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Produtores do oeste catarinense defendem Nova Ferroeste como essencial para integração do Sul

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O Paraná e Santa Catarina lideram produção e exportação de carne suína e de frangos e, por isso, o projeto da Nova Ferroeste inclui o ramal conectando Cascavel (PR) a Chapecó (SC), o que vai agilizar e reduzir custos do trânsito de grãos vindos do Mato Grosso do Sul para alimentar os animais nas propriedades do oeste catarinense e paranaense, com retorno de carne suína e de frango para exportação.

O transporte de insumos e produtos é fundamental para o bom desempenho da indústria de alimentos, essencial para a economia dos três estados abrangidos pela Nova Ferroeste. O tema foi amplamente discutido no Simpósio da Integração Logística do Sul, realizado nesta terça-feira (12) durante a Feira Mercoagro, realizada em Chapecó.

Proposto pelo Governo do Paraná, o projeto da Nova Ferroeste prevê a ligação por trilhos dos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Com 1.567 km de extensão a nova malha terá um tronco principal de Maracaju (MS) a Paranaguá e dois ramais a partir de Cascavel para Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, e para Chapecó, no oeste catarinense.

O ramal de Chapecó terá 263 quilômetros de trilhos que vão passar por 11 municípios do Paraná (Boa Esperança do Iguaçu, Bom Sucesso do Sul, Cascavel, Catanduvas, Dois Vizinhos, Itapejara d’Oeste, Marmeleiro, Renascença, Três Barras do Paraná, Verê, Vitorino) e sete municípios de Santa Catarina (Bom Jesus do Oeste, Campo Erê, Modelo, Pinhalzinho, Saltinho, São Bernardino e Serra Alta). Estão previstos 18 túneis e 31 pontes e viadutos.

Santa Catarina consome anualmente de 5 milhões a 7 milhões de toneladas de milho e soja produzidos, na sua maioria, no Mato Grosso do Sul, além do Paraná e Paraguai. Somados ao farelo e óleo de soja, estes insumos alimentam os plantéis espalhados nas cidades do Interior. Já o Mato Grosso do Sul planeja expandir a produtividade atual de 4 milhões de hectares plantados para 6 milhões de hectares nos próximos oito anos. Ou seja, a Nova Ferroeste casa oferta e demanda.

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Segundo o assessor da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Tecnologia e Inovação do governo do MS, Lúcio Lagemann, a ideia é aumentar o fluxo de cargas com destino ao Paraná e Santa Catarina. “Seremos um polo de fornecimento de soja e milho para o Paraná, Santa Catarina e até o Rio Grande do Sul. O que precisamos é de uma estrutura logística eficiente porque são produtos transportados em grande volume e que precisam chegar em tempo hábil”, disse.

Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, os estados precisam unir esforços. “O Paraná tem trabalhado para melhorar a infraestrutura das rodovias, com a nova concessão, e se dedica para ampliação da malha férrea. Com a Nova Ferroeste, vamos reduzir em um quinto o tempo de frete de um contêiner de Cascavel a Paranaguá”, disse.

LOGÍSTICA – O ramal proposto no projeto entre Cascavel e Chapecó vai transformar a logística atual, exclusivamente realizada pelo modal rodoviário. Ao se conectar ao chamado tronco principal entre Maracaju e Paranaguá, o ramal será um grande corredor de grãos vindos do Mato Grosso do Sul, que vão retornar das indústrias como proteína animal para abastecer o mercado interno e externo.

A agroindústria representou 31% do PIB (Produto Interno Bruto) de Santa Catarina em 2022. A produção e o processamento de carnes (aves e suínos) empregam 60 mil trabalhadores diretos e 480 mil indiretos. A região oeste produz diariamente 500 contêineres de proteína animal.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó, Leonir Broch, destacou a necessidade de melhorar as conexões entre empresas instaladas na região, com crescimento anual acima dos dois dígitos. “Chapecó e região constroem frigoríficos desde a fundação até o abate final com as melhores tecnologias do mercado. Nesta feira um dos pontos fundamentais foi reunir os três estados do Sul e o Mato Grosso do Sul para discutir os gargalos logísticos. A falta de infraestrutura adequada desencadeia um custo adicional muito elevado”, afirmou.

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“Entendemos que o Sul deve se fortalecer para promover o desenvolvimento integrado dos estados que compõem essa região”, complementou Beto Martins, secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina.

O coordenador do Plano Ferroviário do Paraná, Luiz Henrique Fagundes, destacou o ganho de custo na ordem de 30% em relação ao modal rodoviário com a implantação da ferrovia. “Certamente novos mercados vão se abrir para o setor produtivo. Isso vai melhorar a margem e permitir que sejam feitos mais investimentos, gerando novos empregos em todas as regiões por onde a ferrovia passar”, afirmou.

A cooperativa Aurora Alimentos, em operação em Chapecó desde 1969, possui 40 mil funcionários diretos e 65 mil cooperados. Produz linguiças, frios, suínos, frangos, lácteos, pães, vegetais e pescados que abastecem o mercado nacional e são exportados para 80 países. Representantes da cooperativa também estão animados com o projeto.

“A logística interna é hoje um dos nossos grandes entraves. Temos a questão do suprimento de grãos, estimamos que em torno de 5 milhões toneladas de grãos precisam ingressar por ano de outros estados, especialmente do Centro-Oeste e também do Paraguai. A construção de uma ferrovia não pode ficar só no sonho. O projeto da Nova Ferroeste é o caminho mais curto para podermos continuar a ser competitivos”, disse o presidente da cooperativa, Neivor Canton.

