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Paraná será pioneiro no teste de locomotivas híbridas com menor impacto ambiental

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A empresa Rumo, operadora logística ferroviária que atua no Paraná, apresentou nesta terça-feira (3) a autoridades do Estado as novas locomotivas híbridas que deverão circular a partir deste mês de outubro. Durante evento em Curitiba, também foi assinado um termo de autorização para uso dos maquinários no trecho da Ferroeste entre Cascavel e Guarapuava.

Serão as primeiras locomotivas híbridas a circular no País. Elas têm foco em reduzir as emissões de CO2 e contribuir para os estudos de desenvolvimento de novos maquinários nesse modelo. Os testes para avaliar a performance das novas locomotivas serão realizados durante seis meses. As duas locomotivas serão utilizadas para compor os trens que percorrem o trecho da Ferroeste entre Cascavel e Guarapuava e o trecho da Rumo entre Guarapuava e a estação de Desvio Ribas, no município de Ponta Grossa.

Desenvolvidas pela Progress Rail, provedora de soluções e tecnologias de infraestrutura e material para ferrovias, o modelo GT38H funciona com sistema Diesel-Elétrico em conjunto com um banco de baterias. A energia usada para alimentar os motores de tração pode ser proveniente de motores diesel ou de um banco de baterias. Neste caso, a energia é regenerada durante a operação do freio dinâmico ao invés de ser dissipada em forma de calor por meio de resistores de alta potência.

Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, trata-se de uma oportunidade de renovação e adoção de uma nova tecnologia para o Estado. “São duas locomotivas híbridas, únicas no mundo e com menos emissão de CO2, com tecnologia desenvolvida no Paraná”, disse.

O secretário destacou, ainda, o investimento realizado na Portos do Paraná para recepcionar cargas de vagões. “Seguimos trabalhando no Porto de Paranaguá, o mais eficiente do Brasil pelo quarto ano consecutivo, para a chegada de cada vez mais trens através do Moegão, que é também uma parceria com a Rumo”, acrescentou.

Para o diretor-presidente da Ferroeste, André Luís Gonçalves, a parceria entre o Governo do Estado e a Rumo é importante para o desenvolvimento logístico do Paraná. “O que queremos é avançar no modal ferroviário e essas locomotivas, somadas a todo o investimento que vem sendo realizado pelo governo em infraestrutura e logística são, sem dúvida, o pontapé para um crescimento mais verde”, afirmou.

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TECNOLOGIA – Um dos destaques das novas locomotivas é a capacidade de gerar menor impacto ambiental. O modelo é 22% mais econômico no consumo de combustível do que os utilizados na operação atualmente. Além disso, o uso das baterias como fonte de energia acrescenta um ganho de 15% nessa economia. Soma-se a isso os benefícios do motor mais moderno e a expectativa é que a economia chegue a até 42% no consumo de diesel. As locomotivas também se destacam pela redução de barulhos, fazendo com que tenham um menor impacto sonoro.

Daniel Rockenbach, vice-presidente de Operações da Rumo, explicou que os resultados na fábrica apresentados pela Progress foram positivos e indicam que o modelo pode contribuir para o futuro das operações no setor ferroviário. “Com a operação na nossa malha e no trecho da Ferroeste poderemos avaliar a performance considerando as características da via e carga transportada. É um processo importante para analisar a viabilidade de ampliar o uso de locomotivas utilizando esse sistema”, explicou.

Frente à nova tecnologia da hibridização, novos parâmetros para controle da performance e segurança foram implementados, podendo ser monitorados remotamente, permitindo antever possíveis falhas. Já as baterias são acionadas automaticamente pelo sistema da locomotiva, alinhada à potência exigida pelo maquinista para o trecho em que irá circular.

“Estamos otimistas com esse projeto desenhado em parceria com a Ferroeste e a Progress, sobretudo com os avanços tecnológicos que essa locomotiva pode representar em relação à redução de emissões e a segurança”, disse Rockenbach. “Além disso, uma vez confirmado o desempenho esperado, essas locomotivas representam um grande passo para que novos maquinários sejam desenvolvidos. Hoje o Paraná é o estado com maior representatividade nas operações ferroviárias na região Sul”.

O trecho entre Guarapuava e a região de Ponta Grossa será fundamental para os testes. A região tem um traçado desafiador e favorável a esse tipo de tecnologia, em razão das áreas de serra e curvas sinuosas que requerem um equipamento de menor porte. Para se ter uma ideia, uma composição, antes puxada por seis locomotivas, poderá contar apenas com os dois modelos híbridos adquiridos pela Rumo.

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SOBRE A RUMO – A Rumo é a maior operadora de ferrovias do Brasil. A companhia opera nove terminais de transbordo, está presente em quatro portos e administra cerca de 14 mil quilômetros de vias férreas nos estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. A base de ativos é formada por 1.400 locomotivas e 35 mil vagões. A Rumo está presente na 18ª carteira do ISE B3, o Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 que reconhece as empresas que são referências em práticas ESG.

PROGRESS RAIL – A Progress Rail, da Caterpillar, é uma das maiores fornecedoras integradas e diversificadas de material rodante e soluções e tecnologias de infraestrutura para clientes ferroviários globais. A Progress Rail fornece locomotivas e motores EMD avançados, vagões, trilhos, fixadores, sinalização, soldagem ferroviária e equipamentos de manutenção de via Kershaw, juntamente com serviços dedicados de reparo de locomotivas e vagões de carga, suporte de peças de reposição e operações de reciclagem. A empresa também oferece tecnologias ferroviárias avançadas, incluindo aquisição de dados e equipamentos de proteção de ativos. A Progress Rail possui uma rede de quase 200 locais nos Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Alemanha, Itália, Austrália, China, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido.

PRESENÇAS – Participaram do evento, pela Ferroeste, o diretor de Produção, Gerson Fabiano Almeida, e o diretor Administrativo e Financeiro, Fábio Aquino Cesário Vieira; pela Progress Rail, o gerente de Engenharia, André Valadares, e o engenheiro Luciano Santos.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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