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Hospital Regional de Guarapuava poderá ampliar atendimentos com estudantes da área de saúde

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O Hospital Regional de Guarapuava, na região central do Paraná, deverá ampliar o atendimento com atuação e estágio de estudantes de diferentes cursos de graduação e pós-graduação da área da saúde. Nesta terça-feira (14), o Governo do Estado, por meio das secretarias da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em parceria com a Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), iniciou articulação para cooperação técnica e atividades de ensino na unidade hospitalar.

Atualmente ela conta com 30 leitos de enfermaria e dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A expectativa é de que haja um aumento, no primeiro momento, de mais 20 leitos, sendo dez enfermarias e dez para a saúde mental. Depois, em uma segunda fase, poderão ser abertos 20 leitos cirúrgicos para suporte às demandas de cirurgia geral.

Essa ampliação deve acontecer de forma gradual, com impacto positivo, também, na oferta de exames complementares, como endoscopia, ecografia, tomografia computadorizada e radiografia. O reitor da Unicentro, Fábio Hernandes, e representantes universidade analisaram o projeto e a possibilidade de estágio para os alunos do quinto e sexto período do Curso de Medicina em várias áreas de atendimento, com ênfase em traumatologia.

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O hospital é vinculado à Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas), responsável pela infraestrutura para o aprendizado profissional.

“A educação e saúde, alinhada com ciência e tecnologia, poderão trazer benefícios para todos, especialmente para a população. Este hospital é uma importante obra na região Centro-Sul do Estado e esperamos que essas ampliações sejam efetivadas tão logo seja possível para ampliar a capacidade da unidade”, disse o secretário da Saúde, César Neves.

O Hospital Regional de Guarapuava foi inaugurado em 2020 para atendimentos de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a pandemia a unidade assumiu posição de referência para o tratamento de Covid-19 no Centro-Sul do Paraná. Passado o período mais grave da pandemia, os leitos exclusivos para os casos da doença foram desativados e o hospital iniciou a fase de atendimentos gerais.

Atualmente, o hospital está em obras para conclusão e entrega do centro cirúrgico, que possibilitará a ampliação do atendimento de urgência e emergência para toda a região. O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, destacou as providências para a nova realidade da unidade hospitalar. “Ainda temos de aguardar um pouco mas, antecipadamente, já conseguimos vislumbrar bons frutos desta parceria”, disse.

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PRESENÇAS – A reunião foi acompanhada pelo presidente da Funeas, Marcello Augusto Machado; a integrante da diretoria da Funeas, Thaíssa Duque; o diretor de Gestão em Saúde da Secretaria da Saúde, Vinícius Filipak, e as professoras Angela Dubiela Julik e Kelly Holanda Prezotto, dos cursos de Fisioterapia e Enfermagem da Unicentro, respectivamente.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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