MERCOAGRO – A Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização de Carne (Mercoagro) acontece entre os dias 12 e 15 de setembro em Chapecó. São 235 expositores de empresas brasileiras e estrangeiras. A expectativa é receber mais de 15 mil visitantes.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

No México, Viaje Paraná intensifica a promoção dos atrativos turísticos do Estado

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O trabalho de promoção, apresentação e atração de investimentos ao turismo paranaense em nível internacional segue a todo vapor. O Governo do Estado, por meio do Viaje Paraná – órgão de promoção comercial do setor –, está presente no Roadshow Festival Brasil, no México. Equipes do órgão participam das programações desde o início da semana, com foco em estreitar laços e abrir novos campos de mercado ao Paraná.

O evento itinerante já passou por duas localidades do país (Cidade do México e Guadalajara) e nesta quinta-feira (3) encerra a programação em Monterrey. O festival é uma oportunidade ao Paraná, que pode apresentar seus potenciais, atrativos e serviços ao trade mexicano, um dos mercados turísticos que mais cresce no mundo.

A participação do Viaje Paraná na programação internacional faz parte dos planos do Estado, que tem como foco atrair turistas e colocar o Paraná nos holofotes do turismo e do mercado mundial de viagens. Com mais de 130 milhões de habitantes, o México é um mercado em expansão, com viajantes que buscam novas experiências culturais, naturais e gastronômicas – todas encontradas em abundância no Estado.

“Estamos falando de um grande país, que também tem uma das maiores economias da América. Estar aqui e poder conversar, apresentar e introduzir ao mercado mexicano o quão atrativo é o Paraná, não tem preço”, disse Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná. “Enquanto órgão de promoção, nossa expectativa é ampliar o nosso mercado, investindo no trade sul-americano, europeu e agora norte-americano, disseminando o grande potencial do turismo paranaense”.

RESULTADOS NA PRÁTICA – Em cada cidade, o Viaje Paraná realizou uma capacitação do trade mexicano sobre as potencialidades do Estado, sendo destaque em muitos momentos do evento. Foram apresentados potenciais turísticos, como Foz do Iguaçu (Oeste), Curitiba e o Litoral paranaense, além da sua diversidade cultural, natural e gastronômica.

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Adriana Goméz é gerente da empresa Imacop Internacional, de Guadalajara. Ela aprovou a capacitação e comentou que espera ver os destinos paranaenses configurando cada vez mais nas agências mexicanas. “Essa capacitação que tivemos sobre o Paraná foi muito interessante, porque pudemos aprender mais sobre Curitiba e outros destinos que não conhecíamos, com muitos atrativos e pontos turísticos chamativos. Eu espero que os viajantes se interessem por esses destinos e que as agências os incluam na oferta mexicana”, disse a mexicana.

“Estou muito feliz de conhecer os estados brasileiros. Nós mandamos muitos turistas ao Brasil e percebemos que o Paraná é um destino em potencial, pela localização, oferta e belezas. Eu adorei saber mais sobre o turismo de Curitiba e fiquei surpreso, porque não sabia que as Cataratas do Iguaçu ficavam nesse Estado. A capacitação foi muito eficiente”, disse Hermano Gomez, participante do evento, também de Guadalajara.

EM ALTA – O Road Show Festival no México tem como objetivo promover o Brasil como destino turístico tendência, atraindo operadoras de turismo, jornalistas, agentes de viagens e demais profissionais mexicanos especializados no setor.

A interação direta entre o trade turístico brasileiro e mexicano aumenta as oportunidades de vendas e parcerias comerciais no futuro. Em 2022, o número de turistas mexicanos no Brasil foi de 52.171, enquanto de janeiro a setembro de 2023 foram 52.725 visitantes e, no mesmo período de 2024, 63.872 viajantes.

“O México é um mercado em que as pessoas viajam muito, por isso a importância de estarmos aqui. Foz do Iguaçu é um dos focos da nossa apresentação para esse público, ao lado de Curitiba, muito pela configuração cosmopolita da Capital, porque os mexicanos buscam esse tipo de mercado, com alta gastronomia e boa oferta de hospedagens”, explicou Marcelo Martini, diretor de Operações e Segmentação Turística do Viaje Paraná.

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SEQUÊNCIA – De lá, a equipe do órgão de promoção comercial segue sua missão internacional, com foco no mercado norte-americano. Ela parte para Miami, nos Estados Unidos, onde acontece o Seatrade Cruise Global 2025, evento que promove o contato de destinos com as grandes operadoras náuticas e de navios de cruzeiro.

A programação é uma oportunidade de continuar negociações e conversas já iniciadas no Seatrade de 2024. Neste ano, devem ser apresentados novamente os potenciais do Litoral paranaense, que já contou com duas temporadas de cruzeiros e outras paradas feitas a parte.

Na semana passada, o navio Scenic Eclipse fundeou na Baía de Paranaguá, com mais de 200 turistas vindos dos Estados Unidos que tiveram a oportunidade de conhecer a Ilha do Mel. A embarcação é operada pela Royal Caribbean, grande empresa de navios de cruzeiros com sede em Miami, onde acontece o evento Seatrade.

Já as temporadas de navios de cruzeiros em Paranaguá aconteceram entre dezembro de 2023 e março de 2024 – com 16 paradas em que mais de 39 mil turistas foram recepcionados – e entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, quando foram movimentadas mais de 19 mil cruzeiristas, em oito paradas no Litoral do Paraná.

Fonte: Governo PR

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