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Editais da Lei Paulo Gustavo, PrFilm Commission e parcerias marcam cultura em 2023

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A Secretaria de Estado da Cultura do Paraná encerrou o ano de 2023 de forma marcante com o lançamento de 12 editais da Lei Paulo Gustavo (LPG), no valor total de R$ 98 milhões. Além deste recurso financeiro, o ano foi marcado pela 4ª Conferência Estadual de Cultura, a implementação da PrFilm Commission e democratização do acesso à cultura.

Criada na esteira das leis emergenciais, a LPG representa um grande impulso na economia da cultura, especialmente no setor audiovisual. Os editais do Estado com recursos da Lei Paulo Gustavo foram divididos em quatro eixos: Audiovisual, Profice – modalidade de repasse direto, Qualificação e Paraná Festivais. Alguns resultados já foram publicados.

Desde o ano passado, a SEEC promoveu diversas reuniões com a classe artístico-cultural e com os gestores municipais de cultura para a formulação dos editais. O amadurecimento de algumas questões e as garantias de acessibilidades descritas na Lei Paulo Gustavo trouxeram diversas novidades aos participantes.

A principal delas é o fortalecimento das políticas afirmativas. A inclusão dos grupos vulneráveis está presente em todos os editais, da inscrição, com busca ativa, até a execução dos projetos.

PNAB – Outra linha executada em parceria com o governo federal foi a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). O Estado vai implementar ações públicas por meio editais e chamamento de fomento direto a partir de 2024. O objetivo é beneficiar diretamente os trabalhadores da cultura, entidades, pessoas físicas e jurídicas que atuam na produção, difusão, promoção, preservação e aquisição de bens, produtos ou serviços artísticos e culturais.

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O Estado tem direito a R$ 73 milhões, valor contabilizado com os recursos destinados aos Centros Culturais (CEUs) da Cultura. Já o recurso destinado para os municípios paranaenses era de R$ 87 milhões. Para garantir esse montante, todas as regiões do Paraná cadastraram o plano de ação. Ao todo, 394 municípios terão acesso a esse recurso. 

CONFERÊNCIA ESTADUAL – O ano também foi marcado pela união entre Estado e sociedade civil na 4ª Conferência Estadual de Cultura do Paraná. O evento reuniu gestores culturais que formularam propostas que atendem os diversos setores da cultura e da economia criativa, além de debaterem o Plano Estadual de Cultura (PEC) do Paraná.

O evento discutiu diretrizes e ações para o desenvolvimento cultural do Paraná. As conferências são espaços amplos e democráticos de discussão e articulação coletiva em torno de propostas e estratégias de organização. O objetivo foi reunir governo e sociedade civil organizada para debater e decidir as prioridades nas políticas públicas nos próximos anos.

PR FILM COMMISSION – Outro destaque foi a criação da PrFilm Commission, que possui como função primordial transformar o Paraná em um destino amigável para as produções audiovisuais, em julho. Ela já atendeu 13 solicitações. As requisições variam de acordo com a demanda de cada projeto. A comissão atua desde a liberação de um espaço público para a filmagem de videoclipe, apoio para a captação de verba junto às estatais via renúncia fiscal ou assistência policial para gravações externas.

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TRILHANDO PELO PARANÁ – Com o objetivo de democratizar e descentralizar a cultura, a Secretaria da Cultura, por meio do Trilhando pelo Paraná, selecionou dez companhias de circo e teatro para se apresentarem em 100 municípios com menos de 5 mil habitantes. O programa atendeu aos objetivos descritos no Plano Estadual de Cultura do Paraná (PEC-PR), fomentando a circulação de bens culturais e reforçando a importância das artes circenses. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o governo estadual e o governo federal. 

CRIANÇAS NO TEATRO – Outro circuito itinerante foi o programa Crianças no Teatro, que leva a crianças de 6 a 12 anos apresentações e vivências teatrais gratuitas. O projeto, criado pelo Governo do Estado via Secretaria da Cultura e PalcoParaná, em parceria com a Audi, ocupa teatros das cidades, sendo muitas vezes a primeira experiência para os pequenos espectadores.

Além da recepção cultural e da apresentação da peça, os alunos e os educadores são convidados para uma conversa mediada ao fim do espetáculo, como forma de compreensão e reconhecimento do espaço artístico.

Recentemente a Audi reafirmou o compromisso de continuar investindo em projetos sociais do Paraná. O acordo, que garante a manutenção do programa Crianças no Teatro, foi renovado na reunião entre o governador Carlos Massa Ratinho Junior e os executivos globais da montadora na Alemanha. Com o compromisso renovado, o programa deve levar, ao todo, mais de 120 mil crianças da rede pública de ensino a espetáculos teatrais em várias cidades do Paraná.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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