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Saúde promove capacitação para aprimorar combate à dengue na região Sudoeste

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Durante três dias, cerca de 200 pessoas estiveram reunidas, no município-sede da 8ª Regional de Saúde de Francisco Beltrão para fortalecer o enfrentamento à dengue na região Sudoeste do Paraná. O objetivo do encontro, iniciado na terça-feira (22), foi uma capacitação para o controle de vetores, voltada para Agentes de Combate às Endemias (ACEs), coordenadores e supervisores do Programa de Controle da Dengue dos 27 municípios de abrangência regional.

Organizada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e da 8ª RS, a capacitação deu continuidade a um trabalho permanente para aprimorar as estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Os profissionais participantes receberam instruções práticas e teóricas sobre controle de criadouros, uso de equipamentos, técnicas de bloqueio de transmissão e manejo de situações emergenciais, com o suporte da Seção de Apoio Logístico de Insumos e Equipamentos (Scali) de Maringá e da equipe do núcleo de vigilância entomológica da 19ªRS de Jacarezinho, especialistas nesta área.

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“A iniciativa busca fortalecer as ações preventivas e aumentar a eficiência das equipes municipais no combate às doenças transmitidas por vetores, que são uma prioridade de saúde pública”, enfatizou a chefe da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores da Sesa, Emanuelle Gemin Pouzato.

“Com o apoio técnico especializado, os profissionais capacitados estarão aptos a multiplicar o conhecimento adquirido em seus municípios, colaborando para a redução da infestação do mosquito e da incidência de doenças na região”, disse ela.

A região teve um número expressivo de casos no último período epidemiológico (2023/2024). Das 22 Regionais de Saúde, a 8ª RS foi a terceira com o maior número de casos confirmados (61.479), ficando atrás somente da 17ª de Londrina (78.742) e da 10ª de Cascavel (68.071). Em relação aos óbitos nessa região, 80 pessoas morreram em decorrência da doença. No atual período sazonal o número é de 111 casos, sem óbitos.

“Essa ação reafirma o compromisso da Sesa frente às estratégias para o controle de vetores no Paraná. O combate das arboviroses não tem dia marcado, acontece de janeiro a janeiro, e a capacitação das equipes que estão na linha de frente em cada um dos municípios é uma importante ferramenta para fortalecermos as ações de prevenção”, disse Nádia Zanella, diretora da 8ªRS.

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Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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