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Estado inaugura pavimentação de duas estradas rurais em Mariópolis

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O Governo do Paraná entregou nesta quinta-feira (20) as pavimentações com pedras irregulares das estradas rurais da Comunidade Nossa Senhora do Carmo e da Comunidade São Pedro, em Mariópolis, no Sudoeste do Paraná. Essas pavimentações vão melhorar o tráfego em uma das áreas de maior produção agropecuária do município, além de bastante frequentada por turistas em razão da produção de uvas.

O investimento estadual foi de cerca de R$ 2 milhões. O município investiu R$ 142,4 mil como contrapartida. As duas estradas foram beneficiadas pelo Programa Estradas Rurais Integradas aos Princípios e Sistemas Conservacionistas – Estrada da Integração, gerenciado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). 

O trecho da Comunidade São Pedro tem 5,4 quilômetros de extensão, enquanto o de Nossa Senhora do Carmo, também conhecido como Caminho da Uva, estende-se por 2,5 quilômetros. Serão beneficiadas diretamente 50 famílias de produtores rurais que têm as propriedades às margens da estrada.

“Essa é uma ação que visa solucionar problemas de escorrimento de água, garantindo maior fertilidade para o solo, além de oferecer boas condições para os produtores receberem insumos e retirar sua produção”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza. “Estrada é qualidade de vida, respeito e cidadania, pois também ajuda no deslocamento de  estudantes, doentes e de toda a comunidade”.

Também presente ao evento, o secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara, acentuou que a visão sobre uma estrada precisa ser bem mais ampla que apenas uma via de transporte. “Ela precisa beneficiar quem produz, quem sustenta o município, o Estado e o Brasil”,  destacou.

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“Quando há trabalho unido no Sistema Estadual de Agricultura as coisas acontecem, e de forma satisfatória”, comemorou a chefe do Núcleo da Seab em Pato Branco, Leunira Viganó Tesser.

O prefeito Mário Paulek manifestou a alegria da população. “Estamos inaugurando um sonho”, disse. Sonho compartilhado por Analice Câmpara, funcionária do Colégio Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva e produtora de uvas e derivados na região. “Na época de uvas recebemos muitos turistas tanto daqui como de outros estados, e a estrada boa é importante”.

Segundo ela, as crianças também enfrentavam muito barro para ir à escola, e ela própria sentia essa dificuldade. “Nosso sonho está realizado”, afirmou. “E não é só para nós, mas para todos que nos visitam”.

Desde 2019 o Estado assinou aproximadamente 350 convênios com municípios para pavimentação de 1.234 quilômetros de estradas dentro do Programa Estradas da Integração. Isso beneficiou 960 comunidades e cerca de 83,4 mil famílias. Foram investidos R$ 412 milhões pelo Estado.

COZINHA – O secretário da Agricultura e do Abastecimento também formalizou a assinatura de dois convênios no valor total de R$ 467.564,50 para a instalação de uma cozinha-escola e uma central de distribuição de produtos da agricultura família. Desse valor, R$ 417.252,18 virão do Tesouro estadual, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, e o restante é investido pelo município.

A cozinha-escola será utilizada para cursos de profissionalização, com o objetivo de estimular boas práticas de produção e fabricação, aprimorar habilidades e gerar renda. Fazem parte da cozinha fogões industriais, elétricos e a gás, pias de assepsia, micro-ondas, mesas de inox, assadeiras, geladeira e freezers, cilindros e demais utensílios para preparação de alimentos.

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A central de distribuição de produtos da agricultura familiar deve melhorar o atendimento aos agricultores familiares, facilitando a captação de produtos e a distribuição para as entidades beneficiárias. Fazem parte da central câmeras frias de congelamento e refrigeração, veículo furgão, balanças eletrônicas, paletes, computador e estante de aço.

COOPERTRADIÇÃO – A comitiva também visitou a Cooperativa Agropecuária Tradição (Coopertradição) para conhecer o projeto do Complexo Agroindustrial, que deve ter a primeira fase entregue até outubro de 2025. A segunda fase se encerra em abril de 2026. A cooperativa está investindo R$ 700 milhões para a unidade que ocupa 61 hectares. 

Atualmente a Coopertradição tem três unidades isoladas em diferentes municípios, que se concentrarão nessa única. A capacidade será de recebimento diário de 3 mil toneladas de soja, possibilitando armazenar 203 mil toneladas de soja e 60 mil de farelo.

O complexo possibilita esmagamento de um milhão de toneladas, o que corresponde a 40% de toda a soja produzida no Sudoeste. Com faturamento anual previsto de R$ 2,5 bilhões, o complexo vai gerar 400 empregos diretos e indiretos.

PRESENÇAS – Participaram dos eventos o presidente da Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa), Éder Bublitz; a chefe do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal (DPAV), da Adapar, Mariza Koloda Henning; o gerente regional da Adapar em Pato Branco, Pedro Tondo; a gerente do IDR-Paraná, Rosane Dalpiva Bragatto, além de servidores do Sistema Estadual da Agricultura. 

Fonte: Governo PR

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Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

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Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

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Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

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LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

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