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Navios verdes têm prioridade de atracação nos portos de Paranaguá e Antonina

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Os navios sustentáveis, conhecidos como navios verdes, têm prioridade nos portos paranaenses. A medida faz parte do regulamento de Programações, Operações e Atracações de Navios – Edição 2023, que passou a vigorar em fevereiro deste ano, e beneficia as embarcações com estruturas de matriz energéticas focadas na redução de emissões de gases do efeito estufa.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, explica que a atracação prioritária concede berços preferenciais, independente da ordem cronológica de chegada. “A regra foi definida buscando fidelizar navios sustentáveis em Paranaguá, seguindo nosso objetivo de liderar as questões relacionadas à sustentabilidade e processos ambientais”, enfatizou.

Segundo o diretor de Meio Ambiente, João Paulo Santana, a implantação desta medida é importante justamente por reforçar o compromisso da empresa pública com a Agenda 2030 e os seus objetivos de desenvolvimento sustentável, em especial no setor portuário. “Além de buscarmos a descarbonização dos portos paranaenses, estamos incentivando que cada vez mais os navios ecológicos tenham como destino o Estado do Paraná”, reforçou.

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Para o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, a medida busca incentivar as empresas a investirem na redução de emissões de CO2. “Esta mudança no regulamento trouxe uma agilidade na operação de navios sustentáveis, atraindo cada vez mais navios verdes para os portos paranaenses”, enfatizou.

AÇÕES SUSTENTÁVEIS – Atualmente, a Portos do Paraná é única administradora de portos públicos do Brasil a ser convidada para o evento anual realizado pelas Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a COP (Conferência das Partes). Além disso, a empresa assinou uma parceria com o Porto de Rotterdam, na Holanda, para o desenvolvimento de energias renováveis nos portos de Paranaguá e Antonina.

O memorando, assinado em 2023, prevê compartilhamento de iniciativas e conhecimento para tornar os portos paranaenses mais sustentáveis, reduzindo o uso de carbono e investindo em novos sistemas energéticos, como o hidrogênio verde e a energia eólica.

A iniciativa faz parte do programa de colaboração Green Ports Partnership (Parceria para Portos Verdes), que tem duração de três anos. A Portos do Paraná também é a única empresa pública do setor com a certificação Ecoports, referência internacional na área da gestão ambiental portuária.

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Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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