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Governo do Paraná lança concurso de inovação para criação de bengalas inteligentes

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Como permitir que pessoas cegas ou com baixa visão, usuárias de bengala, possam antecipar obstáculos estáticos acima da linha da cintura? Esse é o desafio proposto no “1º Concurso Público de Inovação do Paraná – Desafio de Inovação: Bengalas Inteligentes”, lançado pelo vice-governador Darci Piana nesta quarta-feira (2), no Palácio Iguaçu. Com investimento de R$ 2,8 milhões, a iniciativa é uma parceria entre o Governo do Estado e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

O concurso tem como objetivo reconhecer e premiar protótipos de bengalas ou dispositivos complementares utilizados por pessoas com deficiência visual. A iniciativa é fruto de um convênio entre a ABDI e as secretarias estaduais da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) e do Desenvolvimento Social e Família (Sedef). Serão financiados protótipos de novas bengalas tecnológicas, que poderão incorporar sensores, sistemas de navegação e Inteligência Artificial.

As bengalas disponíveis atualmente no mercado limitam-se à identificação de objetos posicionados abaixo do quadril. As novas soluções que serão apresentadas no concurso devem permitir a detecção de obstáculos acima da linha da cintura como, por exemplo, um galho de árvore ou uma placa de sinalização.

“Essa é a grande preocupação do governo, cuidar da nossa gente. Não adianta sermos os melhores em educação, aplicação de investimentos, infraestrutura, se a nossa população não é bem cuidada”, afirmou Darci Piana. “Tenho certeza que esse concurso ajudará muitas pessoas. Daqui um ano estaremos apresentando essa bengala àqueles que têm problema de visão, e com certeza daremos dignidade e um meio de locomoção muito mais fácil do que com a bengala comum”, disse ele.

O propósito é oferecer uma solução mais durável, acessível e tecnologicamente avançada para os desafios enfrentados pelas pessoas cegas e com baixa visão. A ideia é que sejam incorporadas tecnologias avançadas, como sensores, big data, internet das coisas e inteligência artificial, promovendo segurança, autonomia para as pessoas e, sobretudo, a inclusão social.

De acordo com o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 6,5 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência visual, sendo que 582 mil são cegas. Segundo levantamento do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), no Paraná mais de 82 mil pessoas cadastradas têm deficiência visual, com 13 mil delas cegas e 69 mil com baixa visão.

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O secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, destacou que o objetivo do concurso é desenvolver uma solução inovadora e acessível para as pessoas cegas. “Esse é o primeiro concurso nacional para buscar uma solução para a tecnologia assistiva. É uma iniciativa importante que o governador Ratinho Junior traz para que a gente possa ter uma bela solução para atender não só o Paraná, mas o Brasil”, ressaltou.

“Nossa ideia é que, no futuro, o SUS possa comprar essa tecnologia para melhorar a vida dessa parcela da população. São as pessoas que usam, os cegos e aqueles com baixa visão, quem vão dizer qual é a melhor tecnologia. A ideia é que uma indústria se instale no Paraná para poder ampliar essa tecnologia para o Estado e para o País”, acrescentou Canziani.

Para o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, o desenvolvimento de uma bengala inteligente contribui para levar mais dignidade às pessoas. “Uma população considerável e fica à mercê na rua, com dificuldade, mas enfrentando a vida, e por quê não melhorar a vida dessas pessoas? O concurso é grandioso, de um governo inovador que está cuidando das pessoas e que terão essa atenção”.

“Uma bengala normal prevê um obstáculo do chão, como um degrau, calçada, travessia, mas não vê um obstáculo aéreo. Então é um desafio muito grande, de fazer com que tecnologias como a inteligência artificial possam servir também de forma assistiva para as pessoas cegas”, concluiu.

CONCURSO – O concurso de inovação é aberto à participação de proponentes de todo o País, ampliando o alcance da iniciativa e fazendo com que diferentes soluções possam ser apresentadas. Somado a isso, a iniciativa tem a missão de disponibilizar os dispositivos inteligentes no mercado brasileiro a um preço mais acessível.

As inscrições para o concurso vão até o dia 5 de maio e podem ser feitas através do site da ABDI, onde também está disponível o edital. Coordenado pelo HUBTEC, Escritório de Encomendas Tecnológicas da ABDI, em parceria com o Governo do Paraná, o certame utiliza os instrumentos de Compras Públicas de Inovação para promover e estimular o uso da tecnologia a favor da pessoa com deficiência.

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O concurso será realizado em duas fases. Na primeira, serão selecionadas até 10 propostas, com prêmios individuais de até R$ 180 mil. Na segunda, os três melhores projetos receberão apoio técnico da ABDI para aprimorar e expandir seus protótipos, além de premiação em dinheiro, sendo o 3º lugar com R$ 200 mil, o 2º lugar com R$ 300 mil e a melhor solução com R$ 500 mil.

Segundo o assessor especial da presidência da ABDI, André Rauen, a iniciativa permite demonstrar que licitações na modalidade concurso são instrumentos efetivos de fomento ao processo inovativo. “O Hubtech é um escritório especializado em vencer o apagão das canetas. Temos uma rede extremamente qualificada de profissionais para promover uma modelagem contratual que dá segurança jurídica e coragem ao gestor para ele inovar, nesse caso transformando a realidade das pessoas através de ciência e tecnologia”, comentou.

“É um projeto muito bonito, em que vamos usar todo o nosso estoque de conhecimento em modelagem contratual para resolver um problema, que é identificar obstáculos acima da linha de cintura para pessoas cegas ou com baixa visão, criando uma bengala que permita essa identificação e lhes garanta mobilidade total”, complementou.

DESAFIO – O diretor do Instituto Paranaense de Cegos (IPC), Enio Rodrigues da Rosa, lembrou que o maior desafio das pessoas cegas são os obstáculos na rua. “O grande desafio da bengala inteligente é uma solução para os obstáculos superiores. É uma iniciativa bacana e que o Governo do Estado encampou. Esperamos que ao final do concurso tenhamos uma bengala que proporcione para nós um pouco mais de segurança ao nos deslocarmos pelas ruas”, explicou.

“Qualquer tipo de bengala é importante, inclusive as inteligentes, mas precisamos chamar a atenção da população e da sociedade para cuidarmos melhor dos nossos municípios. Uma cidade acessível e sem obstáculos é boa para qualquer pessoa, principalmente para as pessoas cegas”, finalizou.

1º Concurso Público de Inovação do Paraná - "Desafio de Inovação Bengalas Inteligentes"

Foto: Gabriel Rosa/AEN

PRESENÇAS — Participaram do lançamento do concurso o diretor-geral da SEIA, Marcos Stamm; o diretor-geral da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Jamil Abdanur Júnior; o coordenador da Política Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Sedef, Felipe Braga Côrtes; a deputada estadual Cloara Pinheiro; a desembargadora do TJPR, Ana Cláudia Finger; o presidente do Consórcio Público Intermunicipal de Inovação e Desenvolvimento do Estado do Paraná (Cindepar) e prefeito de Prado Ferreira, Silvio Damaceno; o presidente da Agência Curitiba, Dario Paixão; o vereador de Curitiba Marcos Vieira; e demais autoridades.

Fonte: Governo PR

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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