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Governo seleciona 50 agentes de inovação para conectar universidades e mercado

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O Governo do Estado está selecionando 50 profissionais de diferentes áreas de formação para compor o quadro de bolsistas do programa Agente Regional de Inovação (ARI), uma iniciativa inédita para facilitar a transferência de tecnologias desenvolvidas em universidades do Paraná. As oportunidades são para cinco municípios da Região Metropolitana de Curitiba e 33 cidades do Interior. O investimento total é de R$ 8,62 milhões para o custeio das bolsas-auxílio pelo período de dois anos e meio.

Os interessados podem se inscrever em um dos editais publicados pelas universidades que fazem parte da ação, com prazos previstos para terminar nos dias 4, 6, 7, 10 e 15 de abril, conforme o cronograma de cada instituição. A expectativa é que as atividades comecem em maio deste ano. O valor mensal da remuneração individual dos bolsistas será de R$ 5 mil, somando R$ 150 mil durante a vigência do programa.

O programa conta, ainda, com um edital com três vagas exclusivas para profissionais com graduação em Administração, Comunicação Organizacional e Direito, que irão atuar como agentes de apoio na Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Esses especialistas serão responsáveis pelo suporte ao programa, atuando diretamente na gestão operacional, comunicação institucional entre os parceiros e assessoramento jurídico necessário para assegurar a conformidade legal de todas as atividades.

– O objetivo do ARI é identificar as competências científicas disponíveis nas instituições de ensino superior, mapeando grupos de pesquisa, laboratórios, patentes e tecnologias com potencial de comercialização. Em paralelo, serão avaliados os aspectos externos para entender como a pesquisa pode se conectar com as demandas reais do mercado. Atualmente, muitos pesquisadores não enxergam as descobertas como oportunidades de negócio, focando apenas nas publicações acadêmicas.

AVANÇO SIGNIFICATIVO – Segundo o diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, a iniciativa representa um avanço significativo na política de ciência, tecnologia e inovação do Paraná.

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“O programa de agentes regionais de inovação consolida o Paraná como referência em transferência de tecnologia, ao estabelecer uma rede de profissionais qualificados que atuarão como catalisadores do conhecimento, aproximando a produção acadêmica das demandas do setor produtivo e, consequentemente, gerando mais competitividade para a economia e oportunidades de novos negócios”, afirma o gestor.

O ARI é resultado de uma parceria entre a Seti, a Fundação Araucária, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR), as sete universidades estaduais do Paraná e duas universidades federais. Os bolsistas estarão ligados aos núcleos de inovação tecnológica (NITs), em cada instituição de ensino superior, com a supervisão direta e orientação de professores.

CAPACITAÇÃO – Ao longo do próximo mês, os bolsistas participarão de um treinamento conduzido pelo Sebrae/PR, sendo uma parte online e outra presencial em Curitiba e em outros dois polos estratégicos: Londrina, no Norte do Estado, e Cascavel, na região Oeste do Paraná. O intuito é replicar a metodologia bem-sucedida de um programa semelhante, já desenvolvido pela instituição parceira, para que os 53 profissionais selecionados possam atuar como facilitadores no ecossistema de inovação paranaense.

Segundo o assessor da Coordenação de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcelo Rodrigues da Silva, a adaptação dessa abordagem para o meio acadêmico-científico deve contribuir para aproximar ainda mais as universidades do setor produtivo, com a implementação de soluções práticas que promovam a transferência efetiva de tecnologias desenvolvidas nos laboratórios de pesquisa.

“A partir dessa integração estratégica, transformando conhecimento científico em desenvolvimento econômico, será possível impulsionar a cultura de inovação e o empreendedorismo tecnológico, além de fortalecer os ecossistemas regionais de inovação”, afirma.

Entre os resultados, o Estado busca identificar patentes com potencial comercial, a formalização de startups baseadas em pesquisas e a aceleração de parcerias entre empresas e laboratórios acadêmicos. Com isso, o Paraná deve fortalecer a posição como hub de inovação, gerando empregos qualificados e atração de investimentos para os ecossistemas regionais.

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Confira os editais e os prazos para a seleção de bolsistas do programa Agente Regional de Inovação (ARI):

Universidade Estadual de Ponta Grossa (EPG)

Edital – AQUI
Inscrições: até 4 de abril
Vagas: 2 vagas
Municípios: Ponta Grossa e Castro

Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)

Edital – AQUI
Inscrições: até 4 de abril
Vagas: 8 vagas
Municípios: Cascavel, Foz do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Palotina,Toledo e Francisco Beltrão

Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Edital – AQUI
Inscrições: até 6 de abril
Vagas: 7 vagas
Municípios: Londrina, Arapongas, Cambé, Ibiporã e Rolândia

Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Edital – AQUI
Inscrições: até 6 de abril
Vagas: 8 vagas
Municípios: Maringá, Cianorte, Jandaia do Sul, Mandaguari e Umuarama

Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)

Edital –­ AQUI
Inscrições: até 7 de abril
Vagas: 4 vagas
Municípios: Jacarezinho, Assaí e Cornélio Procópio 

Universidade Estadual do Paraná (Unespar)

Edital – AQUI
Inscrições: de 4 a 10 abril
Vagas: 4 vagas
Municípios: Apucarana, Campo Mourão, Rio Negro e União da Vitória

Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Agente Regional de Inovação (ARI)

Edital – AQUI
Inscrições: até 10 de abril
Vagas: 8 vagas
Municípios: Curitiba, Araucária, Fazenda Rio Grande, Pinhais e São José dos Pinhais

Agente Regional de Apoio

Edital – AQUI
Inscrições: até 10 de abril
Vagas: 3 vagas
Município: Curitiba

Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Edital – AQUI
Inscrições: até 15 de abril
Vagas: 5 vagas
Municípios: Pato Branco, Dois Vizinhos, Realeza e Palmas

Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro)

Inscrições: encerradas em março
Vagas: 4 vagas
Municípios: Guarapuava, Irati e Pitanga.;

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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