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DER/PR vai liberar faixa adicional no km 39 da BR-277 nesta quarta-feira

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) vai liberar na manhã desta quarta-feira (21) uma faixa adicional de tráfego na BR-277, no Litoral, na altura do km 39, um dos locais atingidos por deslizamento de terra nas últimas semanas. A decisão foi tomada após um dia intenso de reuniões no local.

A empresa responsável pelos serviços implantou novas barreiras de concreto New Jersey na altura do deslizamento, bem como demais dispositivos de segurança para disciplinar o tráfego. O trecho já está pronto para a mudança, mas, a pedido da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o DER/PR vai liberar a faixa somente na quarta devido à baixa visibilidade da rodovia durante a noite.

A medida é possível após sondagens e verificações da encosta realizadas ao longo desta terça-feira, mesmo com as fortes pancadas de chuva e neblina registradas na região. Os pareceres técnicos já asseguraram as condições de segurança necessárias para ampliação da capacidade de tráfego, com execução simultânea dos serviços de recuperação da encosta. O monitoramento do trecho em obras será permanente enquanto durarem os serviços.

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A liberação da faixa vai desafogar o trânsito de veículos no local, que permanecerá em duas faixas somente entre os km 41 e km 42. Ampliar a trafegabilidade da BR-277 sem abrir mão da segurança do usuário é a prioridade do DER/PR, que assumiu a responsabilidade pela recuperação do deslizamento no km 39 e km 41 na sexta-feira passada, após assinatura de termo de compromisso com o DNIT. O órgão federal permanece responsável pela obra no km 42.

Outras sondagens serão realizadas no deslizamento do km 41, onde o local atingido tem aproximadamente 100 metros de extensão vertical. Estas análises também serão usadas para uma definição quanto às obras de recuperação, que poderão contemplar soluções como solo grampeado com tela, instalação de uma geogrelha, ou de uma grelha de aço de alta resistência.

O DER/PR permanece dialogando com o DNIT visando a liberação de uma faixa adicional na altura do km 42, com retirada do guindaste sendo utilizado na obra. Por enquanto, a previsão é que o equipamento seja deslocado a partir desta quinta-feira, retornando somente após o dia 31 de dezembro. Essas medidas também contam com apoio da Defesa Civil e da PRF.

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Como vai ficar o fluxo da BR-277 a partir desta quarta-feira:

Km 39 ao km 40: trânsito liberado em três faixas

Km 41 ao km 42: trânsito em duas faixas

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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