PARANÁ
Ganhando o Mundo: estudantes comemoram conquista da vaga após muita dedicação
Publicado em
18 de outubro de 2024por
Itajuba Tadeu
O nome de Maria Vitória Cavicchiolo não vem por acaso. Com 15 anos de idade, a estudante de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, trata uma doença autoimune e precisou superar muitos desafios, conquistando algumas vitórias nesse percurso. A mais nova começou a ser escrita nesta semana, quando a adolescente descobriu o destino para onde vai ano que vem pelo programa Ganhando o Mundo, do Governo do Paraná: um intercâmbio totalmente gratuito para o Reino Unido.
Aluna do Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade, em Bateias, zona rural de Campo Largo, Maria Vitória está entre os 1,2 mil estudantes da rede estadual do Paraná selecionados para a maior edição do programa Ganhando o Mundo, da Secretaria de Estado da Educacão (SEED). Eles embarcam ano que vem para estudar por um semestre no exterior. O destino são cinco países: 500 alunos vão para o Canadá, 200 para a Austrália, 200 para a Nova Zelândia, 150 para o Reino Unido e 150 para a Irlanda – este último país o novo destino do programa.
“Eu recebi a notícia de que tinha sido selecionada com extrema surpresa, minha família toda ficou muito orgulhosa e feliz por mim. E agora que saiu a lista dos países a felicidade é maior ainda”, conta ela, que inclusive já criou até uma conta no Instagram para documentar o seu “diário de bordo” rumo ao território britânico.
A conquista da vaga para o intercâmbio coroa a trajetória escolar e de vida de Maria Vitória. No final de 2019, enquanto investigava o diagnóstico de lúpulos, ela foi ao hospital por não estar se sentido bem. A consulta foi em uma sexta-feira, quando foi internada. No sábado, ela foi transferida para UTI e no domingo acabou sendo intubada.
O quadro foi grave e Maria Vitória chegou a ficar 46 dias internada, 32 deles na UTI, teve convulsões e precisou fazer hemodiálise. Ela saiu da UTI na véspera do Natal e, na véspera do Ano Novo, voltou para casa. Mas a luta continuou e ela passou 2020, em plena pandemia de Covid-19, fazendo quimioterapia e com a imunidade bastante baixa. Por causa da intubação, chegou a perder a memória e não se lembra dos dias no hospital nem direito do que fez no ano de 2019.
Os amigos que acompanharam a recuperação de Maria Vitória agora comemoraram com ela a conquista do Ganhando o Mundo. “Tive problemas bem fortes de autoestima, meu cabelo caiu com a quimioterapia, fiquei muito inchada com os corticoides, e eles acompanharam esse processo de voltar a ser quem eu era”, diz. “Eles sempre dizem que eu sou muito forte e vitoriosa, como diz meu nome. E quando soube que tinha passado no Ganhando o Mundo foi só felicidade. Todos os meus amigos me elogiaram, ficaram felizes, me abraçaram, minha mãe chorou de emoção. Meu melhor amigo viu isso como uma recompensa e disse que eu merecia demais depois de tudo que passei”.
A expectativa agora é aproveitar bastante a experiência internacional, que começa no primeiro semestre do ano que vem. “É um programa muito legal, uma oportunidade única. Acredito que vou amadurecer muito quando for. É muito interessante aprender sobre novas culturas, conhecer novos lugares. Sou apaixonada por Geografia então acho que vai ser incrível”, afirma. “Meus objetivos são, primeiramente, estudar e aprimorar o meu inglês. Também quero muito conhecer pontos turístico, fazer novas amizades e aprender coisas novas”.
MAIS EXPERIÊNCIAS – Assim como Maria Vitória, a trajetória dos estudantes que vão embarcar para o Ganhando o Mundo também é marcada por conquistas e pelo orgulho dos pais, amigos e professores. É o caso de Gabriela Mendes da Rosa, do Colégio Professor Júlio Szymanski, de Araucária, que também vai para o Reino Unido.
Desde que estava no ensino fundamental ela já ansiava por participar do Ganhando o Mundo. “Desde o oitavo ano eu me preparava para o Ganhando o Mundo, fiz 80 horas de aluno-monitor, que é exigido para participar do programa”, contou Gabriela. “Foi uma preparação enorme para estar aqui e a expectativa é gigante. Para qualquer lugar que formos vamos trazer muita experiência, muito aprendizado para compartilhar com nossos colegas. Estou muito feliz, é uma ótima oportunidade que o governo está nos oferecendo”, comemora a estudante.
Para a mãe de Gabriela, Andrea Jaqueline Mendes, a conquista da filha é uma recompensa pelo esforço que sempre apresentou na escola. “Ela é muito esforçada, dedicada, está com o inglês avançado sem nunca ter feito um curso. Foi autodidata”, afirma. “O coração está muito grato, tenho certeza que vai dar tudo certo. Ela é uma menina que me passa muita confiança e eu tenho certeza que vai ser um grande crescimento para a vida dela. A família inteira está muito orgulhosa. É gratidão em cima de gratidão, nem tenho palavras para agradecer por essa oportunidade”.
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Criado em 2019 pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Educação, o programa de intercâmbio estudantil já levou 1.240 estudantes da rede estadual para países da América do Norte, Europa e Oceania. O programa também já enviou professores e diretores para períodos de imersão cultural e acadêmica em outros países.
Estudante do Colégio Cívico Militar Sebastião Saporski, de Almirante Tamandaré, Luiz Felipe Batista comemora a seleção para estudar no Reino Unido por um semestre. “Foi uma surpresa e tanto. Eu estava em casa, num dia qualquer, quando o diretor da escola me ligou dizendo que tinha sido aprovado. Todo mundo ficou muito feliz”, celebra ele.
Maria Clara Marquardt já tinha acompanhado a experiência de uma amiga do Colégio Orione no Ganhando o Mundo. Agora chegou a sua vez e ela já se prepara para fazer as malas e embarcar para o Canadá. “Eu fiquei muito ansiosa, desde o processo de inscrição até me chamarem para participar. Já estamos na reta final, torcendo para dar certo. Eu sempre quis ir para o Canadá, desde que o programa foi criado. Em 2020 minha amiga foi e eu também sempre quis ir, sempre tive esse sonho do Canadá e agora vou conseguir”, conta.
A aluna Nicolly Antonio Rodrigues, do Colégio Cívico-Militar Arlindo Carvalho de Amorim, de Curitiba, já começou a preparação para ir para a Austrália. “Vou estudar muito para tentar deixar o inglês mais afiado e, enquanto isso, vou aproveitar muito a minha família”, diz.
Fonte: Governo PR
PARANÁ
Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava
Published
11 horas agoon
3 de abril de 2025By

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.
Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora.
Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.
PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas.
Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.
O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.
Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”
CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES – Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.
A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.”
Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.
Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.
“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.
Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.
Fonte: Governo PR

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