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Estado lança na próxima semana revista voltada para inovação e IA na gestão pública

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O Governo do Estado lança na próxima quarta-feira (4) a primeira edição da “Revista Inovação, Inteligência Artificial e Gestão Pública”, voltada ao incentivo e divulgação de pesquisas e estudos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. A publicação é fruto de um trabalho da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), em conjunto com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e o Instituto Paranaense de Direito Administrativo (Ipda).

O lançamento oficial será no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR), localizado no bairro Ahú, em Curitiba, durante o XXV Congresso Paranaense de Direito Administrativo. A Secretaria da Inovação oferecerá inscrições-cortesia para o congresso, destinado a servidores estaduais. As cortesias são limitadas e serão distribuídas por ordem de inscrição. Os servidores que tiverem interesse deverão encaminhar um e-mail para a Diretoria de Relações Institucionais da SEI (relacoesinstitucionais@inova.pr.gov.br) com nome, e-mail para contato, RG, CPF e órgão de atuação.

A primeira edição da revista tem como tema “Inovação nas Compras Públicas” e irá explorar as iniciativas e políticas públicas adotadas pelo Estado do Paraná no âmbito da modernização da administração pública. O periódico traz discussões acerca das conquistas e dos desafios por meio de artigos e relatos práticos de servidores públicos estaduais e municipais, bem como pesquisadores da área, professores da rede de ensino superior e representantes do setor privado. A versão digital vai ficar disponível de forma gratuita no site da editora Íthala após o lançamento.

O secretário da Inovação, Alex Canziani, explica que o Estado tem investido na capacitação de servidores públicos em pesquisas e compras públicas voltadas à inovação, através de oficinas práticas e agora com a nova publicação. “Nosso objetivo é estimular gestores públicos e a sociedade a se integrarem a essas novas modalidades de aquisição previstas pela Lei de Inovação, trazendo artigos que incentivem essa prática”, afirma.

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A ideia é que a revista contribua para um debate edificante e inspirador, além de favorecer o crescimento do ecossistema local e servir de exemplo para criação de novas ações e soluções inovadoras. A periodicidade da publicação será semestral, com duas edições por ano. O próximo lançamento está previsto para dezembro.

Segundo o diretor de relações institucionais da SEI, Diego de Oliveira Nogueira, a revista pretende impactar principalmente os integrantes da tríplice hélice do ecossistema de inovação do Estado, composto pelo setor acadêmico com as universidades, a sociedade civil organizada, as startups e as administração pública e seus servidores. “O objetivo primordial é trazer uma reflexão sobre os impactos da inteligência artificial na inovação da gestão pública e também um relato sobre as primeiras experimentações da utilização do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação”, completa.

ESTRUTURA E CONTEÚDOS – A revista é organizada em quatro seções e apresenta 308 páginas com 22 artigos, escritos por 34 autores, incluindo o governador Carlos Massa Ratinho Junior e secretários estaduais. A primeira seção conta com a entrevista realizada pelo Comitê Científico da Revista com André Rauen, economista, doutor em Política Científica e Tecnológica e assessor da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), para abordar novos instrumentos jurídicos para modernização do serviço público.

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A segunda seção, de caráter mais técnico, traz artigos científicos que contribuem para a temática e abordam conteúdos como o uso da inteligência artificial na gestão pública, fomento à ciência, tecnologia e inovação e contratações públicas. Trazendo artigos de opinião, a terceira sessão fala do ponto de vista dos gestores quanto ao uso da inteligência artificial e a modernização da administração pública.

Finalizando a revista, a quarta seção apresenta uma série de relatos de casos que detalham experiências com os instrumentos estabelecidos pelo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, bem como outras práticas que contribuíram para o avanço do setor público. A seção também inclui análises sobre a implementação de políticas públicas inovadoras, destacando como essas iniciativas promovem maior eficiência e economicidade para o Estado.

CONGRESSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO – Realizado pelo IPDA, o XXV CPDA acontece entre os dias 3 e 6 de setembro, no Tribunal de Justiça e na sede da OAB-PR. O evento tem como foco discussões sobre a atualização dos institutos do Direito Administrativo frente às novas demandas e reformas legislativas, além de discutir a inovação na gestão pública. Ao todo serão 25 horas de palestras com os principais especialistas na área, além de conferências, painéis, mesas redondas e 3 TEDs, abordando decisões judiciais e administrativas e os temas mais relevantes do cenário jurídico atual.

Serviço:

Lançamento da Revista Inovação, Inteligência Artificial e Gestão Pública

Data: Quarta-feira (4)

Horário: 13h30

Local: Auditório sede da OAB-PR – R. Cel. Brasilino Moura, 253 – Ahú, Curitiba – PR

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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