NOVA AURORA

PARANÁ

Sanepar antecipa metas e Toledo alcança universalização do saneamento

Publicado em

Os investimentos da Sanepar em Toledo, no Oeste do Estado, nos últimos anos, contribuíram para que o município alcance a meta de universalização do saneamento, chegando em 90% de atendimento com coleta de esgoto, ainda em 2024. Entre a ampliação da Estação de Tratamento Rio Toledo, a instalação de novas redes de coleta e a implantação de uma unidade de bombeamento, os investimentos ultrapassaram R$ 56 milhões.

“Os investimentos em saneamento comprovam o compromisso do Paraná e da Sanepar para com as causas sociais e ambientais. Estamos promovendo uma gigantesca mobilização de obras e investimentos para levar a melhoria da qualidade de vida à população, com cuidado e respeito para com o meio ambiente”, destaca o diretor-presidente da companhia, Wilson Bley.

Em novembro, a Sanepar colocou em operação uma nova unidade de bombeamento de esgoto, a Estação Elevatória São Francisco, que permitiu o acesso de mais 4 mil imóveis à rede de coleta pública. Para efetivar as interligações desses domicílios, mais de 60 quilômetros de redes coletoras e aproximadamente de 8 quilômetros de tubulações auxiliares foram executados.

Leia Também:  Soluções em saneamento: startups começam novo ciclo de inovação na Sanepar

A nova estação, localizada no final da Rua Ana Iachombeck, próxima do Rio São Francisco, terá capacidade para bombear 54,40 litros por segundo. Além disso, houve a interligação à rede pública de esgoto dos imóveis dos loteamentos Sandri e Casagrande. Os investimentos foram da ordem de R$ 24 milhões.

Estas obras tornam possível o acesso de 56,8 mil domicílios de Toledo ao serviço de esgotamento sanitário, entre o fim de 2024 e início de 2025.

Para o segundo semestre de 2025 estão previstas as implantações das ligações dos empreendimentos imobiliários que ainda não estão conectados à rede pública tais como os loteamentos Novos Tempos, Arco Íris, Lorenzetti e Egon Pudell.

De acordo com o gerente regional Eduardo Arrosi, o conjunto de obras e serviços de interligações de redes já existentes ao sistema é um trabalho constante da Companhia para manter os indicadores de coleta de esgoto.

ETE RIO TOLEDO – As obras de ampliação da estação de tratamento de esgoto Rio Toledo estão em fase final e a unidade está em operação assistida. A unidade foi ampliada em 50%, que foi primordial para a incorporação de novas unidades ao sistema de tratamento. Na Sanepar, todo esgoto coletado recebe tratamento adequado de acordo com as normas ambientais para preservação dos rios.

Leia Também:  Governador sanciona três leis que vão incentivar o turismo no Paraná

Os investimentos na ETE Rio Toledo, que superam R$ 32 milhões, permitem que a capacidade de tratamento dela, que é de 100 litros por segundo, salte para 150 litros por segundo. “Além disso, a tecnologia de tratamento também será alterada, utilizando um processo ainda mais eficiente, melhorando ainda mais a qualidade do efluente para preservar a qualidade da água do rio receptor”, diz Arrosi.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:

Advertisement

PARANÁ

Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

Published

on

By

Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

Leia Também:  Pesquisa vai identificar preferências dos turistas na Mata Atlântica

Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

Leia Também:  Pela 1ª vez, Paraná entregará kits escolares para todos os alunos da rede estadual

LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA