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Entidades de 29 municípios são sorteadas com R$ 5 mil no programa Nota Paraná

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Entidades sociais de 29 cidades foram premiadas com R$ 5.000 no sorteio de dezembro do Programa Nota Paraná. Foram 36 instituições das mais variadas áreas, de assistência social à proteção animal, contempladas na premiação entregue pelo programa da Secretaria da Fazenda (Sefa), nesta modalidade.

As organizações ganhadoras são dos municípios de Araucária, Bom Sucesso, Campo Largo, Campo Mourão, Carlópolis, Cascavel, Castro, Colombo, Congonhinhas, Curitiba, Dois Vizinhos, foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Inácio Martins, Joaquim Távora, Londrina, Maringá, Medianeira, Paranacity, Piên, Ponta Grossa, São Jorge do Ivaí, São José dos Pinhais, São Sebastião da Amoreira, Toledo, Umuarama e União da Vitória.

Além disso, entidades de 303 cidades também foram contempladas com prêmios menores de R$ 100, que podem ser cumulativos caso uma mesma organização seja sorteada mais de uma vez. Ao todo, o Nota Paraná entregou R$ 2,2 milhões em prêmios.

Neste mês de dezembro, os sorteios para pessoas físicas entregaram prêmios de R$ 1 milhão e R$ 100 mil para moradores de Paranaguá e de Londrina, além de um consumidor e Balsa Nova, que vai receber R$ 50 mil. Prêmios de R$ 1 mil contemplaram moradores de 49 cidades.

COMO DOAR – O consumidor pode doar as notas fiscais das suas compras para ajudar as instituições, o que permite que tanto os créditos de ICMS como os próprios bilhetes para concorrer aos sorteios sejam direcionados a essas entidades. Além disso, é possível também vincular o seu CPF ao CNPJ de uma instituição social específica, para que a transferência dos créditos seja feita de forma automática.

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Há três outras formas de efetivar a doação: por meio da aba “Minhas Doações” do site do Nota Paraná, na qual é necessário inserir CPF, senha e a chave de acesso da nota fiscal; no aplicativo do Nota Paraná, disponível para Android e iOS, em que é preciso escolher a opção “Doações”, buscar a entidade desejada e ler o QR Code da nota fiscal; e, por fim, a nota fiscal pode ser depositada em urnas disponibilizadas pelas entidades nos estabelecimentos comerciais do Estado.

Atualmente, o Nota Paraná possui 1.755 instituições de todo o Estado cadastradas no programa.

COMO PARTICIPAR – Participar do Nota Paraná é simples. Ao fazer compras nos estabelecimentos comerciais do Estado, os consumidores cadastrados devem solicitar a inclusão do CPF na nota fiscal. A prática possibilita o acúmulo de créditos que podem ser transferidos para a conta bancária do participante ou utilizados para abater valores do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Cada nota fiscal com CPF inserido gera bilhetes para concorrer nos sorteios mensais.

Para se cadastrar, basta acessar o site www.notaparana.pr.gov.br, clicar na opção “cadastre-se” e preencher a ficha com os dados pessoais, como CPF, data de nascimento, nome completo, CEP e endereço, para criação da senha pessoal.

Confira a lista completa das organizações sorteadas com prêmios de R$ 5.000:

Araucária

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE)

Bom Sucesso

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Bom Sucesso

Campo Largo

Associação Amor Viral

Campo Mourão

Associação de Proteção aos Animais São Francisco de Assis (APASFA)

Carlópolis

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Carlópolis

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Cascavel

Associação Cascavelense de Amigos de Surdos

Castro

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Castro

Colombo

Associação vida Animal

Congonhinhas

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Congonhinhas

Curitiba

Pequeno Cotolengo do Paraná Dom Orione

Maestro Esporte Clube

Vida Promoção Social

Universidade Livre do Esporte do Paraná

Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba

Associação Paranaense de Cultura (APC)

Fundação Pró-Hansen

Dois Vizinhos

Associação de Proteção dos Autistas de Dois Vizinhos (APADV)

Foz do Iguaçu

Associação Cristã de Deficientes Físicos de Foz do Iguaçu

Francisco Beltrão

Associação Casa de Apoio Irmão Cirilo

Guarapuava

Hospital de Caridade São Vicente de Paulo

Inácio Martins

APAE de Inácio Martins

Joaquim Távora

Associação de Assistência Médica Hospitalar Dr. Lincoln Graça

Londrina

Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais

Maringá

Associação Maringá Apoiando Recuperação de Vidas (Marev)

Medianeira

Associação Medianeirense de Surdos e Fissurados (AMESFI)

Paranacity

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Paranacity

Paranavaí

Centro de Atendimento Especial à Criança e ao Adolescente de Paranavaí

Piên

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Piên

Ponta Grossa

Associação Ministério Melhor Viver

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Ponta Grossa

São Jorge do Ivaí

Associação Beneficente Lar Antônio Carvalho De Oliveira (ABLACO)

São José dos Pinhais

Comunidade Terapêutica São Jose

São Sebastião da Amoreira

Associação Centro Comunitário de São Sebastião da Amoreira

Toledo

Centro Beneficente de Educação Infantil Ledi Maas-Lions

Umuarama

Associação dos Deficientes Físicos de Umuarama

União da Vitória

Associação Beneficente Lar de Nazaré

Fonte: Governo PR

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Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

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O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

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O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

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CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

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