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IDR-Paraná promove encontro para discutir a produção de mel durante a Expo Londrina

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O espaço do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater) na Expo Londrina vai discutir pela primeira vez a produção de mel no Estado. O Encontro Regional de Meliponicultura e Apicultura acontece no dia 8 de abril às 9h e abre a rodada de eventos técnicos organizados pelo instituto em parceria com o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) e Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Promover um diálogo entre o poder público, setor produtivo e sociedade civil organizada para difundir tecnologias de manejo da criação de abelhas é o objetivo principal do evento, de acordo com o coordenador regional de Londrina, Renan Ribeiro Barzan. “Precisamos chamar a atenção para questões ambientais e de convivência da meliponicultura e apicultura com a produção agrícola, com o intuito de propor soluções conjuntas e de fomento à cadeia do mel e derivados”, afirma.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná é o segundo maior produtor de mel no Brasil, contribuindo com 14,2% da produção total do país. Em 2022, a produção nacional foi de 60.966 toneladas, representando um aumento de 9,5% em relação a 2021. O Paraná produziu um total de 8.638 toneladas de mel naquele ano.

O encontro é uma realização do IDR-Paraná, em parceria com a Organização Não Governamental de Desenvolvimento e Ambiente (Onda) e conta com o apoio da Secretaria Estadual de Agricultura (Seab), Sebrae, Embrapa e Sociedade Rural do Paraná.

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EVENTOS TÉCNICOS – Além de ampla programação na Smart Farm, o IDR promove uma série de encontros técnicos na feira. As inscrições podem ser feitas pelo site do IDR-Paraná, clicando AQUI. Entre os temas discutidos estão aquicultura, agroecologia, sanidade agropecuária, conservação de solos, bovinocultura, entre outros.

Confira a agenda:

– Encontro Regional de Meliponicultura e Apicultura, dia 08, às 9h

– Conservação do Solo e da  Água no contexto das mudanças climáticas, dia 8, às 14h

– Primeiro Encontro para o Desenvolvimento do Setor de Plantas Ornamentais do Norte do Paraná, dia 08, às 14h

– Inovações Tecnológicas na Avaliação de Carne: o futuro com IA, dia 8, às 15h

– 21º Seminário Estadual de Aquicultura, dia 9, das 9h às 17h

– 30º encontro Estadual de Cafeicultores, dia 10, às 9h

– 3º Seminário de Agroecologia e Horticultura na Sucessão Familiar, dia 10, às 14h

– Tecnologias Inovadoras e Lançamento de Aplicativos do IDR-Paraná, dia 10, às 14h

– 3º Seminário da Produção Sustentável de Leite, dia 11, às 9h

– 2º Seminário da Mesorregião Norte de Sanidade Agropecuária, dia 11, às 14h

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– 9º Encontro Regional de Mulheres Rurais, dia 12, das 9h às 12h

SMART FARM –  O IDR-Paraná mantém um espaço permanente no parque em parceria com a Universidade Estadual de Londrina. São 11 mil metros quadrados, onde está instalada a Via Rural-Smart Farm e Eventos, com a participação de profissionais da extensão rural, pesquisa e negócios. Cada unidade didática expositiva apresenta projetos, programas e tecnologias relacionados a alguma atividade agropecuária.

O objetivo desse trabalho é transmitir ao público conhecimento, difundir tecnologias, apresentar programas e políticas públicas desenvolvidas pelo Governo do Estado e implementadas pelo Instituto em prol do desenvolvimento rural, principalmente dos agricultores familiares, dos povos tradicionais, mulheres e jovens rurais. “A Via Rural é uma oportunidade de aproximar o público urbano à realidade do agricultor paranaense”, concluiu.

A feira acontece de 5 a 14 de abril no Parque Governador Ney Braga, em Londrina. Trata-se de um dos eventos mais tradicionais do setor agropecuário do País. Promovida pela Sociedade Rural do Paraná, a feira mostra novas tecnologias para o produtor rural, além de levar informação e entretenimento para o público em geral.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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