PARANÁ
Origem: espetáculo de dança leva ao palco os movimentos migratórios
Publicado em
31 de outubro de 2023por
Itajuba TadeuO projeto Origem une bailarinos do Brasil, Venezuela, Haiti e Síria no palco do Teatro José Maria Santos para um espetáculo que traz os movimentos migratórios, mergulhando na força e vulnerabilidade de se criar em um novo território. Com entrada gratuita, as apresentações começam nesta terça-feira (31), até 5 de novembro, e ocorrem também de 7 a 12 de novembro.
O espetáculo de dança inédito aborda o conceito de “mundialidade”, de Edouard Glissant, que investigou o que há de poético nos êxodos humanos. A partir daí nasce a montagem, apoiada no conceito de fazer junto, buscando na pedagogia de fronteira o estético e o ético presentes na necessidade de aprender, criar e inventar um conceito de humanidade por vir.
“Ao longo de todo o projeto tivemos uma grande preocupação de conhecer esses artistas e trabalhar a partir do conhecimento de dança, de trabalho corporal e desejos artísticos que eles traziam. É muito interessante criar a partir das diferenças, pois são pessoas de diferentes origens, com pensamentos, cultura e a própria relação com o corpo bem distintas”, conta a diretora e coreógrafa Patrícia Machado.
Ela também explica que a partir de estudos biográficos e ficcionais, parte do espetáculo foi criado pelo próprio elenco. “Como diretora, fui tateando o que havia em comum a estas pessoas. O projeto Origem não pretende espetacularizar essas narrativas, mas aposta numa cena como lugar de acontecimento, que aborda a mistura”, detalha.
RETORNANDO À DANÇA – Para Francisco Rodriguez, imigrante venezuelano que vive em Curitiba há quatro anos, conhecer o projeto foi importante, pois pode retomar junto com sua esposa o contato com a arte e com a dança.
“Na Venezuela fazia dança tradicional e folclórica, além de estudar teatro e dramaturgia, e muito dessa vontade de estar ligado às danças folclóricas, é por eu ter uma herança afro-indígena. E desde a imigração eu acabei me afastando das artes, pois como todo o imigrante temos que correr atrás de trabalho para sobreviver, e ter a chance de poder trazer toda a minha família para o Brasil”, destaca.
Cassandre Pierre, vinda do Haiti, ficou sabendo das audições através de um grupo de WhatsApp e viu como uma oportunidade de ter contato com a dança novamente. “Desde a minha infância, sempre gostei da arte e da música. São ferramentas de expressão corporal e emocional que me ajudam a estabelecer o equilíbrio em meus pensamentos e sentimentos. Estar no espetáculo e poder mostrar a minha relação com a dança de uma maneira autêntica é muito bom”, disse Cassandre.
COMO NASCEU – Origem é um projeto da coreógrafa Patrícia Machado, que há bastante tempo vem estudando práticas artísticas junto a pessoas em situação de deslocamento forçado, como migrantes, refugiados e apátridas devido a guerras civis, catástrofes naturais, conflitos religiosos, entre outros. O start surgiu em 2017, quando ela guiou uma residência artística com bailarinos do Teatro Guaíra, onde propôs um trabalho em parceria com o Trio Alma Síria, composto por artistas refugiados vindos de Alepo.
A vontade surgiu após ter passado alguns anos trabalhando com dança em outros países, e sentindo na pele o que é ser uma migrante. “Com 17 anos ganhei uma bolsa de estudo em uma companhia de dança em Portugal e durante sete anos morei em diferentes países, passando a trabalhar em companhias oficiais de dança. Ser imigrante durante esse período e me perceber como pessoa ilegal em parte dele, me trouxe incômodos e questionamentos sobre os corpos em trânsito e em situação de deslocamento forçado. Criar estratégias artísticas pedagógicas em diálogo com políticas de existência neste contexto de não pertencimento se tornou um impulso aos meus trabalhos”, explica a coreógrafa.
O espetáculo surgiu do desconforto de ser e viver como imigrante, chegar em um novo país e não falar a língua e muitas vezes não ter nenhum acesso à políticas de acolhimento. Já de volta para o Brasil, Patrícia passou a trabalhar voluntariamente em Curitiba com grupos que recebiam imigrantes, e percebeu que quando trabalhava com práticas artísticas e performativas, existia ali uma política de pertencimento, que funcionava muito mais do que qualquer outra política.
“O público pode esperar um espetáculo feito por gente. No palco, uma ruptura e questionamento do que seja uma identidade raiz, que congela e violenta o diverso, mas um lugar de acontecimento desses trânsitos culturais, afetivos, sociais, sensoriais nessa simples e complexa ação de juntar e desjuntar histórias e narrativas de pessoas tão distintas e ao mesmo tempo parecidas”, conclui.
O projeto é realizado com recursos do programa de apoio e incentivo à cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura da Curitiba.
Serviço:
Apresentações: 31 a 5 e de 7 a 12 de novembro de 2023
Terça a sábado, às 20h
Domingo, às 19h
Local: Teatro José Maria Santos
Duração do espetáculo: uma hora
Classificação: livre
Entrada gratuita. Não será necessária a emissão de ingressos. A portaria abre 1h antes de cada espetáculo
Informações: projetoorigem@gmail.com
Fonte: Governo PR
PARANÁ
Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil
Published
19 minutos agoon
4 de abril de 2025By

Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.
Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.
Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.
“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.
“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.
Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).
“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.
HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.
Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.
Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.
Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.
LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.
“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.
PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.
Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.
Fonte: Governo PR

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