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Junta Comercial do Paraná inaugura nova sede no Centro de Curitiba

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O governador em exercício Darci Piana inaugurou nesta terça-feira (2) a nova sede da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), no Centro de Curitiba. Com uma estrutura mais moderna e adequada para o atendimento ao público, o espaço está localizado na Rua Ébano Pereira, nº 309, e foi entregue justamente no dia em que o órgão completou 132 anos de existência.

O novo prédio, onde funcionava a Fundação Sanepar, foi comprado em novembro de 2023 por R$ 10,4 milhões com recursos próprios da instituição. O local funcionará como sede administrativa e também para eventuais atendimentos aos clientes. Hoje a Jucepar conta com praticamente todos os serviços disponíveis de forma eletrônica, como a abertura de empresas.

Piana destacou que a nova sede da Jucepar era aguardada há duas décadas. “Essa é mais uma obra que estava na gaveta há muitos anos. É uma alegria imensa estar aqui em um prédio melhor, que foi totalmente reformado e em condições de acomodar toda a estrutura da Junta Comercial”, afirmou o governador em exercício.

“A nossa Junta é a segunda em movimento do Brasil, só perdendo para São Paulo, que é um estado muito mais populoso. Isso mostra o crescimento do nosso Estado, que está se digitalizando, fazendo isso tudo com estrutura mais rápida, mais eficiente, para fazer com que o nosso empresário e aqueles que vêm ao Paraná tenham condições de ter uma estrutura à altura do nosso Estado”, complementou.

Segundo o presidente da Jucepar, Marcos Rigoni, a antiga sede, localizada na Rua Barão do Serro Azul, também no Centro, já não comportava mais o crescimento da instituição. “A Junta tinha uma sede bastante arcaica, totalmente fora dos padrões da modernidade, e nós precisávamos adequar a Junta Comercial à necessidade dos nossos funcionários e à necessidade de atender melhor os nossos empresários. Com uma estrutura melhor, você consegue oferecer um serviço melhor a todos aqueles que fazem uso dos nossos serviços diariamente”, ressaltou Rigoni.

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“A nossa prioridade é sempre atender muito bem aquele que vem empreender no Paraná. É atender o empreendedor, o seu contador, e essa é a nossa prioridade, melhorar o atendimento, focar no empresário e naquele que usa os serviços da Junta Comercial”, finalizou o presidente.

MODERNIZAÇÃO – A nova sede da Jucepar vem suprir uma demanda antiga, tanto dos servidores quanto do público que é atendido presencialmente na instituição.

Na sede anterior, a Junta funcionava em um prédio da década de 1950, construído como unidade de suprimentos do Exército e que precisou ser adaptado ao longo dos anos. Com o passar do tempo, o espaço já não comportava mais mudanças e a nova realidade da Jucepar, o que dificultava sua modernização.

As melhorias serão tanto para os servidores quanto para os cidadãos que utilizam os serviços da Jucepar. São salas e corredores mais amplos, espaços para reuniões, beneficiando toda a população paranaense, que tem na Junta o local onde novas empresas são criadas no Estado.

Enquanto o prédio anterior possuía 2.140 m², quatro andares e um subsolo, o prédio atual tem uma área construída de 3 mil m². Apesar da construção ser de 1982, a sede nova foi toda reformada para atender as necessidades da Jucepar. São cinco andares, subsolo, um auditório para 90 pessoas sentadas, salas de reuniões, um plenário e garagem com 23 vagas.

HISTÓRIA – A Jucepar é uma das Juntas Comerciais mais antigas do Brasil, de 1892, quando registrou a primeira empresa paranaense. Desde a fundação, o órgão já passou por oito endereços, iniciando os trabalhos em uma sala na Associação Comercial do Paraná (ACP).

Em seguida, a instituição passou por prédios na Praça Tiradentes; dois prédios na Rua XV de Novembro; na Rua Saldanha Marinho; na Rua Monsenhor Celso; e na Rua Cândido Leão. O último endereço ocupado foi na Rua Barão do Serro Azul, onde os servidores da Jucepar permaneceram por 44 anos.

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A instalação na Barão do Serro Azul aconteceu após a Jucepar ser transformada em autarquia, vinculada à Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (SEIC).

“A sede própria é uma grande conquista para a Junta Comercial. Há anos tentamos alcançar isso e agora podemos entregar esse benefício para todos os seus usuários”, salientou o secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros, que também é presidente do Conselho da Jucepar.

“A Junta Comercial tem batido recorde de velocidade na abertura de empresas. Hoje, em 8 horas, é possível abrir um negócio no Paraná. Estamos trabalhando com muita força para que possamos abrir empresas online e de imediato. Com a Reforma Tributária, a decisão das empresas em escolher onde vão se localizar será pelo ambiente de negócios, pela desburocratização e pela facilidade das licenças ambientais. Hoje o Paraná é o segundo estado mais rápido do Brasil e vamos lutar para chegar ao primeiro lugar”, concluiu o secretário.

AVANÇOS – Atualmente o Paraná possui 1.728.081 empresas ativas, sendo que 95% são matrizes e o restante filiais. De acordo com o último relatório divulgado pela Jucepar, o Paraná tem o 3º maior movimento do país, com 5.719 processos, ficando atrás somente de São Paulo, com 25.998 registros e Minas Gerais, com 7.024 registros.

Mesmo diante de tantos processos, o Paraná teve em maio o segundo melhor tempo médio para abertura de um novo registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Foram gastos, em média, 8 horas e 29 minutos para que uma nova empresa fosse aberta no Estado.

A Jucepar também é pioneira na implementação de um sistema informatizado. Com o Empresa Fácil e o programa Descomplica Paraná, a entidade conseguiu desburocratizar o registro e baixa de empresas ao tornar o processo 100% digital ao empresário.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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