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Empreendedoras da Beleza: 799 mulheres em vulnerabilidade se formam para o mercado

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O programa Empreendedoras da Beleza, iniciativa do Instituto Grupo Boticário, formou 799 mulheres em situação de vulnerabilidade social em uma edição especial realizada em parceria com o Governo do Paraná.

Os cursos de formação, que deram às inscritas plenas condições de ingressar no mercado de trabalho do setor da beleza, foram realizados pelo Instituto Grupo Boticário e Grupo Boticário através do programa Paraná Competitivo, com a participação do Gabinete da Primeira-Dama, Luciana Saito Massa, das secretarias da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), do Trabalho, Qualificação e Renda (SETR), e da Fazenda (SEFA), além dos 29 municípios parceiros

O programa, que desde 2021 é promovido pelo Instituto Grupo Boticário, já formou mais de 80 mil mulheres nos formatos online e presencial. A primeira edição em parceria com o Governo do Estado foi realizada neste ano, oferecendo, a partir de maio, cursos presenciais em Curitiba, São José dos Pinhais e Campina Grande do Sul, e no modelo híbrido em outras 26 cidades da Região Metropolitana de Curitiba, além de capacitações on-line e gratuitas para todo o Estado. Entre os conteúdos, a capacitação teve foco em maquiagem básica e avançada e empreendedorismo. 

A primeira-dama Luciana Saito Massa comemorou os resultados do projeto e assinalou a importância do estímulo que a iniciativa representa. “Investir em mulheres é investir no futuro de nossas famílias e de toda a sociedade. Cada mulher que se capacita e transforma sua vida, reflete em um impacto positivo para sua comunidade e para o nosso Paraná. Através de iniciativas como o programa ‘Empreendedoras da Beleza’, estamos construindo um caminho de autonomia, dignidade e oportunidades para aquelas que mais precisam”, disse.

Para o secretário Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, a profissionalização qualifica, dá dignidade e recursos para que mulheres consigam sair de situações de violência ao poderem ter recursos financeiros próprios. “Esta é uma oportunidade muito grande de recomeçarem a vida, se transformarem. O conhecimento é libertador na visão do Governo do Paraná e colaborou para a formação dessas mulheres”, disse.

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Para o secretário do Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes, os depoimentos das formadas durante o evento mostraram a importância de se capacitar cada vez mais mulheres no Estado. “Esse projeto leva a gente a entender por que o Estado do Paraná, hoje, é o que mais qualifica e que mais emprega em todo o Brasil. Somente pelas Agências do Trabalhador foram mais de 87 mil mulheres empregadas até este fim de ano”, afirmou. 

Rafaella Tszesnioski, 21 anos, que mora no bairro Fazendinha, em Curitiba, ressaltou que, além de aprender diversas técnicas, o curso propiciou muito conhecimento na área do empreendedorismo. “Para mim foi ótimo porque quero abrir meu próprio estúdio, e saber por onde começar me ajudou muito. Aprendi a importância da produção de conteúdo e divulgação nas redes sociais, porque é lá que a gente atrai o público para poder ter cliente de verdade”, disse.

Jaqueline Mulek, 36 anos, mãe de três filhos, que mora no bairro Prado Velho, em Curitiba, disse que nunca imaginou ser maquiadora profissional, que o projeto abriu portas e que já tem clientes marcados para a próxima semana, além de janeiro e fevereiro. “Eu vou poder ter flexibilidade para cuidar da família e conseguir ter uma renda. Na área de empreendedorismo, aprendi a criar os planos de ação em curto prazo, para conseguir alcançar um objetivo e não ficar procrastinando”, acrescentou. 

PARCERIA – Fabiana de Freitas, vice-presidente de Assuntos Corporativos do Grupo Boticário, explicou a importância dessa relação entre empresa e setor público no esforço de tirar mulheres de situações de vulnerabilidade social. “A questão social, somando esforços da iniciativa privada e pública, em uma clara parceria, em que nós aportamos todo o nosso conhecimento neste curso no ramo da beleza empreendedora, criando oportunidades reais para mulheres em situação de vulnerabilidade, tangibilizando o nosso propósito de transformar vidas, através da beleza e também o mundo ao nosso redor. Vale dizer, que com base em dados obtidos desde pela pesquisa DataCenso em 2023, mais de 50% das alunas são pretas ou pardas, e após passarem pelo programa, 57% das mulheres declaram aumento de renda, isso nos fortalece e nos impulsiona, na beleza do empreendedorismo feminino, com propósito e com uma clara busca de ter cada vez menos mulheres de situação de vulnerabilidade”, afirmou. 

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Segundo ela, o ramo da beleza permite várias iniciativas, como o trabalho em salões, venda direta, varejo, maquiadora e cabeleireira com atendimento dentro de casa, que faz com que a mulher consiga levar sua vida junto de seus muitos afazeres dentro de casa. 

Mariana Neres, diretora de Políticas Públicas para Mulheres, da Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, disse que as mulheres que se formaram tiveram trajetórias de vida bastante difíceis e que estão tendo a oportunidade agora de ter uma formação e uma ocupação imediata. “Entendemos que o mercado da beleza, que envolve não só o cabelo e a maquiagem, precisa de mais elementos na sua formação. Não é só técnica, é saber conteúdos de educação financeira, de empreendedorismo, de como iniciar o seu negócio. E essa oportunidade ser inserida em uma política de Estado, por financiamento indireto através de benefícios fiscais, ajuda a formar um círculo virtuoso visto na construção desse projeto”, afirmou.

Participaram ainda da cerimônia o diretor de Qualificação em Relações do Trabalho da Fundação de Ação Social de Curitiba, Renan Rodrigues, o assessor de Assuntos Econômicos Tributários da Secretaria de Estado da Fazenda, Gustavo Rodrigues Alves, representando o secretário Norberto Ortigara, e a representante da Prefeitura Municipal de Curitiba e assessora dos Direitos Humanos, Elenice Malzone. 

PARANÁ COMPETITIVO – O programa Paraná Competitivo é uma iniciativa do Governo do Estado com a intenção de aumentar a competitividade do Estado, tornando-o mais atrativo a novos investimentos e empreendimentos. Tem o objetivo de gerar emprego, renda e promover o desenvolvimento sustentável, criando condições favoráveis para o crescimento de empresas e setores econômicos no estado. O programa busca integrar políticas públicas que favoreçam a expansão econômica do Paraná, alinhando o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e a geração de oportunidades para a população.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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