NOVA AURORA

PARANÁ

Estado injeta R$ 17 milhões em 68 projetos inovadores no primeiro semestre

Publicado em

O primeiro semestre de 2024 trouxe um marco significativo para o ecossistema de inovação paranaense, com a injeção recorde de R$ 17 milhões em 68 projetos de startups pelo programa Paraná Anjo Inovador. Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), o edital contemplou startups com subsídio de até R$ 250 mil cada, liberados conforme o avanço e a prestação de contas dos projetos.

O secretário da Inovação, Alex Canziani, destaca que o programa é feito justamente para a startup que está iniciando seu projeto e precisa de um investimento para conseguir tirar do papel a sua ideia. “Muitas vezes um projeto excelente fica pelo caminho por falta de apoio. Este é o maior programa de incentivo às startups do Brasil. Nenhum outro estado investe em um empreendedor inovador como o Paraná”, afirma.  

Os projetos beneficiados abrangem uma diversidade de áreas, incluindo saúde, agricultura, educação, sustentabilidade, cibersegurança e mobilidade, distribuídos em 18 municípios do Paraná. Curitiba lidera com 22 projetos selecionados, seguida por Maringá, Cascavel e Londrina. As startups têm, no total, o prazo de 24 meses para conclusão dos projetos.

Leia Também:  População das cidades atendidas pela Sanepar pode consumir água direto da torneira

Dentre as soluções de garantia de acesso à saúde e promoção de bem-estar, está a Hyla Biotech, de Curitiba, da bióloga Maria Luiza Ferreira dos Santos. A startup desenvolve dentro do Instituto Carlos Chagas, sede da Fiocruz no Paraná, um kit de diagnóstico rápido de câncer de mama, mais barato e acessível para a população. “O Anjo Inovador ajuda na compra de insumos e na manutenção da equipe de profissionais para validação dos testes”, afirma a bióloga.

Com foco em soluções dentro do agronegócio e alimentos, a Mush, de Ponta Grossa, é um exemplo. Ela propõe o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora para a produção de micélio (cogumelos), visando criar um ingrediente proteico alternativo. 

Outro sistema pioneiro é o da IrriGate, de Curitiba, que desenvolveu um sistema de irrigação autônomo para a agricultura familiar. A startup nasceu de uma ideia em sala de aula e com o subsídio do programa conseguiu expandir a solução para mais de 40 produtores, não apenas no Paraná, mas em outros estados e até fora do Brasil, no Uruguai. “O recurso está ajudando a nossa empresa a aumentar a tecnologia do sistema. E consequentemente, nos dá fôlego para ampliar o atendimento e contratação de novos funcionários”, explica Breno Gonçalves, CEO da startup.

Leia Também:  Microdrenagem alcança 90% e revitalização da orla de Matinhos chega mais perto da finalização

NOVA EDIÇÃO – Um novo edital foi lançado no fim do segundo semestre para contemplar até 80 startups. O investimento previsto é de R$ 20 milhões, com subsídio de até R$ 250 mil por projeto selecionado. 

A segunda edição teve 545 projetos inscritos. Esse número representa quase o triplo de inscrições, um aumento de 190% em comparação com a edição anterior. O programa ainda teve impacto na criação de novas startups: 101 foram abertas no mês em que o edital ficou aberto para inscrição dos projetos. Em outubro, serão divulgados os projetos selecionados. O cronograma completo está disponível no site do Anjo Inovador.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

Published

on

By

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

Leia Também:  Microdrenagem alcança 90% e revitalização da orla de Matinhos chega mais perto da finalização

O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

Leia Também:  Atletas apoiados pelo Estado recebem kits que os identificam como talentos do esporte

A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA