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Estado promove encontro dos Escritórios Regionais de Engenharia das universidades

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A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) sediou nesta quinta-feira (8) o evento de integração dos Escritórios Regionais de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo, conhecidos como Projetek, desenvolvidos nas universidades estaduais. A iniciativa, promovida pela Diretoria de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), visa fomentar a colaboração entre as instituições, proporcionando um espaço para troca de experiências e a construção de um plano de ação coletivo para fortalecer os projetos em andamento.

Criado pelo Governo do Estado, o Projetek surgiu como resposta à necessidade de impulsionar a inserção de projetos em Building Information Modeling (BIM), uma nova modelagem de projetos de construção. Em sua fase inicial, o Projetek foca em projetos de edificações, abrangendo desde obras novas até o levantamento do patrimônio já existente para adaptação à nova metodologia, uma vez que a transição para o BIM será obrigatório para a maioria das obras públicas.

Até o momento, as sete universidades já entregaram 17 projetos, entre escolas, museus, centros de atendimento, arenas esportivas e barracões industriais, e outros 40 estão em andamento. Mais de 50 municípios estão contemplados na programação das entregas. São 46 alunos bolsistas envolvidos, aplicando conhecimentos de arquitetura e engenharia em projetos concretos.

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O diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marco Aurélio Pelegrina, ressaltou a relevância do projeto na formação de mão de obra e seu impacto social nos municípios. “O Projetek é o maior projeto de formação de mão de obra em BIM do País. A maioria dos municípios não têm engenheiros e arquitetos no seu corpo técnico. Por isso, o fato da universidade prover esses projetos dinamiza a economia do município, porque a cidade é capaz de executar aquela obra gerando emprego e renda, além de dar um resultado para a população”, afirmou.

Pelegrina também mencionou a expansão planejada para os projetos fornecidos pelo Projetek para este ano. “A meta agora é ampliar a execução de projetos de edificações para o maior número de municípios. As entregas somam um número significativo de projetos e, pelo custo dos Projeteks, os benefícios que nós temos, desde a formação de mão de obra até a organização dos laboratórios das universidades, as entregas ficam bem abaixo do custo de mercado”, relatou.

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Melissa Cuco, coordenadora do Projetek na Unicentro, explicou que o principal objetivo do evento de integração é compartilhar experiências e avanços. Ela destacou a meta de fornecer projetos para municípios com menos de 30 mil habitantes. “Nós queremos alinhar o nosso fluxo de trabalho, visando melhorar a entrega, tentando corrigir e alinhar as experiências de cada um dos Projeteks, para que possamos entregar o projeto para os municípios já completo, para que eles consigam captar recursos, abrir licitação e tocar as obras”, disse.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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