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Darci Piana lança horto de plantas medicinais, aromáticas e condimentares em Londrina

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O vice-governador Darci Piana lançou a pedra fundamental do Horto de Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares Pesquisadora Beatriz Rugani Ribeiro de Castro, em evento nesta sexta-feira (16) na sede de pesquisa do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater), em Londrina. “O Paraná terá uma estrutura para cuidar cientificamente dos efeitos medicinais dessas plantas e o IDR-Paraná vai fazer isso com muito zelo”, disse o vice-governador.

Em seu discurso, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, destacou a importância do empreendimento e o papel do Estado nesse tipo de investimento. “Tem coisas na agricultura que, se uma instituição pública não fizer, ninguém faz”, afirmou.

Juntamente com o lançamento da pedra fundamental do novo horto, os participantes deixaram mensagens em uma “cápsula do tempo”, que será aberta quando da inauguração do empreendimento, prevista para daqui a dois anos.

PESQUISA — De acordo com Vania Moda Cirino, diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, a iniciativa vem coroar mais de 50 anos de pesquisas na área, iniciadas ainda na década de 1970. “Será um centro interdisciplinar de referência em conservação da biodiversidade e desenvolvimento tecnológico que, certamente, beneficiará agricultores, a economia regional e a saúde da população em geral”, explica ela.

O horto vai operar com abordagem multifacetada e foco na preservação da biodiversidade, principalmente a local e ameaçada. “Serão implantados protocolos para a produção e distribuição de mudas certificadas a produtores interessados, garantindo as propriedades fitoquímicas das plantas”, acrescenta a diretora.

A instituição conta com um acervo de 135 espécies em cultivo permanente. Com a estruturação do horto, a expectativa é de que esse número ultrapasse 400. “Além da preservação nos herbários, a implantação de um horto é a melhor alternativa para manutenção de uma coleção rica e diversificada de plantas vivas como a do IDR-Paraná”, afirma Cirino.

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No âmbito do desenvolvimento tecnológico, o horto possibilitará otimizar técnicas de cultivo, extração e processamento de princípios bioativos. Essas pesquisas explorarão as propriedades medicinais, aromáticas e condimentares com o objetivo de averiguar a possibilidade da criação de bioinsumos e o aprimoramento de produtos. “Não se trata apenas de conservar, mas também de inovar, colaborando com startups para desenvolver novos produtos que beneficiem a agricultura e a saúde”, ela aponta.

Bioinsumos são produtos naturais que podem ser utilizados no manejo sustentável de pragas e doenças das lavouras. Podem substituir ou complementar agroquímicos, reduzindo os impactos ambientais e protegendo a saúde do agricultor e do consumidor.

Ainda de acordo com Cirino, a oferta de capacitação será um dos pilares de atuação do horto. Serão oferecidos programas direcionados a profissionais da agricultura, saúde, microempresários e estudantes. “A ideia é capacitar agentes envolvidos na cadeia produtiva, promovendo a sustentabilidade e o empreendedorismo na área”, aponta.

INVESTIMENTO — O investimento inicial é de R$ 5,8 milhões, provenientes do Fundo Paraná, gerido pela Seti (Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior). A esse valor somam-se R$ 700 mil, destinados por emenda parlamentar proposta pelo deputado federal Tadeu Veneri.

O horto será instalado em uma área de dez mil metros quadrados na sede de pesquisa do IDR-Paraná, em Londrina. Contará com estufas, canteiros para o cultivo das plantas e laboratórios para análise química e desenvolvimento de produtos, além de sistema de irrigação e salas de preparo e treinamento.

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Também integra o projeto uma outra área, de 5 mil metros quadrados, destinada à conservação de plantas medicinais, aromáticas e condimentares de porte arbóreo.

PARCERIAS — A implantação e a operacionalização do horto serão impulsionadas por parcerias com universidades, centros de pesquisa e o setor privado. “Colaboração com a UEL (Universidade Estadual de Londrina) e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) fortalecerão a pesquisa interdisciplinar e a troca de conhecimentos. A participação de empresas privadas no projeto será essencial para dar escala aos produtos desenvolvidos”, conclui Cirino.

HOMENAGEM — O horto leva o nome da pesquisadora Beatriz Rugani Ribeiro de Castro. Recém-formada em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, ligada à USP (Universidade de São Paulo), ela ingressou em 1985 no quadro de servidores do antigo Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), com apenas 23 anos, para trabalhar com plantas medicinais, aromáticas e condimentares, em uma linha de pesquisa à época denominada de “plantas potenciais”.

Beatriz Castro veio a falecer precocemente, ainda no início de sua carreira, em 1993, vítima de um acidente de trânsito.

PRESENÇAS — Participaram da solenidade o diretor-presidente do IDR-Paraná, Richard Golba; o deputado federal Tadeu Veneri; o secretário da inovação, modernização e transformação digital, Alex Canziani; o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Marcos Antonio Tordoro; a reitora da UEL, Marta Fávaro; a coordenadora regional da Casa Civil em Londrina, Sandra Moya; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; e o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre, além de pesquisadores, técnicos e lideranças ligadas à agricultura e ao segmento de ciência e tecnologia.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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