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Paraná envia bombeiros para ajudar no combate a incêndios no Pantanal

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O Paraná enviou 12 bombeiros militares na manhã desta quarta-feira (24) para auxiliar no combate a incêndios florestais no Pantanal, no Mato Grosso do Sul (MS). São quatro integrantes de cada Comando Regional de Bombeiro Militar (CRBM), com sedes em Curitiba, Londrina e Cascavel, e que compõem a Força-Tarefa de Resposta a Desastres, a mesma que atuou no Rio Grande do Sul durante as fortes chuvas que atingiram o estado gaúcho neste ano.

Além do recurso humano, foram enviadas quatro viaturas equipadas para combate a incêndios florestais e equipamentos extras, como motobomba de combate a incêndio, mangueiras e abafadores.

Neste primeiro momento, a equipe deve permanecer em ação durante 14 dias, sendo quatro dias de deslocamento (entre ida e volta) e 10 dias de combate aos incêndios. Após esse período, um novo contingente será enviado para substituí-los, com previsão de que esse rodízio mobilize três equipes, contabilizando 30 dias de atuação contra o incêndio. O contingente paranaense poderá ser maior, a depender da necessidade.

Segundo o chefe da equipe, capitão Alexandre Mançano Cavalca, o auxílio ao estado vizinho não prejudicará em nada o atendimento no Paraná. “A nossa Corporação é preparada para isso, através da Força-Tarefa de Resposta a Desastres, em que temos equipamentos extras que ficam reservados para isso e, dessa forma, podemos auxiliar os desastres pelo Brasil e até pelo mundo, sem prejudicar o atendimento operacional aqui no Estado”, explicou o capitão.

“Estamos levando todo o equipamento de combate a incêndio, com bombas, mangueiras, esguichos, material de comunicação e logístico necessários para a operação. A ideia é que a gente não precise utilizar o material dos bombeiros militares do Mato Grosso do Sul. A nossa proposta é justamente auxiliar os outros estados dentro das operações sem prejudicar a unidade operacional tanto do Paraná quanto das equipes de resposta de lá”, complementou.

Os 12 bombeiros militares que estão indo para a operação passaram por qualificações para atendimento a desastres, com capacitações e habilidades específicas para esse tipo de atendimento, entre elas especialização em combate a incêndios florestais, pilotos de drone, pilotos de embarcação, socorristas, além de capacidade física específica para esse tipo de operação.

MISSÃO — A equipe paranaense tem como destino Corumbá (MS), que possui atualmente os maiores focos de incêndio na área correspondente ao bioma. De acordo com o último boletim, divulgado pelo governo federal em 23 de julho, a cidade teve, de janeiro até 21 de julho, 457.975 hectares de área queimada, quase quatro vezes a área do segundo município mais afetado, Cáceres, no Mato Grosso, com 115.050 hectares. Para termos de comparação, é como se 10 cidades do tamanho de Curitiba tivessem sido queimadas, somente na área de Corumbá.

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O envio de bombeiros pelo Estado foi uma resposta ao pedido do Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (LIGABOM), que reúne corporações de todo o País, incluindo a do Paraná. Outras forças estaduais e nacionais também estão mobilizadas para acabar com os incêndios no Pantanal.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Manoel Vasco de Figueiredo Junior, destaca que a pronta resposta do Paraná a eventos internos ou externos ao Estado tem sido um diferencial no apoio a desastres pelo País. “Essa Força-Tarefa teve como objetivo principal atuar em desastres dentro do Paraná, mas pela facilidade demonstrada nesse pronto emprego, como foi no Rio Grande do Sul, quando fomos o primeiro estado a dar apoio, agora novamente somos um dos primeiros Corpos de Bombeiros em deslocamento ao Mato Grosso do Sul, por causa dessa agilidade e desse emprego da força-tarefa, que não atrapalha os serviços normais da Corporação”, ressaltou o comandante.

“O Paraná teve em 1969 um grande flagelo na área de incêndios florestais, e isso fez com que nos desenvolvêssemos bastante nesse tipo de situação. Esses 12 bombeiros estão indo para lá não simplesmente para atuar, mas também para ser multiplicadores de conhecimentos”, frisou Vasco.

PREPARO — A equipe paranaense enviada ao Mato Grosso do Sul é preparada para dar pronta resposta a esse tipo de situação. Em outubro de 2023, uma capacitação foi realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) para dar vida à Força-Tarefa para Resgate em Desastres. Ao todo, 120 bombeiros participaram de instruções de capacitação para situações de calamidade, com simulações de cenários de atuação em enchentes e alagamentos; em áreas deslizadas; combate a incêndios florestais; e busca e resgate em estruturas colapsadas.

Foram esses os bombeiros enviados ao Rio Grande do Sul, a primeira equipe a chegar ao estado para auxiliar nos resgates e ações humanitárias, ajudando a resgatar mais de mil pessoas e 500 animais de locais de risco, a maioria ilhados pelas águas. Durante 52 dias, foram realizadas missões de resgate, busca e salvamento, ajuda humanitária, transporte de militares, médicos e donativos, entre outras atividades.

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O 1º Sargento do Setor de Vistoria do Corpo de Bombeiros, Emerson José da Silva, está na primeira equipe que vai ajudar no combate ao fogo no Pantanal. Deve ser a última missão dele na Corporação. “Eu fui convidado para participar da capacitação da Força-Tarefa já sabendo que ia me aposentar esse ano, em setembro. Fiz, até porque eu gosto de atuar, e por incrível pareça, assim que terminamos o curso, já fomos acionados para o Rio Grande do Sul. Nessas situações a gente vê que aquilo que aprendemos nós utilizamos para ajudar as pessoas no dia a dia”, contou Silva, que também participou da missão em União da Vitória no ano passado, um das cidades mais afetadas pelas chuvas no Paraná.

“É a segunda vez que eu estou indo para o Pantanal. Foi uma experiência enriquecedora para mim e com isso consegui trazer de lá a oportunidade de ensinar e orientar os companheiros que estavam aqui também”, relata o sargento Emerson.

SITUAÇÃO — Segundo o último boletim divulgado pelo Governo Federal em relação ao Pantanal, de 23 de julho, praticamente toda a área do bioma está sob risco muito alto ou extremo de incêndios. O relatório também aponta que nos meses de maio e junho todos os incêndios no bioma foram causados por ação humana. Não há registro de queimadas causadas por raios no período.

O relatório aponta também, com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que 2024 concentra, até o momento, o maior número de focos de calor na comparação com o mesmo período do ano passado, com 4.089, e também na comparação com 2020, ano com o maior número de focos de calor da série histórica.

O Pantanal está em chamas há, pelo menos, três meses, sendo que Corumbá concentra 68,5% dos focos de calor no bioma neste ano. O Paraná já esteve envolvido no combate a incêndios florestais no Pantanal em 2020, com a mobilização de 74 bombeiros. Antes, em 2019, o CBMPR já havia participado de operação semelhante na Amazônia.

Fonte: Governo PR

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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