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Estado assina contrato da restauração em concreto entre Palmas e Clevelândia

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), assinou o contrato da nova obra de restauração da PRC-280 com pavimento rígido de concreto, no trecho entre Palmas e Clevelândia, no Sudoeste. O investimento será de R$ 188.250.000,00, com prazo de execução de 450 dias corridos.

Serão mais 45 quilômetros da PRC-280 restaurados, iniciando logo após o Viaduto Bento Munhoz da Rocha Neto (também conhecido como Viaduto da Codapar), em Palmas, seguindo até o trevo com a Avenida Nossa Senhora da Luz, em Clevelândia. As pistas e acostamentos deste trecho vão passar por fresagem e reperfilagem com Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), servindo como base para a execução das placas de concreto do novo pavimento, técnica conhecida como whitetopping.

Agora o DER/PR irá emitir uma ordem de serviço determinando a data inicial da obra, quando passam a contar os prazos. Como se trata de uma contratação integrada, os primeiros 90 dias serão dedicados à elaboração do projeto básico e projeto executivo de engenharia da obra, com os 360 dias seguintes para execução da obra em si. Os serviços devem ser executados utilizando o sistema pare-e-siga, com metade da pista ficando interditada para execução dos serviços.

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PARANÁ CONCRETO – A mesma técnica já foi empregada na PRC-280 entre Palmas e o trevo com a BR-153, encerrando os problemas que este trecho sofria com buracos e deformações no antigo pavimento asfáltico. Devido ao grande volume de tráfego de caminhões nesta rodovia, uma ligação entre o Sudoeste e o Sul do Estado, o pavimento rígido se mostra a melhor solução para garantir mais segurança e conforto aos usuários.

Este tipo de pavimento ainda tem vida útil maior, de 20 anos, o dobro do pavimento asfáltico, menor custo de manutenção e conservação, é mais seguro contra derrapagem e lida melhor com drenagem de água da chuva.

Obra semelhante está sendo licitada na PR-180 entre Goioerê e Quarto Centenário, na região Centro-Oeste, com todas estas iniciativas integrando o novo programa de Governo Paraná Concreto, que prevê a implantação e restauração de pavimentos com concreto em rodovias de todas as regiões do Estado.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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