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Saúde promove capacitação para diagnóstico e notificação de anomalias congênitas

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), realizou nesta quarta-feira (7) em Curitiba, uma oficina de capacitação estadual sobre anomalias congênitas. O evento reuniu cerca de 200 gestores e profissionais da vigilância epidemiológica, rede hospitalar e atenção primária de todo Estado. O principal objetivo da capacitação é qualificar os profissionais da assistência em saúde quanto ao diagnóstico e notificação, bem como reforçar a importância da notificação na Declaração de Nascidos Vivos (DNV).

“O Governo do Estado acolhe pacientes com anomalias congênitas e doenças raras de forma diferenciada e especial. Essa capacitação é muito importante para qualificar os dados e consequentemente prover a integralidade do atendimento e do acompanhamento que esses pacientes demandam”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesa, Acácia Nasr, a principal orientação é para que os profissionais que atuam diretamente com o pré-natal, parto e puerpério, realizem o diagnóstico e a notificação dos casos, garantindo ao Estado dados mais precisos para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à saúde das crianças.

“As anomalias congênitas aumentam a morbimortalidade e o impacto não é só para o Estado, mas para toda população. É muito importante que aconteça a notificação e a qualificação dessa informação na DNV, para que as políticas públicas sejam mais assertivas e promovam a essas crianças e seus familiares uma maior qualidade de vida”, disse.

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CASOS – No Paraná, entre os anos de 2019 a 2023, a taxa média de nascidos vivos com anomalias congênitas ao nascer foi de 6,7%. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), entre os anos de 2012 e 2022 foram registrados em todo Brasil 37.126.352 nascidos vivos, dos quais 309.140 (0,83%) apresentaram alguma anomalia congênita. Em média, 23.793 nascidos vivos ao ano apresentaram alguma anomalia congênita.

O consultor técnico da coordenação da Unidade de Vigilância de Anomalias Congênitas do Ministério da Saúde, João Matheus Bremm, explicou que há subnotificação significativa desses casos no Sinasc, uma vez que o estimado para a população é cerca de 3% dos nascidos vivos com alguma anomalia congênita, entretanto, são registrados apenas 0,87%.

“A notificação é o primeiro passo para que a gente consiga planejar uma melhora nas condições de vida e de atendimento dessas crianças, além disso, com a qualificação desta informação, é possível monitorar possíveis surtos, como a epidemia de síndrome congênita do zika vírus ocorrida em 2015”, explicou.

MATERNO-INFANTIL – O Paraná possui a Linha de Cuidado Materno-Infantil, que é composta por um conjunto de ações para assegurar às gestantes o acesso, o acolhimento e a resolutividade, por meio de modelo de atenção voltado ao pré-natal, parto e nascimento seguros. Essas ações propiciam à criança crescimento e desenvolvimento saudáveis nos seus dois primeiros anos de vida.

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Neste modelo, as gestantes com diagnóstico de má formação são assistidas pela equipe da Atenção Primária à Saúde (APS) em conjunto com a equipe multiprofissional especializada, para que haja o acolhimento, esclarecimento do caso e acesso de outros serviços e procedimentos, conforme a necessidade de cada caso.

ANOMALIAS – As anomalias congênitas são um grupo de alterações estruturais ou funcionais que ocorrem durante a vida intrauterina e que podem ser detectadas antes, durante ou após o nascimento. Podem afetar diversos órgãos e sistemas do corpo humano e são causadas por um ou mais fatores genéticos, infecciosos, nutricionais e ambientais, podendo ser resultado de uma combinação desses fatores.

Entre as anomalias congênitas mais comuns, estão as cardiopatias congênitas que são alterações na estrutura ou função do coração; os defeitos de membros, como membros ausentes, supranumerários ou com desenvolvimento alterado; os defeitos de tubo neural, que se relacionam a uma falha no fechamento adequado do tubo neural embrionário, como a anencefalia e a espinha bífida; e as anomalias cromossômicas, como a síndrome de Down.

Fonte: Governo PR

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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