizar o atendimento às empresas associadas e incubadas.

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Vinculado à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o Tecpar é referência na produção de medicamentos biológicos, vacinas e kits de diagnóstico para uso animal e humano. No Parque Tecnológico da Saúde estão instalados o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), que desenvolve soluções focadas em saúde e bem-estar social, e o Instituto Carlos Chagas (ICC), unidade técnico-científica regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Paraná.

O parque também abriga a Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), considerada a principal porta de entrada para empresas inovadoras e de base tecnológica da área da saúde. A Intec atua para inserir no mercado produtos e serviços desenvolvidas por essas empresas.

RECONHECIMENTO – Segundo o presidente do Tecpar, Celso Kloss, o repasse de recursos demonstra o reconhecimento dos parques tecnológicos no cenário de inovação nacional. “Esse apoio fortalece o Tecpar no conceito de tecnoparques, que são são ativos importantes nas estruturas de inovação tecnológica dos estados. Além disso, fortalece a rede de parques estaduais, já que outras unidades também foram contempladas. A relação em rede acaba promovendo um efeito de sinergia entre as iniciativas desenvolvidas em vários lugares”, salienta.

O coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Paulo Renato Parreira, destaca o compromisso governamental para ampliar e fortalecer os ambientes de inovação. “O governo está comprometido com a ampliação e o fortalecimento dos ambientes promotores de inovação paranaenses, para incentivar e impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento científico e tecnológico local e regional, com aumento da competitividade empresarial e interação das instituições de ciência e tecnologia com o segmento produtivo empresarial”, afirma.

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Além do Tecpar, a suplementação de recursos prevê a liberação de R$ 14,1 milhões para o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná; e R$ 15 milhões para a Liga Paranaense de Combate ao Câncer, mantenedora do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba. As demais instituições contempladas estão nos estados do Ceará (1), Minas Gerais (3), Pará (1), Paraíba (1), Rio Grande do Sul (6), Santa Catarina (2) e São Paulo (2).

ORÇAMENTO – Como efeito da recomposição do FNDCT neste ano, o Conselho Diretor do Fundo aprovou a suplementação de recursos para atender propostas qualificadas em editais lançados no âmbito do Plano Anual de Investimentos (PAI) de 2021 e 2022. Essa ação beneficiou 133 projetos da Finep: 55 da Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que abrange os parques tecnológicos; e 78 da Diretoria de Inovação.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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