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IAT promove atividade ambiental gratuita em “fábrica de restinga” do Litoral do Paraná

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O Instituto Água e Terra (IAT) tem uma “fábrica de restinga” instalada em Morretes, no Litoral. O viveiro florestal está instalado na Estrada Santa Fé, logo no início da PR-408, e fornece mudas para recuperação vegetativa da região. Desde 2021, o complexo cultivou 4.748 mudas de 22 espécies diferentes de restinga nativas. Parte delas foi plantada na praia de Shangri-lá, em Pontal do Paraná, durante um evento-teste no ano passado.

Essa indústria da natureza vai receber a população em duas ações de educação ambiental durante a temporada do Verão Maior Paraná. A primeira aula ao ar livre, batizada de “Um Dia no Viveiro”, ocorre nesta quarta-feira (10), das 14 horas às 17 horas. A segunda no dia 24 de janeiro, no mesmo horário. Em ambos os casos é necessário cadastramento prévio – o formulário está disponível AQUI.

A atividade busca disseminar o conhecimento sobre as plantas nativas do Estado, sobretudo a restinga, vegetação que exerce importante função protetiva no Litoral em casos de enchentes, processos erosivos da maré e dos ventos, além de servir de abrigo para a fauna local.

O currículo ambiental que será complementado no dia 30 de janeiro com o plantio de 108 mudas de nove espécies diferentes de restinga para a restauração da orla de Pontal do Paraná, também das 14 horas às 17 horas e com cadastramento prévio, disponível AQUI.

“Com isso, pretendemos ter sucesso na reintrodução de espécies que ocorrem naturalmente no local, promovendo o aumento da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos fornecidos pela vegetação da restinga”, afirma a bióloga da Gerência de Restauração Ambiental do IAT, Ana Paula Delitsch. “E tudo isso estará à disposição da população durante o dia no viveiro”.

Com 37 anos de experiência na área, Timóteo Nogueira explica que o cultivo das mudas começa com a coleta de sementes no Parque Municipal da Restinga, em Pontal do Paraná. A partir daí, é feita a seleção e beneficiamento das sementes. As mais saudáveis vão para as estufas e de lá, após período de maturação, para a faixa de areia. “Usamos um substrato próprio para essas espécies com casca de pinus, um mineral natural que auxilia na melhora da propriedade do solo e ajudam as mudas a vingar”, diz o técnico de manejo e meio ambiente do IAT.

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Como a produção é consideravelmente nova e ainda está em fase de testes, não há doação para a população em geral. As mudas são usadas basicamente em ações de restauração apenas por técnicos do instituto.

ESPÉCIES – As 22 espécies que compõem a produção do viveiro são: Capororoca (Myrsine parviflora); Soja-da-praia (Sophora tomentosa); Erva-baleeira (Varronia curassavica); Feijão-da-praia (Canavalia rosea); Canelinha (Ocotea pulchella); Centrosema (Centrosema virginianum); Pau-gambá (Abarema langsdorfii); Salsaparrilha (Smilax campestris); Embira-pimenta (Daphnopsis schwackeana); Insulina-vegetal (Cissus verticillata); Cipó-cruzeiro (Chiococca alba); Orelha-de-onça (Pleroma urvilleanum); Marmeleiro-da-praia (Dalbergia ecastaphyllum); Carrapicho-da-praia (Acicarpha bonariensis); Avenca-do-cerrado (Diodia radula); Guaxuma (Microstachys corniculata); Dalbergia (Dalbergia ecastaphyllum); Vassoura-vermelha (Dodonaea viscosa); Capotiraguá (Blutaparon portulacoides); Corticeira-do-litoral (Erythrina speciosa); Salsa-brava (Ipomoea pes-caprae); e Mangue-da-praia (Scaevola plumieri).

PILOTO – Em março de 2023, o IAT, em parceria com a prefeitura de Pontal do Paraná, realizou o primeiro teste das mudas preparadas no viveiro de Morretes no balneário de Shangri-lá. Foram plantadas 85 mudas de sete espécies diferentes: Baguaçu (Magnolia ovata), Canelinha (Ocotea pulchella), Capororoca (Myrsine coriacea), Orelha-de-onça (Pleroma urvilleanum), Prunus (Eugenia adstringens), Soja-da-praia (Sophora tomentosa) e Vassoura-vermelha (Dodonaea viscosa).

“É um projeto-piloto que começamos por Pontal, mas vamos levar para outros lugares, cuidando da vegetação de restinga de todo o Litoral”, destaca o gerente de Restauração Ambiental do IAT, Mauro Scharnik.

VIVEIROS – O Instituto Água e Terra possui dois laboratórios de sementes e 19 viveiros florestais para a produção de mais de 100 espécies florestais nativas, como Araucária, Araçá e Cedro-rosa, distribuídos gratuitamente por todo o Estado.

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Esses viveiros estão à disposição da população paranaense para recuperação dos processos ecológicos de áreas degradadas e alteradas. Além disso, com a oferta das mudas nativas os produtores rurais recebem o apoio que necessitam para recuperar suas Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL), a fim de se adequarem à legislação ambiental.

Para adquirir as plantas nativas do Paraná, os interessados podem fazer a solicitação de mudas por meios digitais, como aplicativo Paraná Mais Verde, disponível na Play Store e Apple Store. Ao fazer a solicitação para até 100 mudas/ano, o requerimento é aprovado automaticamente e elas já poderão ser retiradas no viveiro selecionado. Basta ligar para o viveiro e agendar.

Para mais de 100 mudas, o requerimento seguirá para análise e aprovação de um técnico do IAT. O interessado poderá acompanhar a solicitação e será informado quando for aprovada ou reprovada. Após a liberação, poderá retirar as mudas no viveiro selecionado.

Outro caminho é via Sistema de Gestão Ambiental (SGA) pelo endereço www.sga.pr.gov.br. Após a solicitação, o pedido passará por uma análise do IAT. Caso seja aprovado, será encaminhado um e-mail ao requerente, com as informações do local de retirada das mudas e a documentação necessária.

VERÃO MAIOR PARANÁ – O Verão Maior Paraná reúne uma série de ações voltadas aos veranistas e moradores dos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste. São atividades esportivas e de lazer que englobam aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, shows, torneios e competições nacionais e internacionais, programação inclusiva e educação ambiental. A agenda completa pode ser consultada no site www.verao.pr.gov.br.

Serviço

Um Dia no Viveiro – Morretes

10/01/2024 – 14h às 17h. Vagas limitadas

24/01/2024 – 14h às 17h. Vagas limitadas

Endereço: Estrada Santa Fé, s/nº – Santa Fé – (Entrada pela PR 408, km 8 + 200m, 600m da PR até o viveiro)

Restauração da restinga – Pontal do Paraná

30/01/2024 – 14h às 17h. Vagas limitadas

Endereço: orla do balneário Shangri-lá

Fonte: Governo PR

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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