NOVA AURORA

PARANÁ

Paranaenses têm percepção positiva do turismo e 82% querem viajar, aponta pesquisa

Publicado em

Uma pesquisa realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Turismo (Setu), mostra uma percepção positiva da população em relação à atividade no Paraná. O levantamento aponta que a maioria dos 1.880 paranaenses participantes prevê viajar dentro do próprio Estado nos próximos meses.

A coleta de informações ocorreu pela internet ao longo de 35 dias – entre 15 de maio e 18 de junho – nas 19 Regiões Turísticas do Estado. Entre os destaques do trabalho estão o perfil do turista paranaense por gênero, faixa etária, atividade profissional, hábitos de consumo e as localidades escolhidas para passeios e viagens. A pesquisa retrata, ainda, quantas viagens, em média, o paranaense faz por ano, as motivações e como veem as políticas e investimentos no turismo em seus municípios.

Apresentados nesta quinta-feira (20), em evento online, os resultados da Pesquisa de Opinião sobre Hábitos de Consumo e Percepções da População do Paraná sobre o Turismo vão contribuir para uma melhor compreensão das motivações e desafios relacionados às práticas turísticas dos paranaenses e, ao mesmo tempo, identificar demandas de melhorias e oportunidades para o setor no Estado.

Os dados e informações relativos ao turismo no Paraná fornecem insights sobre como a atividade é percebida pela população em relação aos benefícios. “Além de fornecer dados demográficos, as informações vão contribuir para a estratégia de gestão do turismo e no desenvolvimento de políticas públicas segmentadas, conforme as características dessa população”, afirmou o secretário estadual de Turismo, Marcio Nunes. 

De acordo com ele, o objetivo é elaborar um planejamento com base em dados reais, a fim de dar suporte ao crescimento do setor, sempre com foco nos pilares do Governo do Estado, que são o desenvolvimento com sustentabilidade e a preservação do meio ambiente.

Leia Também:  Após Vitorino e Araucária, PCPR na Comunidade chega à Ilha do Mel e Campo Magro

RESULTADOS – A pesquisa mostra que 82,2% dos participantes preveem viajar dentro do Paraná neste segundo semestre. Dos 17,8% que não pretendem viajar pelo Estado, 44,2% planejam ir para outras unidades da Federação; 30,6% informaram que não têm condições financeiras para turismo; 9,4% não têm hábito de viajar; 8,1% preferem viajar para outros países; e 7,7% não viajam por questões familiares.

As principais motivações para fazer uma viagem de turismo, de acordo com os dados levantados, é relaxar e descansar, provar a gastronomia e os produtos locais, visitar lugares históricos e culturais, e praticar atividades em contato com água. As caminhadas curtas e contato com a natureza também estão entre as preferências. 

Entre os participantes, 37,8% realizaram entre duas e quatro viagens no último ano e 28% ao menos uma viagem. Dos que pretendem fazer turismo no Estado nos próximos seis meses, 45,6% vão para o Interior do Paraná, 56,7% planejam ficar de três a cinco dias no destino escolhido e 28,2% opinaram por fazer uma viagem de curta e média distância, de um a dois dias.

A pesquisa conseguiu captar diferentes gerações – a maioria dos participantes que viaja (38%) tem de 36 a 50 anos. Outras faixas etárias que também pontuam foram de 50 a 65 anos (26,6%); 25 a 35 anos (24,3%); e entre 18 e 24 anos (8%). Acima de 65 anos, apenas 3,2% viajam.

Leia Também:  De faxineiro a eletromecânico: Agências do Trabalhador têm 21,7 mil vagas disponíveis

Carro é o principal meio de locomoção (80%) e hotel é o mais citado local de hospedagem (29%) – casa de amigos ou parentes (20,6%) aparece na sequência.

A população feminina é predominante entre os viajantes – representa 55,1% desse público. A masculina aparece com 43,8%.

PERCEPÇÃO – A pesquisa também identificou que a população do Paraná tem uma percepção positiva sobre o turismo em suas cidades e regiões: 36,4% consideram que a atividade beneficia a economia local e 19,8% citaram a criação de empregos para a população. O aumento da visitação turística nos municípios do Estado nos próximos cinco anos é almejado pela grande maioria: 73,5% dos participantes da pesquisa.

Já em relação às principais preocupações dos paranaenses em relação ao setor, 21,9% indicou uma falta de compreensão sobre a área e potencial dano ao meio ambiente e recursos naturais foi um tópico apontado por 19%. 

O coordenador de Promoção e Inteligência Turística, Yure Lobo, citou o comprometimento da Secretaria do Turismo em disseminar informações valiosas e confiáveis para o setor. “Nosso objetivo é alcançar o maior público possível e contribuir para o crescimento e aprimoramento das atividades turísticas. Desta forma, convidamos as pessoas a acessar e compartilhar o conteúdo”, afirmou.

METODOLOGIA – A pesquisa foi realizada por meio do método survey online (abordagem que utiliza formulários digitais para coletar informações), com ampla divulgação por meio de mailings, imprensa e redes sociais. Teve amostragem aleatória simples.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

Published

on

By

O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

Leia Também:  Após Vitorino e Araucária, PCPR na Comunidade chega à Ilha do Mel e Campo Magro

O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

Leia Também:  Paraná recebe equipe de Minas Gerais para troca de experiências sobre inovação

CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA