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Governador defende força da agropecuária estadual no Salão Internacional de Proteína Animal

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior defendeu que o Paraná continue a explorar as suas potencialidades como um dos grandes produtores de alimento em escala global para continuar a promover o desenvolvimento socioeconômico do Estado. A fala aconteceu nesta terça-feira (6), durante a participação dele na abertura do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), em São Paulo.

O evento é organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal e, segundo os organizadores, deve reunir cerca de 25 mil participantes entre representantes do poder público e da iniciativa privada até a próxima quinta-feira (8) na capital paulista.

Segundo Ratinho Junior, países que se tornaram potências mundiais deram saltos no desenvolvimento econômico e social quando começaram a investir nas suas vocações, que no caso do Brasil é a produção de alimentos. “Até 2050 o mundo terá 10 bilhões de habitantes e será necessário produzir 20% a mais de alimentos. Desta produção extra, 80% sairá da América Latina, sendo que cerca de 70% apenas do Brasil, o que representa uma grande oportunidade de desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida para a população”, comentou.

O governador também ressaltou os avanços alcançados pelo Paraná na exportação de proteína animal. Dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) apontam que, de janeiro a junho deste ano, cerca de 79 mil toneladas de carne suína saíram do Estado com destino a outros países, número muito próximo do recorde de 81 mil toneladas alcançado no 1º semestre de 2023.

De acordo com levantamento elaborado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o Paraná exportou carne suína para 70 países no primeiro semestre de 2024. Os destaques foram o aumento das exportações para o Vietnã (+69%), Geórgia (+41%), Angola (+29%), Cuba (+152%), Costa do Marfim (+93%) e República Dominicana, que estreou como importador e já figura entre os dez principais destinos em termos de volume.

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“Chegamos a esses números fazendo um trabalho que uniu setor público, privado e as cooperativas paranaenses, com respeito máximo ao meio ambiente, preservando as matas ciliares, as bacias, nascentes e áreas de proteção”, destacou Ratinho Junior. “Celebramos o faturamento de mais de R$ 200 bilhões das cooperativas e esperamos atingir os R$ 500 bilhões até 2030, o que se traduz em mais empregos e renda para os trabalhadores paranaenses”.

A visão do governador do Paraná foi endossada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que também discursou na abertura do evento. “O Brasil descobriu nos últimos 50 anos a sua vocação de produtor de alimentos e faz isso com muita competência. Nos últimos anos, abrimos 167 novos mercados para a agroindústria brasileira”, disse.

CRESCIMENTO – Além dos avanços na carne suína, a exportação de pescados cresceu 20% no Paraná no primeiro semestre de 2024, atingindo 3,26 mil toneladas em comparação com 2,7 mil toneladas do mesmo período do ano anterior. As exportações também tiveram um acréscimo de 82% em valores, chegando a US$ 16,3 milhões, contra US$ 8,9 milhões nos seis primeiros meses de 2023.

No total, foram produzidos 6,3 milhões de quilos de carne no Paraná no primeiro semestre de 2024, com destaque para a produção de quase 2,2 bilhões de unidades de frango e aproximadamente 12,2 milhões de suínos. Os números consolidam o Paraná como um dos líderes nacionais na produção de proteína animal.

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O desempenho da agropecuária também ajudou a impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná, que cresceu 5,8% em 2023, o dobro da média nacional, que foi de 2,9% no ano, e o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que somou R$ 197,8 bilhões em 2023, um resultado 11% superior a 2022. Em termos de segmento, a pecuária representou 49% do valor gerado nas propriedades rurais do Paraná em 2023, com R$ 96,5 bilhões.

Para o governador, os avanços são fruto de um trabalho conjunto entre governo e setor produtivo, o que garante a qualidade e competitividade dos produtos paranaenses no mercado internacional. “Esse é o modelo do Paraná que, junto com outros estados que têm esse potencial econômico, pode transformar o Brasil em uma potência mundial na produção de alimentos”, defendeu.

PRESENÇAS – A abertura do Salão Internacional de Proteína Animal também contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; dos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e Santa Catarina, Jorginho Mello; da senadora Tereza Cristina; e do deputado federal Pedro Lupion.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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